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Por Trash 80´s

Quando o New York Lesbian and Gay Experimental Film de Nova Iorque decidiu convidar curadores estrangeiros para mostrar as diferentes formas de expressão e sexualidade, o Festival Mix Brasil de Diversidade Sexual chegou ao Brasil. Isso foi em 1993 e os responsáveis foram André Fischer e Karin Aïnouz, diretor da boate paulistana Madame Satã. De lá pra cá muita coisa mudou e o festival anual de cinema que exibe filmes com temática sexual e afetiva, cresceu a ponto de superar o Nova Iorquino do qual foi originado – além de São Paulo este ano também acontece em Brasília e Rio de Janeiro.

Dentro do ciclo de curtas do festival acontece o programa Trash-o-Rama que foca de maneira bastante direta o humor rasgado em produções com tons caseiros. Muita criatividade em temas trash são quesitos necessários para ser escalado no disputado programa de filmes da mostra Trash-o-Rama. Com sucesso de público desde que foi inserida no Festival Mix Brasil de 98, a sexta edição da Trash-o-Rama é formada por 7 curtas, cinco nacionais e dois americanos.

No dia 16 de novembro do ano passado, a Trash 80’s teve uma noite mais do que especial em homenagem ao Trash-o-Rama. A festa teve direito à exibição do curta “Cindy B”, de Patrícia Colli. Ela também atacou de DJ convidada e se divertiu com os atores do curta que estiveram presentes.

Pelo segundo ano consecutivo a Trash 80’s é uma das festas da programação oficial do festival Mix Brasil, e também pela segunda vez, o Trash-o-Rama vem até nós. Não perca: próximo sábado dia 15, além do trash habitual que acontece em nossas animadas festas tem curtas do Trash-o-Rama. Abaixo seguem as sinopses (fonte Mix Brasil) dos vídeos da mostra, a equipe do Mix Brasil irá selecionar entre eles os que serão exibidos na Trash 80’s deste sábado:

MEU NOME É GAL
(KJ Mohr e Kelly Hayes, 2001, Brasil/EUA, vídeo, 5 min.)
Hilária performance da música de Gal Costa. Uma mulher meio fora de forma põe uma peruca rosa na cabeça e sai dublando a famosa música de Gal Costa pelas atrações turísticas do Rio de Janeiro. Copacabana, Cristo Redentor, os Arcos da Lapa, o bondinho e até o Cine Odeon são cenários para a fofa.
As expressões da menina são ótimas, nada exagerada, mas parece uma daquelas que já nascem engraçadas, de olhar para o rosto e rir.
No final, fina, ela fica de biquinho e faz “dança” com suas banhinhas.

SUPERBICHA (SUPERFAG)
(Kurt, Koehler, 2002, EUA, vídeo, 24 min.)
O personagem título da fita é uma espécie de super homem só que gay e pronto para defender a causa e os meninos indefesos. A bicha é loira, tem cara de apresentador de tv dominical e uma “mala” absurdamente grande. Sucesso com quem ele carrega para voltinhas pelo ar.
A super bicha também tem uma mãe (drag-queen), não menos poderosa. A super-mãe é gorda e possui um hilário sutião de globos de espelhos. Através deles solta raios poderosos contra a cafonice do mal. O filme possui outras participações de drags (duas “chicanas” são incríveis) e até um belo ator pornô por quem Superfag se apaixona. A estética, claro, é super brega. Muita cor, lycras azuis e rosa, arco-íris e perucas loiras gigantes. Tudo super bicha. Junte-se ao Superbicha e seus amigos descolados na luta contra um mundo de ignorância e intolerância.

ET – UMA HISTÓRIA REAL

(Os Caras de Saco, 2003, Rio de Janeiro/Brasil, vídeo, 3 min.)
Uma transexual é seduzida por extraterrestre. A história é contada num daqueles típicos programas da tarde na tv aberta que focam nos dramas de “gente do povo”. Mas são bonecos e não atores que fazem os papeis da apresentadora loira, da transex e do e.t em si. Mega tosco e absurdo.


MAIS SALADA?

(Márcio Araújo e Marcello Airoldi, 2003, São Paulo/Brasil, vídeo, 15 min.)
Dois casais, um gay e um hétero, se encontram para um jantar em família. Os gays resolvem fazer sexo antes de prepararem o jantar e usam para tanto um enorme pepino. O tal legume entra na receita do prato principal. Chega o casal, a moça é amiga e o bofe é meio homofóbico, daqueles que têm até medo de chegar perto de gays. Mas depois de se lambuzar da “pepinada” o cara começa a ver o mundo com outros olhos.

A HORA DE DIZER SIM
(Ivann Willig, 2003, Rio de Janeiro/Brasil, vídeo, 8 min.)
Noiva que está prestes a se casar decide confessar ao padre algo que a atormenta…

A MONA DO LOTAÇÃO
(Eduardo Mattos e Daniel Ribeiro, 2002, São Paulo/Brasil, vídeo, 6 min.)
Uma sedutora transexual acaba provocando uma orgia pansexual num ônibus público. Vencedor do Show do Gongo em 2002 a apludidíssima fita foi feita para divertir mesmo e consegue.

XANADU
(Ivy Abujamra, 2002, São Paulo/Brasil, vídeo, 5 min.)
Video clip inspirado na música de Olivia Newton-John… literalmente! Isso significa “xanas” para todos os lados. Segundo lugar no Show do Gongo 2002