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Trash Glee - 16/6

Trash Glee - 16/6

A turma do coral da escola William McKinley invade a Trash 80′s para uma noite muito bacana. Uma das séries mais aclamadas pelo público em todos os tempos ficou conhecida por apresentar números musicais com regravações das décadas de 1980 e 1990, sendo responsável pela volta do sucesso de músicas como “Don’t Stop Believing”, originalmente gravada pelo grupo Journey. Com roupagem atual, clássicos de outras épocas ganham a pista e o palco da Trash em performances de atores e bailarinos, além de sets especiais dos DJs.

16/6 – Sábado – Trash Glee
Performances no palco
Os melhores momentos da série nas telas
Sorteio de DVDs e camisetas da série
DJs: Eneas Neto e Nico

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Trash 80′s Centro
Quando:
Sábado, 16/6, a partir das 23h
Onde: Clube Caravaggio – Rua Álvaro de Carvalho, 40, Centro – São Paulo
Quanto: R$ 30. Com reserva ou flyer impresso do site, R$ 25 até às 3h
Com Cartão de Fidelidade Clube Caravaggio/Trash 80′s, R$ 20
Reservas: Reservas pelo site www.trash80s.com.br até às 16h do dia da festa (ou da véspera, no caso das festas que acontecem aos sábados e nos feriados oficiais). Reservas sujeitas a disponibilidade.
DJs: Eneas Neto e Nico
Hosts: Paula Funny e Allan Bless
Informações: (11) 3262-4881 / (11) 9162-8588 ou clique aqui.
Classificação etária: 18 anos
Ar-condicionado / Acesso para portadores de necessidades especiais / Proibido fumar
Não possui estacionamento próprio
Aceita dinheiro e cartões Visa e Master (débito e crédito)

David na "Trash Benê dos Bichinhos"

A equipe que trabalhou o ano inteiro pra realizar a Trash 80’s nos escritórios da Trash, Fiber e Loma comandam a festa hoje a noite no Clube Caravaggio.

Tina (de vestido) na pré-estreia que a Trash 80's em parceria com a PlayArte fez do filme "Fama"

Como DJs convidados, a festa “O Staff Cai Na Festa” apresenta Renata, do administrativo e financeiro da Trash, que toca ao lado do assessor de imprensa David. Tina, gerente de relacionamentos da Fiber, também é DJ por uma noite com Giovani, que é assistente de TI.

Felipe (foto feita durante apresentação na festa "Pop MicaTrash") é uma das participações desta noite no palquinho

Para completar teremos uma performance com os meninos do escritório subindo no palquinho e se soltando em uma apresentação inedita. Qual? Só indo hoje na buaty pra saber. Não perca!

Serviço: Trash 80′s Centro

Quando: Sexta, 18/12, a partir de 23h.
Onde: Clube Caravaggio
Endereço: Rua Álvaro de Carvalho, 40, Centro – São Paulo
Quanto: R$ 30. Com reserva ou flyer impresso do site, R$ 25 até a 1h.
Para reservas, envie e-mail para reserva@trash80s.com.br. As reservas são aceitas apenas por e-mail e recebidas até as 16h do dia da festa (ou da véspera, no caso das festas que acontecem aos sábados e feriados oficiais). Reservas sujeitas a disponibilidade.
*Flyers impressos do site e reservas têm validade até a 1h.

Informações: (11) 3262-4881 / 3237-0908 ou contato@trash80s.com.br.
Site: http://www.trash80s.com.br
Classificação etária: 18 anos
Ar condicionado / Acesso para portadores de necessidades especiais / Proibido fumar
Não possui estacionamento próprio
Aceita dinheiro e cartões Visa e Master (débito e crédito)

Revista da Tina - Indicada para Jovens Adultos

Desde que foi lançada em maio deste ano (clique aqui), a revista da Tina não chamou tanta atenção quanto agora. Depois de ganhar três minisséries e um especial em formato americano, Tina ganhou uma revista mensal, também no mesmo formato, trazendo HQs inéditas. Até então, a personagem só tinha sido publicada em formatinho. A primeira edição da nova revista estampou a seguinte frase na capa, logo abaixo do logotipo da publicação: “A revista com a sua cara!”.

No mês passado, a edição 6 da Revista da Tina criou polêmica sobre a sexualidade de um personagem, na ocasião Mauricio de Sousa, através de sua assessoria de imprensa, emitiu uma nota referente ao assunto que dizia “A revista Tina é uma publicação da Editora Panini produzida para um público adulto jovem. Ou seja, não tem nada a ver com a Turma da Mônica ou o público infantil ou infanto-juvenil (Turma da Mônica Jovem). A publicação é destinada a uma outra faixa de leitores e suas histórias refletem isso – tanto que Tina, atualmente, é estudante de jornalismo e maior de idade”.

