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Biff Tannen no filme dos anos 90

Quem viveu nos anos 1980 deve ter pego alguma “birra” do valentão Biff Tanner, personagem da trilogia “De Volta Para o Futuro”. Mas o ator Tom Wilson, que interpretava o rapaz, simplesmente sumiu das telonas. O astro não fez nenhum outro filme de peso desde então.

Mas tudo tem seu motivo. Tom se dedicou a sua carreira de dublador, participando da dublagem original de diversos desenhos como “Bob Esponja” e “Buzz Lightyear – Do comando estelar”. Mas seu maior destaque foram nas animações do herói Batman.

Na série clássica do Homem-Morcego dos anos 90, o ator deu voz para o bandido Anthony ‘Tony’ Zucco e, atualmente, dubla o Cat-Man (versão masculina da Mulher-Gato) na animação “Batman: Os Bravos e Destemidos”.

Além disto, o ex-valentão fez participações especiais em diversas séries como “House” e “Boston Legal”, mas fica mais fácil reconhecê-lo no papel de Tim Flaherty de “Ghost Whisperer”.

Pois agora Tom Wilson está de volta aos cinemas. Ele atua ao lado de Matt Damon no filme “O Desinformante”, de Steven Soderbergh, atualmente em cartaz no Brasil. No longa-metragem ele interpreta o personagem Mark Cheviron.

O ano era 1989 e surgia um programa que marcaria toda uma geração. Estamos falando do infantil “Rá-Tim-Bum”, produzido pela TV Cultura.

Um dos quadros de maior destaque do programa era protagonizado pelos extraterrestres Zero e Zero-Zero. Mas por onde anda o ator Luiz Henrique, que vivia o sério e mal-humorado Zero?

Não foi tão complicado descobrir. Atualmente Luís, 60 anos, dá vida a divertida imigrante italiana Mamma Brusquetta, a fofoqueira do programa “Mulheres” (TV Gazeta) e integrante fixa do “Jogo dos Pontinhos” do “Programa Silvio Santos” (SBT). Antes também viveu a Condessa Giovanna, jurada do “Show de Calouros” e apresentadora do “TV Mix” (TV Gazeta).

Mamma Bruschetta

Luís Henrique tem atualmente um atitude similar á do comediante Sacha Baron Cohen, que só responde aos jornalistas na pele de seus personagens (Borat, Bruno ou Ally G). Ou seja, ele só tira fotos vestido como Mamma Brusquetta, assim como só dá entrevista na pela da “nona italiana”.

Luís Henrique agora só é creditado com o nome da Mamma Brusquetta nas peças de teatro nas quais atua. Em “Aconteceu com Shirley Taylor”, dirigida por Fafy Siqueira no Teatro Gazeta. Mamma era a mãe da protagonista, interpretada por Lívia Andrada. No elenco também estavam Leão Lobo e Carlos Cappeleti.

Mas em homenagem aos bons tempos do “Ra-Tim-Bum”, vale a pena vermos novamente todo o talento e versatilidade de Luís Henrique no papel do extraterrestre Zero…

Zodja (como Emília) e o elenco do "Sítio" reunido na Band

Quem não ficou alguma vez na vida encantado com uma das história de Monteiro Lobato? O mestre da literatura brasileira criou o “Sítio do Picapau Amarelo”, que ganhou fama graças à televisão, onde teve quatro atrizes vivendo a boneca de pano Emília durante sua “temporada clássica” entre 1952 e 1982.

Foram elas Lúcia Lambertini (TV Tupi e TV Cultura), Zodja Pereira (Bandeirantes), Dirce Migliaccio (Globo) e Reny de Oliveira (Globo). Destas quatro grandes atrizes Lúcia e Dirce já faleceram e Reny mora nos Estados Unidos e não dá entrevistas sobre a sua participação no “Sítio”. Desta forma, por onde anda Zodja?

A atriz continua na ativa e trabalhando em São Paulo. Depois de abandonar o “Sítio”, Zodja fez diversas novelas como “Heidi” (Bandeirantes), “Ídolo de Pano” (Tupi), “Um Dia, o Amor” (Tupi), “Vidas Marcadas” (Record) e “Uma esperança no ar” (SBT). Até deixar a televisão para se dedicar a dublagem, onde fez a voz de personagens marcantes como Benikiba (“Jiraiya”), Sazorian (“Goggle Five”) e Lady M. (“Machineman”).

Zodja Pereira se encontra com a autora Tatiana Belinky 40 anos depois do "Sítio"

Atualmente Zodja Pereira continua dublando (fez recentemente o filme “30 Dias de Noite” e “Farenheit 9/11”) e é diretora artística do estúdio DuBrasil (de “Os Cavaleiros do Zodíaco: Saga Inferno”), onde também é professora de dublagem.

Agora Zodja também mostra seu talento como escritora no livro “Antologia de Poesias e Poemas“, lançamento da Madio Editorial. A coletanea trás trabalhos da atriz e de mais 17 autores. O lançamento oficial ocorre neste sábado, dia 24 de outubro, das 17h às 20h na Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1731 – Jardins / SP) uma excelente oportunidade de rever esta grande artista brasileira.

Zodja com seus alunos da escola de dublagem DuBrasil em São Paulo

Confira abaixo uma entrevista com nossa eterna boneca de pano.

