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Tá, essa é mais uma daquelas coisas que a gente gostaria de esquecer pra sempre mas não consegue. Todo homem que queria arrasar com as garotas nos anos 80 precisava ter um “mullet”. Era algo que surgiu com os astros do cinema, partiu para as séries de TV e depois invadiu as ruas.

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O mullet surgiu nos Estados Unidos nos anos 70 e teve seu auge de breguice nos 80 (é claro), sumiu nos anos 90 mas até hoje se você procurar bem consegue encontrar alguns orgulhosos proprietários deste corte de cabelo tão polêmico. E quer apostar como a maioria dos candidatos a Garoto Verão da Trash 80′s vão abusar nos mullets de mentirinha??

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Por Roberta Ribeiro para Trash 80′s e para Marisa, cabeleireira e amiga de todas as semanas!

Em 3 de novembro comemora-se o Dia do Cabeleireiro. Para quem pensa que cuidar das madeixas é besteira, coisa de gente fútil, fica a dica: se for menino, experimente ficar sem cortar o cabelo durante três meses. Caso seja mulher, pior ainda. Afinal, cheio de pontas e sem tratamento, não há príncipe encantado (ou princesa, vai saber!) que agüente. Por isso, esses profissionais merecem ter, sim, seu dia especial. Afinal, lidar com a moldura do rosto e com a auto-estima alheia não é para qualquer um.

Na década de 80, os cabelos iam de channel ao repicado mais amalucado. Alguns cortes, porém, fizeram história.

O próprio termo “channel” virou moda. Curto, com a nuca à mostra ou quase, reto, ficava muito bem em quem tinha cabelo bem liso. Nos cabelos mais crespos ou ondulados, o volume podia causar o efeito Bozo: armar demais dos lados e virar uma tragédia.

O repicado comportado também fazia muito sucesso. O corte deixava o cabelo em várias camadas sobrepostas e podia ser usado para dar ou tirar volume, dependendo de como era feito. Quem tinha cabelo cacheado fazia para deixar o cabelo ainda mais enrolado. Mas também ficava bom de escova, com as pontas viradas para cima.

E os mullets? Deixava-se o cabelo bem curto na frente e um “rabinho” atrás. Era usado por meninos e meninas e há um tempo até tentou voltar à moda (mas não pegou, por sorte!).

Mais engraçado que isso, só o corte a la Chitãozinho e Xororó. Repicava-se a franja, deixando um arrepiado no topo do cocuruto e um mullet que, quanto mais comprido, melhor era. Xororó só foi desistir desse tipo de madeixa nos anos 90. Espera-se que nunca mais volte com ele.

Esses são apenas alguns exemplos de cortes possíveis. O importante é perceber que cada tipo de cabelo, cada estilo tem seu jeito. Cabelo também vem da personalidade. Por isso, da próxima vez que for ao salão, cumprimente aquele que te deixa mais bonito (a) e feliz!