A nova edição da revista (07), acaba de chegar nas bancas com uma mudança na caba. Abaixo do logotipo está a frase: “Uma revista para jovens adultos!”. A nova publicação também não trás nada sobre o personagem que gerou a polêmica ou se ele aparecerá em futuras edições.

Tina foi criada em 1964 por Mauricio de Sousa e já foi hippie, patricinha e atualmente é jornalista. A personagem também é uma das maiores “pegadoras” dos quadrinhos. Nas sete primeiras edições da sua atual revista já ficou com mais de dez meninos diferentes.

Tina

A personagem Tina foi criada em 1960 e tinha estilo hippie. Hoje, a moça cursa jornalismo e mudou bastante seu visual.

O que chamou a atenção do público na sexta edição da revista “Tina”, da editora Panini, foi o melhor amigo da personagem. Caio, que diz ser “comprometido” em determinado momento da história, é o primeiro personagem gay de Maurício. O discurso de Tina contra o preconceito indica que esse é mesmo o assunto que o autor quer trabalhar com o público da revista, adolescentes em sua maioria.

A assessoria declara que tais questões que envolvem esse público serão abordadas “de forma tranquila e sem levantar bandeiras” e ainda afirma que a história não pretendeu ser categórica no lançamento de um personagem gay, levantando até a possibilidade de que ele seja bissexual. O assessor de Maurício também assegura que a história e o personagem terão continuidade.

(fonte: Folha de São Paulo)

Mauricio na prancheta

Nos últimos oito anos eu entrevistei mais de 200 artistas, dos mais variados tipos e estilos. De todos estes “bate-papos”, o que mais me emocionou foi à conversa que tive com Mauricio de Sousa.

O mestre dos quadrinhos brasileiros, responsável pela criação Turma da Mônica, foi de uma educação e simpatia únicas e me conquistou de cara. Hoje (27), dia do aniversário do desenhista, você confere alguns trechos do material.

Bom, pra começar, quais dos personagens da Turma são os seus favoritos?
Mauricio de Sousa: De que filho eu gosto mais? (risos) Não existe isto, eu gosto de todos eles. Com alguns personagens você transmite algum tipo de mensagem, algum tipo de proposta e com outros, não pode fazer isto. Então, estes personagens com os quais você tem mais força, mais liberdade, ou até melhores condições gráficas, técnicas ou de texto, o pessoal imagina sempre que são os prediletos ou preferidos do autor, e não é assim. É que quando eu faço uma historinha do Bidu, tem que ser o Bidu, o cachorrinho, quando faço a Mônica é uma menininha, não posso sair disto, das características que a gente já criou. Agora, quando eu faço um animal como um elefante ou um dinossauro, principalmente o dinossauro, posso me espraiar mais, me abrir mais, colocar mais de mim, é como se fosse uma fábula, é por isto que os grandes fabulistas da história do mundo usaram e abusaram dos animais pra deitar e rolar em cima de críticas sociais, até de propostas de mudanças de hábitos e costumes, como Esopo, La Fontaine, Os Irmãos Grimm. Então muita gente acha que o Horácio é o meu preferido, mas não. É porque ele vive fora do tempo, é atemporal, é um bichinho que acham que é dinossauro, mas de repente não é, e ele pode falar tudo, porque ele não está dentro do perímetro urbano, não está na roça, não está cidadezinha… Então é por aí, o personagem pelo qual você mais pode falar é tachado como o preferido ou o principal.

A "verdadeira" Mônica de Sousa com seu coelhinho

Alguns personagens coadjuvantes recentemente ganharam destaque e alguns fãs, como o Xaveco e a Denise. Existiu algum motivo para a maior participação deles, algum planejamento?
MS: Absolutamente. Isto acontece. Eu não planejei a subida do Cebolinha que nasceu coadjuvante do Franjinha, eu não planejei a subida da Monica que nasceu coadjuvante da tiras do Cebolinha e continuamos surpreendidos pela performance de um personagem e às vezes pelo gosto do público que começa a comentar e exigir mais daquele personagem. Personagem é uma coisa viva. De vez em quando, temos problema de tema e a gente bota vários personagens na história e às vezes nós precisamos brecar um pouco eles senão a historia não acaba.

