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Os estúdios Disney tiveram seu auge nos anos 1940 (“Fantasia”, “Pinóquio”, “Bambi”, “Dumbo”) e 1990 (“Aladdin”, “A Bela e a Fera”, “O Rei Leão”, “Mulan”). Mas entre este período o estúdio viveu altos e baixos e um dos seus piores momentos foram os anos 1980.

As produções do estúdio ficaram em baixa na década de 80, o que permitiu o avanço da animação japonesa (“Akira” e as obras primas de Hayao Miyazaki), francesa (“Asterix”) e até brasileira (“A Turma da Mônica”).

Mas nesta matéria não queremos falar só do lado ruim, vamos ver o que tivemos de bom da animação Disney na década de 80.

O Cão e a Raposa

1981 – O Cão e a Raposa
“The Fox and the Hound” foi o 24º longa-metragem de animação da Disney, lançado em 10 de julho de 1981 nos EUA. O filme é baseado no romance homônimo de Daniel Pratt Mannix IV e conta a história de uma raposa e de um cão de caça que são amigos quando jovens. O problema é que quando eles crescem tornam-se verdadeiros inimigos porque os cães devem caçar as raposas. A produção é importante, pois foi o último filme com a participação de importantes nomes do estúdio como Nine Old Men Frank Thomas, Ollie Johnston e Woolie Reitherman. No lançamento foi o filme animado mais caro lançado até então, custando US $ 12 milhões. Sua continuação, “The Fox and the Hound 2”, estreou somente em 12 de dezembro de 2006.

Tron

1982 – Tron – Uma Odisséia Eletrônica
Um dos grandes fracassos da Disney, “Tron” mistura animação por computador com atores reais. A ficção científica foi escrita e dirigida por Steven Lisberger e estrelada por Jeff Bridges. Seu excelente visual ganhou destaque pelo pioneirismo das técnicas utilizadas, mas não conquistou o público. Na trama, o programador de computadores Kevin Flynn (Jeff Bridges) acessa o computador de seu ex-chefe, para tentar provar que fora trapaceado e é levado para dentro do mundo virtual. Transformado no programa Clu, se junta aos gladiadores computadorizados e tem que enfrentar o programa especializado em segurança chamado Tron (Bruce Boxleitner). Uma sequência (“Tron Legacy”) está em fase de produção e deve ter as gravações iniciadas ainda em 2009.

O Caldeirão Mágico

1985 – O Caldeirão Mágico
“The Black Cauldron” foi o 25º longa-metragem de animação da Disney. Lançado em 24 de julho de 1985, o filme é baseado na série “As Crônicas de Prydain”, de Lloyd Alexander. Até hoje é classificado por muitos críticos como um dos piores filmes do estúdio, pois aterrorizava as crianças. A história se passa na mítica terra de Prydain, onde um garoto (Taran) assume a missão de com uma espada mágica impedir que o malvado Horned King libere os poderes sobrenaturais de um caldeirão mágico. De importante fica o registro que este foi o primeiro desenho animado da Disney feito em co-produção com a Silver Screen Partners II, e que também foi o primeiro filme animado produzido pela Disney em que os personagens não cantam.

O Ratinho Detetive

1986 – As Peripécias do Ratinho Detetive
“The Great Mouse Detective” é considerado um clássico, mesmo não trazendo o retorno esperado pelo estúdio. O filme conta a história do ratinho detetive Basil, e suas investigações do sequestro de Flaversham, um fabricante de brinquedos capturado por Ratagão. Durante suas investigações, Basil conta com a ajuda de Dr. Dawson, e eles acabam se tornando grandes amigos. De curiosidade, a elaboração da trama levou apenas um ano para ser concluída graças ao pioneiro uso de computadores. A trilha sonora é outro destaque a parte, pois foi composta por Henry Mancini, que fazia também a composição de alguns desenhos da “Pantera Cor-de-Rosa”. A cantora Melissa Manchester, intérprete da música “Let Me Be Good For You”, também inspirou as feições e os movimentos da sua personagem.

Oliver

1988 – Oliver e sua Turma
“Oliver & Company” foi o 27º longa-animado do estúdio e estreou nos EUA em 18 de novembro de 1988. Baseado (bem) livremente no livro “Oliver Twist” de Charles Dickens, trás uma versão toda protagonizada por animais (cães e gatos) e é todo situado em Nova York. Internacionalmente o filme se destaca por suas participações especiais. Aparecem como figurantes no filme Joca, o vizinho de Lady de “A Dama e o Vagabundo”; e Pongo, o dálmata de “Os 101 Dálmatas”. O filme foi lançado no mesmo dia de “Em Busca do Vale Encantado”, outro clássico das animações. No Brasil ganhou fama pela sua rica trilha sonora com as músicas “Nova York é uma cidade grande e tentadora” (cantada por Paulo Ricardo) e “Perfeição Existe” (interpretada por Adriana Calcanhoto). Rosana, Simony e Léo Jaime completam a trilha nacional.

A Pequena Sereia

1989 – A Pequena Sereia
“The Little Mermaid” foi o filme que marcou uma reviravolta nos estúdios Disney, depois dele começou uma onda de sucessos do estúdio, que se estenderam por todos os anos 1990. Adaptação do conto homônimo do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, faturou em 1989 cerca de 84 milhões de dólares nos Estados Unidos e 99 milhões de dólares no resto do mundo. Em 1997 o filme foi relançado, arrecadando mais 27 milhões de dólares nos EUA. Em termos tecnológicos, a cena final do filme foi a primeira de um longa-metragem da Disney a usar sistema de colorização por computador. A produção também acumulou muitos prêmios. No Oscar de 1990 venceu nas categorias de melhor trilha sonora e melhor canção original (Under the Sea), no Globo de Ouro 1990, também venceu nas categorias melhor trilha sonora e melhor canção original (Under the Sea). E por fim, no Grammy Awards de 1991 venceu na categoria de melhor canção composta para um filme (novamente com Under the Sea). Na dublagem brasileira destacou-se a atriz Zezé Motta (a Xica da Silva dos cinemas) dublando a vilã Úrsula.