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A Trash 80′s é nacionalmente conhecida por ser uma festa que resgata a infância e na Semana das Crianças reforça o lema de diversão garantida. Com quatro festas no final de semana prolongado, abre até espaço numa tarde para que a meninada descubra porque seus pais gostam tanto da década de 1980.

O fim de semana começa com aniversário coletivo entre frequentadores e staff. Na quinta, 11/10, os librianos ganham uma noite para celebrar mais um ano de bons fluidos para o signo, que tem como características a elegância, o bom gosto e o pacifismo. Esse clima zen – somado às músicas mais divertidas do planeta – faz da Noite dos Librianos um ótimo presságio para o começo do fim de semana prolongado. Os trashers e aniversariantes Sheila Fávero e Luy Ferreira são DJs convidados.

Sexta, 12/10, será noite de reviver a infância. Relembrando o programa da década de 1980 que foi feito em homenagem aos 100 anos de Monteiro Lobato, Pirlimpimpim, a Trash comemora o Dia das Crianças envolta nos personagens do Sitio do Picapau Amarelo. Cuca, Narizinho, Dona Benta, Visconde de Sabugosa – entre outros – serão representados por frequentadores apaixonados pelo enredo desta saga. Performances especiais fazem da noite uma ótima opção para voltar à infância. Quem vier no tema, com camiseta ou fantasiado, entra de graça até meia-noite. Após esse horário, ganha desconto pagando apenas R$ 20 de entrada ou R$ 50 de consumação.

Na noite de sábado, 13/10, a Trash 80′s promove o relançamento de um clássico. O chocolate macio e delicioso, ícone da década de 1980, está de volta e ganha festa especial. A Nestlé coloca no mercado, por tempo limitado, o famoso Lollo, aquele chocolate da “vaquinha”, adorado por várias gerações. No lounge da Trash haverá farta distribuição para que todo mundo mate a saudade desse verdadeiro símbolo da infância.

Tem também festa vespertina pra unir adultos e crianças. Para comemorar o Dia das Crianças, sexta, 12/10, a Trash 80’s se uniu ao Frey Café num evento em que os pais que frequentam a festa possam mostrar aos filhos porque são trashers de carteirinha. Com entrada gratuita, decoração especial, mesas de doces e muito som da década de 1980, a criançada vai descobrir como seus pais se divertem na festa mais gostosa de São Paulo, numa versão liberada para menores.

Trash 80′s
no Clube Caravaggio

11/10 – Quinta – Festa do Librianos
Aniversário coletivo com decoração especial
DJs convidados: Sheila Fávero e Luy Ferreira
Sorteio de tatuagem Jack Tattoo
Com nome na lista, 20 de entrada ou R$ 50 de consumo até 1h

12/10 – Sexta – Pirlimpimpim
Performances inspiradas na Turma do Sítio do Picapau Amarelo
Com camiseta ou fantasia da Turma do Sítio, vip até meia-noite. Após, R$ 20 de entrada ou R$50 de consumação

13/10 – Sábado – Planeta Doce – A Festa do Lollo
Ação promocional do Chocolate Lollo (Nestlé)
Distribuição do chocolate “fofinho” durante a noite

Festa Especial

12/10 – Sexta – Trash Kids no Frey Café
Traga seu filho para comemorar o Dia das Crianças
Festa vespertina, das 14h às 19h
DJs, decoração especial, muitos doces
Entrada gratuita

Trash 80′s Centro
Quando:
Quinta a sabado a partir das 23h
Onde: Clube Caravaggio – Rua Álvaro de Carvalho, 40, Centro – São Paulo
Quanto: R$ 30. Com reserva ou flyer impresso do site, R$ 25 até às 3h
Com Cartão de Fidelidade Clube Caravaggio/Trash 80′s, R$ 20
Reservas: Reservas pelo site www.trash80s.com.br até às 16h do dia da festa (ou da véspera, no caso das festas que acontecem aos sábados e nos feriados oficiais). Reservas sujeitas a disponibilidade.
DJs: Eneas Neto, Catatau, Nico e Tonyy
Hosts: Paula Funny e Cristiano Pereira
Informações: (11) 3262-4881 / (11) 99162-8588 ou clique aqui.
Classificação etária: 18 anos
Ar-condicionado / Acesso para portadores de necessidades especiais / Proibido fumar
Não possui estacionamento próprio
Aceita dinheiro e cartões Visa e Master (débito e crédito)

Trash Kids no Frey Café
Quando:
Sexta, 12/10, a partir das 14h
Onde: Frey Café – Rua Frei Caneca, 703, Consolação – São Paulo
Quanto: Entrada gratuita. Paga-se apenas o consumo.
Informações: (11) 3262-4881 / (11) 99162-8588 ou clique aqui.
Classificação etária: Livre
Ar-condicionado / Acesso para portadores de necessidades especiais / Proibido fumar
Não possui estacionamento próprio
Aceita dinheiro e cartões Visa e Master (débito e crédito)

Zodja (como Emília) e o elenco do "Sítio" reunido na Band

Quem não ficou alguma vez na vida encantado com uma das história de Monteiro Lobato? O mestre da literatura brasileira criou o “Sítio do Picapau Amarelo”, que ganhou fama graças à televisão, onde teve quatro atrizes vivendo a boneca de pano Emília durante sua “temporada clássica” entre 1952 e 1982.

