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Mais uma excelente notícia para os noveleiros de plantão! A Globo vai lançar em DVD as novelas “Dancin’ Days” e “Que Rei Sou Eu?” nas prateleiras das lojas muito em breve. O lançamento destas produções vem tentar combater a pirataria que rola solta na Internet nos últimos anos – já existem vários sites onde é possível baixar as mais famosas novelas antigas do canal, gravadas por fãs em VHS na época em que foram ao ar.

“Dancin’ Days”, de 1976, foi um marco na TV brasileira. Escrita por Gilberto Braga e com Sonia Braga como estrela, foi a principal responsável por fazer a disco-music virar uma enorme febre no Brasil – uma vez que o personagem de Sonia, uma ex-presidiária, arrasava nas discotecas para se esquecer dos problemas. Já “Que Rei Sou Eu?” foi uma divertida comédia de 1989 que beirava o absurdo, contando a história de um país imaginário que vivia em 1786, três anos antes da Revolução Francesa. “Dancin’ Days” entra em pré-venda já no próximo mês.


Se você assistia televisão nos anos 80, com certeza deve ter assistido a pelo menos um episódio da genial série “The Cosby Show”, que passou no Brasil durante vários anos. A série mostrava o dia a dia de Bill Cosby com sua família, incluindo aí seus mais que atrapalhados filhos. Pois Bill Cosby é o aniversariante do dia, e está completando 72 anos… parabéns, Bill!!

O The Cosby Show foi uma das séries de maior sucesso daquela década, se extendendo desde 1984 até 1992, num total de 201 episódios espalhados em oito temporadas. A série trazia a atriz Lisa Bonnet como a filha mais velha de Cosby, e que causou muito em 1987 fazendo um papel extremamente sexy no filme “Coração Satânico”, ao lado de Kurt Russell. A série também contava sempre com convidados especiais, como o músico Stevie Wonder a até mesmo a atriz brasileira Sonia Braga. Bill Cosby é considerado até um dos maiores comediantes de todos os tempos.

Sonia Braga foi, além de uma das maiores atrizes do cinema nacional, também uma das atrizes brasileiras de maior sucesso no cinema e na TV norte-americanos em todos os tempos. Sonia completa hoje 60 anos! Parabéns pra ela!!!

Nos anos 80, a eterna “Gabriela, Cravo e Canela” fez bonito no cinema e, além deste, atuou em grandes películas nacionais como “O Beijo da Mulher Aranha”. Nos EUA, ela atuou em “Luar sobre Parador”, “Rebelião em Milagro”, “Rookie, um Profissional do Perigo”, além de ter feito uma participação especial em dois episódios da cultuada série de TV “The Cosby Show”, do comediante Bill Cosby.

Vale lembrar também que ela foi a estrela principal da novela “Dancin’ Days” (1978) da Rede Globo, onde era a Rainha das Discotecas e fez com que a disco-music virasse uma febre no Brasil.

Em 1985, uma co-produção Brasil/EUA tomou de assalto os cinemas nacionais. Estrelado pela atriz Sonia Braga, “O Beijo da Mulher Aranha” é um dos maiores clássicos do cinema nacional. O filme foi dirigido por Hector Babenco e tinha no elenco outras grandes estrelas como William Hurt, Raul Julia, José Lewgoy e Milton Gonçalves.

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“O Beijo da Mulher Aranha” conta a história da dupla Valentín Arregui e Lus Molina, o primeiro um prisioneiro político de esquerda e o segundo um estuprador homossexual, que dividem juntos uma cela de prisão e se envolvem num romance cheio de obstáculos por todas as partes.

O filme fez bonito no Oscar, fazendo com que William Hurt se tornasse o primeiro a ganhar o prêmio de Melhor Ator ao interpretar um personagem abertamente gay. “O Beijo da Mulher Aranha” foi também o primeiro filme independente a ser indicado na categoria de Melhor Filme.

Com o fim dos anos 70 e a ditadura militar pegando pesado, o começo dos anos 1980 marcou o começo da decadência da pornochachada nos cinemas brasileiros. Quem saiu lucrando com isso foi a criançada da época, que ganhou grandes produções no período com Xuxa, Os Trapalhões e A Turma da Mônica.

