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Ela meio que dispensa apresentações né? Desde os tempos em que era a mais amalucada vocalista do grupo Blitz até hoje em dia em carreira solo, Fernanda Abreu é um dos nomes mais queridos da música pop nacional. Nascida em 08 de setembro de 1961, Fernanda completa hoje seus 48 anos. E nem parece né?

fernanda

Fernanda começou sua carreira no Blitz em 1982 e fez parte de toda a história da banda – incluindo a lendária apresentação no primeiro Rock In Rio em 1985. Partiu em carreira solo em 1990, fazendo um som mais voltado às pistas e ao funk/soul carioca. Seu maior sucesso desta fase é a música “Rio 40 Graus“. Parabéns, Fernanda!

A banda Sempre Livre está de volta. Não lembra delas? Pois com certeza dessa música você se lembra:

O Sempre Livre foi um dos nomes mais legais da new wave brasileira dos anos 80, e, assim como o Afrodite se Quiser (também da mesma safra) era uma banda formada apenas por garotas. Criada no Rio de Janeiro, lançou seu primeiro álbum em 1984 que trazia o sucesso “Eu Sou Free”. A banda se dissolveu em 1986 mas retornou por um breve período em 1991 para gravar mais um disco. A vocalista principal era a carioca Dulce Quental, um dos ícones do estilo 80′s nacional e que também fez um grande sucesso em carreira solo, sendo inclusive uma compositora respeitadíssima pela crítica especializada.

sempre livre

A banda anunciou essa semana seu retorno aos palcos com nova formação: desta vez, Flávia Cavaca (baixo e vocais) e Lúcia Lopes (bateria) – as únicas integrantes originais do grupo – se juntam à Denise Mastrangelo (teclados), Ana Cris (guitarra e vocais) e Andréa Montezuma, a vocalista principal. O novo Sempre Livre deve se dedicar primeiramente aos shows ao vivo, recheados dos seus principais hits como “Seu Jeito Sexy de Ser” e “Fui Eu” além de versões de músicas de outros artistas como Rita Lee, Cazuza, Metrô e Ultraje á Rigor. Fique de olho nas agendas culturais por aí!

O Afrodite Se Quiser era um grupo de garotas formado por Karla Sabah, Emilinha e Patricia Maranhão que lançou apenas dois discos no final dos anos 80. Apesar da carreira curta, o trio emplacou um hit com a música “O Que Que Ela Tem Que Eu Não Tenho?” que se transformaria num dos ícones da música pop made in Brazil daquela época – e é até hoje sucesso na pista da Trash.

afrodite se quiser

De refrão totalmente grudento e um clima new wave pra lá de divertido, “O Que Que Ela Tem Que Eu Não Tenho?” é pura delícia pop.

não adianta… por mais que eu tente, não da pra entender.
Como é que você pode me trocar por essa… essa loira horrorosa?
E eu que dei tudo de mim, dei o melhor de mim pra você
Mas tudo bem… um dia você vai ver o que perdeu…
Mas aí vai ser tarde demais, por eu é que não vou mais querer nada com você
Você é que vai ficar na pior… babaca!”
Você sempre me disse que eu era demais
Que te fazia bem e que te dava muita paz
Dizia que eu era muito especial
Que tinha um beijo quente e uma boca sensual
Mas um belo dia tudo mudou
Você arranjou outra e me deixou
E agora eu não consigo me conformar
Eu passo o tempo todo a perguntar….
O que que ela tem que eu não tenho?
O que que ela tem que eu não tenho?
Preciso saber você vai ter que dizer…
O que que ela tem que eu não tenho?
O que que ela tem que eu não tenho?
Preciso saber você vai ter que dizer o que…
Você me trocou por uma loira
E agora você quer mais é que eu morra
Não fala mais comigo e nem quer mais me ver
Como é que você pode me esquecer?
Olha só como é que eu fiquei
Até hoje não me recuperei
Será que algum dia eu vou me conformar
Eu passo o tempo todo a perguntar…
O que que ela tem que eu não tenho?
O que que ela tem que eu não tenho?
Preciso saber você vai ter que dizer…
O que que ela tem que eu não tenho?
O que que ela tem que eu não tenho?
Preciso saber você vai ter que dizer o que…
O que que ela tem que eu não tenho?
O que que ela tem que eu não tenho?
Preciso saber você vai ter que dizer…
O que que ela tem que eu não tenho?
O que que ela tem que eu não tenho?
Preciso saber você vai ter que dizer o que…

Como já é de praxe, a Trash 80′s reserva o mês de setembro para celebrar o pop nacional com uma programação pra lá de brasileiríssima. Uma ótima dica pra quem sempre quis entender melhor o que aconteceu no rock nacional na década de 80 é o livro “Quem Tem um Sonho não Dança”, escrito por Guilherme Bryan.

Guilherme faz de seu livro uma excelente fonte de pesquisa, apresentando entrevistas com nomes importantes da época, textos e fotos que registram um dos momentos mais criativos da músíca brasileira. Afinal, foi nessa época que grupos como Legião Urbana, Blitz, Gang 90, RPM, Titãs e tantos outros surgiram juntamente com um processo de liberdade política que também começa a nascer.

livro

“Quem Tem um Sonho não Dança” foi publicado em 2004 após sete anos de pesquisa, mas ainda é possível encontrá-lo sob encomenda em grandes livrarias e em sites da Internet. Vale muito a pena dar uma conferida!