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O eterno Trapalhão Mussum está recebendo uma bela homenagem agora em que se completa vinte anos desde sua morte. Mussum é o tema de uma nova biografia chamada “Mussum Forévis: Samba, Mé e Trapalhões”, escrita por Juliano Barreto, e quetem lançamento previsto para o dia 7 de julho.

A biografia conta com uma série de entrevistas exclusivas com vários artistas que trabalharam com ele e promete vários detalhes até então desconhecidos do grande público. Mussum começou sua carreira como cantor de samba e lançou diversos discos antes de chamar a atenção de um grande produtor que o levou para a TV.


1) O Largo do Anil em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, teve o seu nome mudado pelo prefeito Eduardo Paes para “Largo do Mussum”.

2) Uma rua de São Paulo, localizada no bairro Campo Limpo, ganhou o nome “Comediante Mussum” em sua homenagem.

3) A banda de rock nacional Raimundos deu o nome ao seu primeiro disco em homenagem ao Mussum, com o título “Só no Forevis”.

4) Mussum sempre dava apelidos diferentes aos outros membros do grupo: Didi Mocó era chamado de “cardeal” ou “jabá” ou Zacarias era chamado de “mineirinho de Sete Lagoas”.

5) O nome “Mussum” lhe foi dado pelo ator e comediante Grande Otelo, pois esse é o nome de um peixe escorregadio e liso (fazendo referência ao fato do ator conseguir facilmente sair de situações estranhas).

6) Mesmo já longe dos Originais do Samba e fazendo parte dos Trapalhões, Mussum gravou vários disco solo de samba.

7) Ele serviu a Força Aérea Brasileira durante oito anos.

8.) Um de seus filhos, o Mussunzinho, é ator e já participou de novelas da Globo.

9) Ele era diretor de harmonia da Ala das Baianas da Escola de samba Estação Primeira de Mangueira.

10) O filme “Os Trapalhões na Serra Pelada”, de 1982, é até hoje a 10ª maior bilheteria de filmes nacionais de todos os tempos.

Já imaginou ter que trabalhar em um escritório onde seu chefe é o Mussum??? Pois isso aconteceu durante um hilário episódio d’Os Trapalhões nos anos 80, e que, como já era de se esperar, virou um dos momentos mais clássicos do personagem. E não é que Mussum ficou bem de terno? Cacildis!

Nos anos 1970 e 1980, Mussum era um dos poucos artistas negros com destaque na TV brasileira. E mesmo assim, ele ficou famoso por expressões onde satirizava sua identidade, tais como “negão é o teu passádis” e “quero morrer prêtis se eu estiver mentindo”. Tudo era levado na brincadeira, obviamente.

Todo mundo assimila a imagem do Mussum àquela do brasileiro que adora tomar um bom mé num boteco. Mas uma nova biografia pretende mostrar um lado desconhecido do humorista, como por exemplo o fato de que, no sossego de sua casa, ele não tinha hábitos de “povão” e curtia ouvir um bom jazz acompanhado de um bom uísque.

Escrita pelo jornalista Juliano Barreto, a biografia vai ser lançada em 2014 pela Editora Leva. Várias surpresas deverão ser reveladas no livro, como a origem dos bordões “Cacildis” e “Forevis” – que, segundo o autor, foram ideias sugeridas pelo comediante Chico Anysio. Mais de cem entrevistas foram coletadas, e o material deve render muito papo em mesas de boteco daqui um tempo!

Já que o clima de boteco vai estar com tudo na Trash 80s deste sábado, que tal lembrarmos alguns dos drinks mais famosos surgidos naquela época? Quem passou por um barzinho naquela época, com certeza deve ter tomado um Rabo de Galo, uma Maria-Mole ou mesmo uma Meia-de-Seda. E que tal um Fada Verde, hein?

Rabo de Galo levava esse nome por causa da palavra inglesa “Cocktail” (cock = galo, tail = rabo), e era uma mistura de cachaça e vermute, mas em alguns bares podia ter gim também. Já a Maria-Mole era uma mistura de conhaque e vermute. O Meia-de-Seda era branquinho pois misturava Leite Moça, conhaque e licor de cacau, e o Fada Verde era bem tropicaliente, com suco de abacaxi e laranja misturados a vodka (podia ter uma dose de curaçao blue também).