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Na estreia do projeto Trash & Wave, festa que une os núcleos Trash 80′s e Pop & Wave, será montando um lounge ao lado da pista para jogar games da Nintendo enquanto curte as músicas mais bacanas da década de 1980.

Pra participar é só chegar! O díficil é tirar os brinquedos das mãos de viciados em games com o DJ Nico, residente da Trash 80′s aos sábados. O lounge será instalado no mezanino do espaço Salvador Dali, parte do Clube Hotel Cambridge.

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Serviço completo

O que: Trash & Wave
Quando: sexta, 16/3, a partir das 23h

Onde: Complexo Novo Hotel Cambridge – Rua João Adolfo 108 (esquina com Rua Álvaro de Carvalho), Centro, São Paulo

Reservas: reservas pelo site www.trash80s.com.br até às 16h do dia da festa (ou da véspera, no caso das festas que acontecem aos sábados e nos feriados oficiais). Reservas sujeitas a disponibilidade.
Quanto: R$ 20 (associados e lista de aniversariantes), R$ 25 (reservas), R$ 30 (porta). Os valores podem ser convertidos em consumação, mediante consulta do valor relacionado
Show: Rita Cadillac
DJs: Marcio Vaez, Alê Garanci, Renato Synth, Catatau, Eneas Neto, Omar, Tonyy, Marcos Freitas (Energia na Véia), “Titio” Marco Antônio (Kiss FM) e Cleycianne (Thiago Pereira)
Hosts: Paula Funny e Jessica Gabrielovna
Informações: (11) 3262-4881 / (11) 9162-8588 ou clique aqui
Site: www.trash80s.com.br/trashwave

Por Roberta Ribeiro para Trash 80´s

Natal de 1983. Dá para adivinhar qual era o maior desejo de crianças e adolescentes para o Papai Noel? Um Atari, obviamente.

E o que não faltavam eram consoles de videogame que imitavam o sucesso norte-americano. Sim, porque no Brasil daquela época, importar era uma palavra proibida. Seguindo preceitos nacionalistas, só se importava aquilo que realmente o Brasil não era capaz de produzir. Ainda assim, estimulavam-se os profissionais brasileiros, principalmente engenheiros, a desenvolver aqui substitutos de determinados produtos.

Dito isso, entende-se porque o Atari teve tantos clones. E que contavam com cartuchos que serviam em qualquer um deles. Contudo, a primeira vez que se viu um deles no Brasil foi em 1981 ou 1982, numa prateleira do Mappin ou da Mesbla. Os dois maiores magazines da década de 80 importaram o brinquedo, que rapidamente desapareceu das lojas. Ali, percebeu-se que os videogames virariam febre. E teve início a guerra para ver quem desenvolvia o melhor console.

A Polyvox foi a responsável pelo lançamento do Atari 2600, o “oficial” no Brasil. A Dynacom não quis ficar atrás e pôs no mercado o Dynavision, com controles melhores e design arrojado. Já o CCE VG-2800 tinha como diferencial o fato de vir com alguns jogos, como “Mr. Postman” e “Bobby Is Going Home”, que fizeram um grande sucesso. Até mesmo a Dismac, famosa fábrica de calculadoras, entrou na briga e criou o VJ-9000. Em comum, todos podiam usar o mesmo tipo de cartucho.

Aliás, os jogos, por um curto período de tempo, foram outra fatia de mercado bastante disputada no Brasil. Além de copiarem idéias já existentes em outros países, empresas como a Canal 3 Indústria e Comércio produziram jogos desenvolvidos totalmente no Brasil e que concorriam de igual para igual com “Pac-Man”, “Decathlo” e “River Raid”.

Existiam outros consoles de sucesso também, como o Odissey e o Intellivision. Mas foi o Atari, por sua simplicidade e adaptabilidade, que ganhou os corações brasileiros. E fez com que a indústria de games no país nascesse e crescesse em tempo recorde.