As histórias também ficaram mais realistas recentemente, e o Xaveco ganhou uma participação maior com a separação dos pais dele, este tema é um tema que já estava pra ser abordado faz tempo? Afinal é delicado, não?
MS: Sim, é delicado, é algo que pensei bastante e decidi colocar, pois algumas crianças, alguns leitores, colocavam “nossa a turma da Monica mora num universo, numa cidade, onde tudo é certinho, fora do normal, ninguém se divorcia, ninguém se separa” e me manquei que realmente faltava um pouco de realidade, então optei pelo Xaveco.

Mauricio com sua esposa Alice e os mascotes do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil

E a Denise também é um choque de realidade né? É uma garota moderna, bem diferente da turma…
MS: É, realmente é uma garota diferente, metida, que quer saber tudo, que quer aparecer, todo mundo conhece uma assim, todo mundo tem uma amiga assim. Além disso, nós estamos caprichando um pouco nas falas da Denise, ela fala diferente dos outros, tem um palavreado um pouco mais diferenciado. E isto pega o pessoal mais acomodado na fala, como a Mônica e a Magali, que estranham um pouco o jeito da Denise. Vamos dizer que alguns personagens conservadores estranham um pouco a descolagem da Denise.

As histórias também se tornaram mais politicamente corretas com os personagens colando cartazes no muro em vez de pichá-los e mesmo personagem com uma mensagem social como Dorinha e o Luca. Estas idéias nasceram como?
MS: Bem, no caso dos hábitos, de não grafitar e outros cuidados, são normais. São coisas que a gente está se habituando a realizar, adquirindo estes hábitos agora. Agora, quanto aos personagens de alcance social, é uma fase realmente da história. Já que eu tenho a Turma da Mônica, que é uma história com crianças que vivem num universo real, normal, que é o nosso universo aqui de fora, precisava ter algum tipo de criança com algum tipo de deficiência física. Como eu tive na minha infância, alguns amiguinhos com quem eu brincava que tinham deficiências físicas. E nós até brincávamos com isto, então isto é algo normal, toda criança tem um amigo assim. Estava faltando este toque de realidade nas nossas historinhas. Não é porque alguma ONG me obrigou ou porque a gente TEM que por. Realmente é porque é a realidade.

Mauricio de Sousa com Pelé na época da criação do Pelézinho

E recentemente teve um choque de realidade também com a morte do bichinho de estimação do Xaveco. Mas era um tabu a morte nas historinhas não é?
MS: Então, vivo com esta realidade também, não é? Morreu uma chinchila lá em casa e foi uma choradeira, morreu um cachorrinho também, foi uma choradeira… É um assunto pertinente, que acontece na vida. E não era tabu, é tabu ainda, mas eu quero enfrentar um pouquinho isto daí, e ainda vou fazer algumas coisas neste sentido. É que como nós temos vários roteiristas trabalhando, temos uma seqüência de histórias, e que são feitas com meses de antecedência. Um plano destes, um plano mórbido destes, tem que ser muito bem planejado, pro pessoal desligar a máquina de respiração ao mesmo tempo em todas as pranchetas, em todas as mesas. Dá um pouco de trabalho técnico aqui pro estúdio você mandar um personagem pra terra do Penadinho. E a chinchila do Xaveco morreu, porque as minhas morreram e foi muito triste lá em casa, até pra mim. Tão bonitinhas, delicadinhas, brincavam na sala, a gente soltava e ficavam pulando pra lá e pra cá.

A Turma da Tina ganhou destaque recentemente com revistas próprias e Almanaques. Ela foi uma das personagens que mais evoluíram, indo até parar na faculdade. E os fãs pedem no Orkut tramas mais adultas pra ela, existem planos uma revista com histórias falando de campanhas contra drogas, sexo seguro ou mesmo contra o preconceito homossexual com algum personagem gay amigo dela?
MS: Com a Tina nós vamos sofrer um “upgrade”, por causa da turma da Mônica Jovem. Ela vai ficar mais adulta realmente e tratar de assuntos mais adultos. Estamos estudando isto neste momento.

Então existe a possibilidade dos pedidos dos fãs por tramas mais adultas para ela e sua turma serem atendidos? Existe alguma data pra isto ocorrer?
MS: Olha não é só a pedido dos fãs, isto também, mas é a realidade, é a vida vivida, você tem que fazer alguma coisa com o que você está vivendo, senão você não está falando com a comunidade. Mas não temos data pra isto, veremos depois de terminarmos o projeto Mônica Jovem, já que estamos ainda acertando os ponteiros, principalmente na produção, pois é dureza fazer 120 páginas com aquele requinte todo, além de tudo que nós fazíamos, que já era uma calamidade. Então, estou contratando gente, aumentando nosso poderio de fogo aqui, contratando roteiristas. Acabando esta fase, que deve durar mais um mês e meio, nós vamos pensar em cima do novo projeto Tina.