Para comemorar a data de hoje, nossa equipe de comunicação listou alguns dos filmes mais importantes dos anos 80. Confira!

Super Xuxa contra o Baixo Astral

Os Sete Gatinhos – Neville d’Almeida (1980)
A frase “Me chama de contínuo” ficou imortalizada neste filme, inspirado na obra de Nelson Rodrigues, que tinha no elenco nomes de peso como Lima Duarte, Antônio Fagundes, Telma Reston e Regina Casé.

Pixote, a Lei do Mais Fraco – Hector Babenco (1981)
A grande obra prima de Babenco (“Carandiru”) já é importante por mostrar a realidade nas ruas de São Paulo, com um mundo de crimes, prostituição e violência. Para completar, o menino Fernando Ramos da Silva, protagonista do longa, foi assassinado por policiais em 1987. A grande estrela da produção era Marília Pêra.

Os Saltimbancos Trapalhões – J. B. Tanko (1981)
A peça teatral de Sergio Bardotti, Luis Enríquez Bacalov e Chico Buarque, tornou-se um clássico dos cinemas nas mãos dos inesquecíveis Trapalhões. O quarteto interpretava os artistas do circo Bartolo e levaram alegria para as telonas. A música “História de uma Gata” ficou eternizada na voz de Lucinha Lins.

As Aventuras da Turma da Mônica – Maurício de Sousa (1982)
Primeiro longa-metragem da turminha do bairro do limoeiro. O projeto era audacioso e arriscado, fazer uma animação no Brasil. E deu certo. Contando com quatro historinhas, a produção foi até parar na televisão, em 1984, na “Sessão da Tarde” (Globo).

"As Aventuras da Turma da Mônica"

Aluga-se Moças – Deni Cavalcanti (1982)
Este longa é importante porque reunia Gretchen com algumas chacretes da época, como Rita Cadillac, Índia Amazonense, Lia Holywood, dentre outras. Foi uma das mais famosas pornochanchadas da década, ficando mais de um ano em cartaz.

Amor Estranho Amor – Walter Hugo Khouri (1982)
O “filme proibido” da carreira de Xuxa, que atualmente só pode ser encontrado no país em cópias piratas de camelôs. Proibido de ser vendido no Brasil, em 1993, pelos advogados da apresentadora; o longa foi lançado oficialmente em DVD nos Estados Unidos em 2005. No elenco constam estrelas como Vera Fischer e Tarcísio Meira.

Os Trapalhões na Serra Pelada – J. B. Tanko (1982)
Grande sucesso da carreira dos Trapalhões, o longa teve uma bilheteria de cinco milhões de espectadores na época de seu lançamento, sendo até hoje uma das maiores da história do cinema brasileiro. Também foi vendido para outros países como Moçambique e Angola.

A Princesa e o Robô – Maurício de Sousa (1983)
Considerado o melhor longa-metragem da Turma da Mônica, conta com uma trama bem elaborada de 90 minutos e bateu recordes de bilheteria para uma animação nacional. Recentemente ganhou uma adaptação, em formato mangá, nas revistas “Turma da Mônica Jovem”, números 6 a 8.

"Os Saltimbancos Trapalhões"

Atrapalhando a Suate – Victor Lustosa e Dedé Santana (1983)
Depois de brigarem com Didi, os demais Trapalhões resolveram lançar este filme sozinhos, enquanto o colega estrelou “O Trapalhão na Arca de Noé”. Como ambos os filmes não fizeram o sucesso desejado, a separação dos humoristas durou apenas seis meses e houve o retorno do quarteto no ano seguinte.

Gabriela, Cravo e Canela – Bruno Barreto (1983)
Junto com “Dona Flor e Seus dois Maridos” (1976) é considerado a obra máxima da carreira de Sônia Braga, que divide a cena com o astro Marcello Mastroianni. Inspirado no livro de Jorge Amado, também é considerado um dos melhores trabalhos de Barreto.

Os Trapalhões e o Mágico de Oróz – Victor Lustosa e Dedé Santana (1984)
Junto com “Os Trabalhões no Auto da Compadecida” (1987) é avaliado por muitos críticos como “o melhor filme dos Trapalhões”. Possui cenas fantásticas com Dedé na pele do Leão, Mussum como o Homem-de-Lata e Zacarias vivendo o Espantalho.

