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Rodney Dy
Por Roberta Ribeiro para Trash 80’s
Durante os áureos tempos dos “Piores
Clipes do Mundo” na MTV, Rodney Dy
foi considerado rei, ao lado do punk-mauricinho
Supla. O “Funk da Pamonha” virou
hit e fez muita gente cantar e rir. Nesta
semana, a Trash 80’s Vila Olímpia
ganha a chance de ver Rodney de perto!
Você realmente trabalhou com pamonhas
ou só fez a música em homenagem
a elas?
Eu tinha um estande de pamonhas no supermercado
e, de vez em quando, saía com um
dos dois Fusquinhas de propaganda por aí,
para anunciar outros produtos que estavam
em oferta. Aí, sempre vinha alguém
que me conhecia e perguntava: “Vende
pamonha aqui também?” e eu
imitava aquele carro de pamonha que passava
na rua. Aí acabei criando a música,
depois.
Em seu site
oficial
você dá a receita de curau
e para fazer um clipe de sucesso na MTV.
Qual era sua intenção quando
gravou e fez o clipe do “Funk da Pamonha”?
Na verdade, foi um processo lento. Demorou
seis anos pra música fazer sucesso.
Gravei a música e ela ficou muito
famosa nas arenas de lambaeróbica
da praia. Foi nessas arenas de verão
que surgiu a coreografia. Aí a música
ficou famosa de Bertioga a Ubatuba. Eu era
instrutor de uma marca de refrigerantes
nessas arenas e, com o sucesso, resolvi
fazer o clipe. Aí, vi o “Piores
Clipes”, quando já estava na
metade da produção. Resolvi
tentar e escrachei da metade pra frente,
que é onde dá pra ver até
espinha na bunda das bailarinas.
O fato de ser considerado um dos reis
dos “Piores Clipes do Mundo”
da MTV nunca o incomodou?
Não, eu pensei no clipe para derrubar
o Supla no programa! A intenção
era ser o rei mesmo. Assim como o Rafinha
[VJ e DJ da Trash 80’s] , eu tinha
uma câmera na mão e idéias
de jerico na cabeça. Aí, fiz
o clipe e consegui o que queria, ele foi
pro “Piores...”.
Atualmente você tem algum projeto
em execução? O que virá
depois da pamonha?
Estou com projeto novo. Quero pegar músicas
dos anos 80 e colocar em batidas modernas.
Algo parecido com o que fizeram em “Cowboy
Viado”, do União Total. Mas
a música de trabalho agora, que já
tem clipe também é “Espetinho
da Guria”, que está tocando
muito no sul. É um vaneirão
moderno. [Vaneirão é um ritmo
gaúcho]. Sou de Porto Alegre, né?
“Se eu te dou minha pamonha / Tu
me dá o seu curau” é
um dos versos mais famosos de sua música.
Para quem você cantaria esses versos?
Ah, pode ser pra qualquer pessoa? Então
pra Daniella Cicarelli. Ela é grandona,
deve ter um curau grande (risos).
Como lida com os fãs?
Na verdade, existem dois tipos de pessoas
que falam comigo: os que adoram a “Pamonha”
e não acreditam quando dão
de cara comigo; e aqueles que odeiam e querem
me bater. Ainda bem que a maioria gosta,
né? (risos) Falo sempre com os fãs
pelo Orkut também. É uma ótima
ferramenta.
O que você achou da Trash 80’s
em sua apresentação no Centro?
Qual sua expectativa para o show na Vila
Olímpia?
Eu adorei a Trash 80’s Centro, principalmente
as coreografias que o Catatau e os freqüentadores
fazem. Eles fazem gestos nas músicas,
e até eu, que não sou um bom
dançarino, consigo aprender! E quero
fazer um show muito bom na Vila Olímpia.
Faz muito tempo que não toco lá,
quero rever a galera. E vou tocar versões
de “Meu Pipi no Seu Popô”
e de “Bomba”, além do
“Funk da Pamonha” e “Espetinho
da Guria”. Ah, e também não
vejo a hora de rever o Marquito! (risos)
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