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Revista da Tina - Indicada para Jovens Adultos

Desde que foi lançada em maio deste ano (clique aqui), a revista da Tina não chamou tanta atenção quanto agora. Depois de ganhar três minisséries e um especial em formato americano, Tina ganhou uma revista mensal, também no mesmo formato, trazendo HQs inéditas. Até então, a personagem só tinha sido publicada em formatinho. A primeira edição da nova revista estampou a seguinte frase na capa, logo abaixo do logotipo da publicação: “A revista com a sua cara!”.

No mês passado, a edição 6 da Revista da Tina criou polêmica sobre a sexualidade de um personagem, na ocasião Mauricio de Sousa, através de sua assessoria de imprensa, emitiu uma nota referente ao assunto que dizia “A revista Tina é uma publicação da Editora Panini produzida para um público adulto jovem. Ou seja, não tem nada a ver com a Turma da Mônica ou o público infantil ou infanto-juvenil (Turma da Mônica Jovem). A publicação é destinada a uma outra faixa de leitores e suas histórias refletem isso – tanto que Tina, atualmente, é estudante de jornalismo e maior de idade”.

A nova edição da revista (07), acaba de chegar nas bancas com uma mudança na caba. Abaixo do logotipo está a frase: “Uma revista para jovens adultos!”. A nova publicação também não trás nada sobre o personagem que gerou a polêmica ou se ele aparecerá em futuras edições.

Tina foi criada em 1964 por Mauricio de Sousa e já foi hippie, patricinha e atualmente é jornalista. A personagem também é uma das maiores “pegadoras” dos quadrinhos. Nas sete primeiras edições da sua atual revista já ficou com mais de dez meninos diferentes.

Tina

A personagem Tina foi criada em 1960 e tinha estilo hippie. Hoje, a moça cursa jornalismo e mudou bastante seu visual.

O que chamou a atenção do público na sexta edição da revista “Tina”, da editora Panini, foi o melhor amigo da personagem. Caio, que diz ser “comprometido” em determinado momento da história, é o primeiro personagem gay de Maurício. O discurso de Tina contra o preconceito indica que esse é mesmo o assunto que o autor quer trabalhar com o público da revista, adolescentes em sua maioria.

A assessoria declara que tais questões que envolvem esse público serão abordadas “de forma tranquila e sem levantar bandeiras” e ainda afirma que a história não pretendeu ser categórica no lançamento de um personagem gay, levantando até a possibilidade de que ele seja bissexual. O assessor de Maurício também assegura que a história e o personagem terão continuidade.

(fonte: Folha de São Paulo)