Bete Balanço – Lael Rodrigues (1984)
A trilha sonora composta por Cazuza – e gravada pelo grupo Barão Vermelho – virou um hino para toda uma geração. Para completar, Débora Bloch brilhou na pele da protagonista, Beth, e ganhou o Prêmio Air France de Cinema.

"As Sete Vampiras"

As Aventuras de Sérgio Mallandro – Erasmo Filho (1985)
Se Xuxa, Os Trapalhões e até o Fofão tiveram filmes nos anos 80, por que Sérgio Mallandro ficaria de fora? Bem antes de estrelar “Lua de cristal” (Tizuka Yamasaki, 1990), o apresentador viveu um super-herói que tinha como vilão o ‘feio’ Dom Pedro, interpretado por Pedro de Lara.

A Hora da Estrela – Suzana Amaral (1985)
A obra máxima de Clarice Linspector ganhou vida nas telas pelas mãos de uma das mais talentosas diretoras brasileiras. Ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Berlim para sua protagonista, a atriz Marcélia Cartaxo.

Eu Sei que Vou Te Amar – Arnaldo Jabor (1986)
Fernanda Torres e Thales Pan Chacon estrelam este longa que contou com a direção de fotografia de Lauro Escorel Filho, os figurinos de Glória Kalil e como cenário, uma casa projetada por Oscar Niemeyer.

As Sete Vampiras – Ivan Cardoso (1986)
Aqui nós precisamos contar a história do filme. Depois de ver seu marido ser devorado por uma planta carnívora, a professora de dança Silvia (Nicole Puzzi) se isola de todos em sua casa de campo. Só que a dama é convencia por um velho amigo para trabalhar numa boate, montando um balé intitulado “As Sete Vampiras”. Mas, o sucesso do espetáculo é interrompido por estranhos assassinatos. Clássico total do nosso cinema, que conta com Nuno Leal Maia e Andréa Beltrão no elenco. Filmaço capaz de deixar “Matadores de Vampiras Lésbicas” no chinelo.

"Pixote, a Lei do Mais Fraco"

Leila Diniz – Luiz Carlos Lacerda (1987)
O filme retrata a vida da atriz brasileira Leila Diniz, vivida aqui por Louise Cardoso, morta num acidente de avião. Só por este motivo já merece figurar nesta lista. Leila foi um marco pro cinema brasileiro e merece todo tipo de lembrança e homenagem.

Ele, o Boto – Walter Lima Jr. (1987)
O talentoso Walter Lima Jr. (de “Os Desafinados”), aproveita uma história de Lima Barreto e Vanja Orico para contar a lenda amazônica do boto, que supostamente seduz e engravida mulheres. No elenco Carlos Alberto Riccelli, Cássia Kiss, Ney Latorraca e – a então novata – Dira Paes.

Eternamente Pagu – Norma Benguell (1988)
A escritora e jornalista modernista Patrícia Galvão (Pagu) é outra mulher brasileira que merece todo tipo de homenagens. Para completar ela foi vivida pela belíssima Carla Camurati e o longa foi dirigido pela respeitada atriz de teatro Norma Benguell, a Dona Deise de “Toma Lá, Dá Cá”.

Super Xuxa contra Baixo Astral – Anna Penido e David Sonneschein (1988)
Xuxa pode ser lembrada pelos filmes que fez com os Trapalhões, mas seu grande clássico sempre será esta produção, em que ela luta contra a energia negativa do Baixo Astral, vivido por Guilherme Karan. A trilha sonora também ajudou a fazer a fama do longa, emplacando ‘hits’ como “Arco-Íris” no imaginário popular.

Festa – Ugo Giorgetti (1989)
Impossível deixar um filme de Ugo Giorgetti (“Boleiros” e “Sábado”) de fora desta lista. O cineasta que sempre destaca seu amor por São Paulo nos seus filmes, fechou a década com “chave de ouro”, premiando os cinéfilos com um longa todo rodado em um único cenário e que recebeu o prêmio de Melhor Filme no Festival de Gramado.

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