Você foi uma das “Emilias” do “Sitio do Pica Pau Amarelo”. Como foi esta fase de sua carreira lidando com um público infanto-juvenil?
Fazer a Emilia foi uma experiência muito rica tanto como atriz quanto como pessoa. Trabalhar sob a direção de Julio Gouvea, com textos de Tatiana Belinky é, além de uma honra, uma grande escola. Fica muito fácil lidar com o publico infanto-juvenil quando o trabalho que se faz o respeita. Essa era a grande marca do “Sitio do Picapau Amarelo”, produzido por Julio Gouvea, em São Paulo.

Sua carreira na TV continuou com novelas como “Uma Esperança no Ar”. Porque deixou a televisão?
É verdade. Atuei como atriz nas TVs Record, Bandeirantes, Excesior, Tupi, Cultura e SBT, em São Paulo. Em determinado momento as produções se transferiram para o Rio de Janeiro e como não quis mudar de cidade, busquei outras alternativas profissionais.

Como era fazer TV nesta época? E paralelamente como funcionava a dublagem?
Nessa época fazer TV exigia de toda a equipe criatividade, flexibilidade, agilidade e muito talento, pois enfrentávamos desafios de vários níveis e, de modo geral, conseguíamos excelentes resultados. A dublagem, por outro lado, vivia seu momento áureo. Não se concebia ver um filme ou série na TV sem dublagem. E, como tinha um grande volume de trabalho, os profissionais foram se especializando cada vez mais. É interessante perceber que, os que, hoje, se colocam contra a dublagem, tiveram sua infância enriquecida, fascinada pela dublagem brasileira.

Como começou sua carreira de dubladora?
Comecei a dublar em torno de 1978, quando começava a declinar a teledramaturgia em SP.

Você fez papeis marcantes como a Caroline (de “Grace”) e atrizes conhecidas como Marie Cheatham. Quais dublagens mais te marcaram?
É mais fácil lembrar quando fazemos uma série, mas, eu, na maioria das vezes, dublei longa-metragens e aí, sinceramente, não saberia destacar esse ou aquele trabalho.

Porque a senhora deu uma pausa na carreira para morar no nordeste? Como foi esta fase?
Minha ida para Natal foi algo muito especial… De repente tive filhos crescidos, resolvi morar com minha mãe e graças a Deus fui, pois 9 meses depois ela faleceu, me deixando a alegria de ter aproveitado um pouco mais da sua sabedoria e carinho. Enquanto lá estava, desenvolvi uma série de cursos de Programação Neurolinguistica, como Trainer, divulgando o Instituto PAHC, onde me formei, criando a PAHC-Nordeste.

O que fez a senhora voltar para São Paulo e para a dublagem?
A saudade e a vontade de desenvolver o Projeto DuBrasil junto com o (ator) Hermes (Baroli – filho da atriz). A DuBrasil é um estudio-escola. Estamos juntos nesse projeto, Hermes Baroli, meu filho, Sergio Moreno, meu amigo e eu. Nosso objetivo é resgatar a qualidade da dublagem brasileira. Com o novo ritmo de produção que foi imposto ao mercado ficou desafiante não apenas a renovação de elenco, mas também a reciclagem dos profissionais, tão necessária em qualquer profissão, principalmente num trabalho artístico.

Lucero nasceu na Cidade do México em 29 de agosto de 1969. A cantora e atriz mexicana ganhou fama mundial na pele da doce Isabel, na telenovela “Chispita”. Graças ao sucesso da produção no SBT, Lucero visitou nosso país diversas vezes, chegando até mesmo cantar para o Papa João Paulo II, no Maracanã, em 1997.

Depois do sucesso de “Chispita” a atriz fez importantes papéis na televisão como as trigêmeas da novela “Laços de Amor”, que lhe rendeu cinco prêmios. Em 2005 foi elevada ao posto de principal estrela mexicana com “Alvorada”, que conquistou o primeiro lugar na audiência durante toda sua exibição.

Durante sua trajetória como cantora gravou mais de 20 CDs e fez sucesso com músicas como Valeta, Sobrevivire, Ya No, Electricidad e Cuentame.

Atualmente Lucero voltou a pautar revistas de fofoca brasileiras por sua atuação como a protagonista de “Amanhã é para sempre”, novela de 2008 que está sendo transmitida de segunda a sexta, às 22 horas, pela rede CNT.

Joana Fomm - Divulgação / Rede Globo

A atriz Joana Fomm, 70 anos, ficou imortalizada na memória televisiva brasileira como Carmem Maura (a protagonista de “Vamp”) e Perpétua (a vilã de “Tieta”). Mas por onde anda nossa grande artista?

A estrela está lutando bravamente contra um câncer de mama. Em entrevista para a revista Quem, Joana Fomm comentou que retirou os seios, submeteu-se a cinco cirurgias e, em vez de quimioterapia, está usando medicamento que tiram o vigor e a deixa sem ar. “Na hora que tiram o seio, a sensação é a de perder uma perna. Estavam tirando um pedaço de mim”, disse Joana.

Mas mesmo com tanta dor, a nossa estrela deu a volta por cima, não se entregou e nem desistiu da vida. Ela já está reservada para a próxima novela das oito de Gilberto Braga (que deve estrear no final de 2010 ou começo de 2011) na Rede Globo. Força Joana!