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Falcão é um artista nato, o homem já foi chamado de “rei do brega” e aceitou o rótulo numa boa. Como resultado, ele nunca saiu de moda.

Agora o astro cearense acaba de gravar a música “The Mummy” ao lado do grupo de heavy metal Massacration. A inusitada parceria rendeu até uma apresentação dos cantores no “Vídeo Music Brasil” (“VMB”, da MTV) deste ano. A música está no nosso canal especial de Halloween na Rádio Trash.

Abaixo você confere uma entrevista feita com Falcão, inedita na internet, onde confessa ser fã de histórias em quadrinhos…

Como você começou sua carreira de cantor? Desde o inicio apostou neste visual diferente?
Falcão – Quase que por acaso. Na verdade eu já compunha, desde a época do colégio, músicas nesse estilo que até hoje eu as faço, porém não tinha planos, nem cacife, para me tornar um cantor ou coisa que o valha. Mas, com o tempo, o amadurecimento e o incentivo dos amigos resolvi adentrar a essa carreira. O visual começou já no estilo brega, embora menos espalhafatoso que o atual. Também foi idéia de amigos e colegas que, vendo o estilo de música que eu tinha a apresentar, deram “força” ao meu visual.

Você é visto por muitos jornalistas como um grande ator, pelo seu trabalho como humorista. Já pensou em fazer algo ligado a cinema ou teatro?
Falcão – Teatro nunca, mas em cinema tenho feito algumas pequenas pontas e, realmente sinto vontade de fazer algo mais consistente, talvez um longa para o qual eu já tenho alguns rascunhos de roteiro.

Como você vê o humor hoje em dia? Acha que está muito estereotipado ou chulo?
Falcão – O humor sempre foi e sempre será assim mesmo. Cada povo tem seu estilo de humor. Aliás, cada região e cada pessoa têm sua maneira particular de achar ou não achar engraçada uma situação. O que pode me matar de rir ou me parecer um humor elegante, pra outra pessoa pode ser enfadonho ou chulo. O que faz rir Hebe Camargo pode fazer chorar minha avó.

Você possui ídolos? De quem o personagem Falcão é fã? E o artista por trás dele?
Falcão – Pra começo de conversa, eu não acho que o Falcão seja um personagem. Pelo menos eu nunca mudei nada na minha conduta para subir num palco e interpretar minhas músicas. O que eu mudo para as minhas apresentações é só a roupa. Quanto aos meus ídolos, são aqueles pelos quais eu fui influenciado ainda na adolescência, entre eles: Raul Seixas, Bob Dilan, Frank Zappa, Luís Gonzaga, Waldick Soriano, Zé Ramalho…

É possível desvincular a imagem do personagem Falcão da imagem do homem Marcondes? Como é o Falcão fora do palco?
Falcão – Conforme a resposta anterior, a diferença maior é, com certeza, a roupa; embora, todo a gente saiba que em cima de um palco ninguém conserva sua verdadeira personalidade. Fora do palco e dependendo da ocasião eu sou um pouco mais comedido, talvez…

Você curte desenhos e quadrinhos? Quais os seus favoritos?
Falcão – Demais. Até, em certa época da minha adolescência, já me arrisquei e risquei algumas historinhas, tirinhas e cartuns. Pode até ser lugar comum, mas eu digo que em matéria de quadrinho gosto de tudo: “Tintim”, “Batman”, “Corto Maltese”, “Asterix”, “Little Nemo”, “Maus”, “Blueberry”, “Spirit”, “Peanuts”, “Krazy Kat”, “Pato Donald”, “Tio Patinhas”, “Homem Aranha”, “Super Homem”, “Batmam”, “Elektra”, “Conan”, “Tex”, “Cavaleiros do Zodíaco”…