Foram elas Lúcia Lambertini (TV Tupi e TV Cultura), Zodja Pereira (Bandeirantes), Dirce Migliaccio (Globo) e Reny de Oliveira (Globo). Destas quatro grandes atrizes Lúcia e Dirce já faleceram e Reny mora nos Estados Unidos e não dá entrevistas sobre a sua participação no “Sítio”. Desta forma, por onde anda Zodja?

A atriz continua na ativa e trabalhando em São Paulo. Depois de abandonar o “Sítio”, Zodja fez diversas novelas como “Heidi” (Bandeirantes), “Ídolo de Pano” (Tupi), “Um Dia, o Amor” (Tupi), “Vidas Marcadas” (Record) e “Uma esperança no ar” (SBT). Até deixar a televisão para se dedicar a dublagem, onde fez a voz de personagens marcantes como Benikiba (“Jiraiya”), Sazorian (“Goggle Five”) e Lady M. (“Machineman”).

Zodja Pereira se encontra com a autora Tatiana Belinky 40 anos depois do "Sítio"

Atualmente Zodja Pereira continua dublando (fez recentemente o filme “30 Dias de Noite” e “Farenheit 9/11”) e é diretora artística do estúdio DuBrasil (de “Os Cavaleiros do Zodíaco: Saga Inferno”), onde também é professora de dublagem.

Agora Zodja também mostra seu talento como escritora no livro “Antologia de Poesias e Poemas“, lançamento da Madio Editorial. A coletanea trás trabalhos da atriz e de mais 17 autores. O lançamento oficial ocorre neste sábado, dia 24 de outubro, das 17h às 20h na Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1731 – Jardins / SP) uma excelente oportunidade de rever esta grande artista brasileira.

Zodja com seus alunos da escola de dublagem DuBrasil em São Paulo

Confira abaixo uma entrevista com nossa eterna boneca de pano.

Você foi uma das “Emilias” do “Sitio do Pica Pau Amarelo”. Como foi esta fase de sua carreira lidando com um público infanto-juvenil?
Fazer a Emilia foi uma experiência muito rica tanto como atriz quanto como pessoa. Trabalhar sob a direção de Julio Gouvea, com textos de Tatiana Belinky é, além de uma honra, uma grande escola. Fica muito fácil lidar com o publico infanto-juvenil quando o trabalho que se faz o respeita. Essa era a grande marca do “Sitio do Picapau Amarelo”, produzido por Julio Gouvea, em São Paulo.

Sua carreira na TV continuou com novelas como “Uma Esperança no Ar”. Porque deixou a televisão?
É verdade. Atuei como atriz nas TVs Record, Bandeirantes, Excesior, Tupi, Cultura e SBT, em São Paulo. Em determinado momento as produções se transferiram para o Rio de Janeiro e como não quis mudar de cidade, busquei outras alternativas profissionais.

Como era fazer TV nesta época? E paralelamente como funcionava a dublagem?
Nessa época fazer TV exigia de toda a equipe criatividade, flexibilidade, agilidade e muito talento, pois enfrentávamos desafios de vários níveis e, de modo geral, conseguíamos excelentes resultados. A dublagem, por outro lado, vivia seu momento áureo. Não se concebia ver um filme ou série na TV sem dublagem. E, como tinha um grande volume de trabalho, os profissionais foram se especializando cada vez mais. É interessante perceber que, os que, hoje, se colocam contra a dublagem, tiveram sua infância enriquecida, fascinada pela dublagem brasileira.

Como começou sua carreira de dubladora?
Comecei a dublar em torno de 1978, quando começava a declinar a teledramaturgia em SP.

Você fez papeis marcantes como a Caroline (de “Grace”) e atrizes conhecidas como Marie Cheatham. Quais dublagens mais te marcaram?
É mais fácil lembrar quando fazemos uma série, mas, eu, na maioria das vezes, dublei longa-metragens e aí, sinceramente, não saberia destacar esse ou aquele trabalho.

Porque a senhora deu uma pausa na carreira para morar no nordeste? Como foi esta fase?
Minha ida para Natal foi algo muito especial… De repente tive filhos crescidos, resolvi morar com minha mãe e graças a Deus fui, pois 9 meses depois ela faleceu, me deixando a alegria de ter aproveitado um pouco mais da sua sabedoria e carinho. Enquanto lá estava, desenvolvi uma série de cursos de Programação Neurolinguistica, como Trainer, divulgando o Instituto PAHC, onde me formei, criando a PAHC-Nordeste.

O que fez a senhora voltar para São Paulo e para a dublagem?
A saudade e a vontade de desenvolver o Projeto DuBrasil junto com o (ator) Hermes (Baroli – filho da atriz). A DuBrasil é um estudio-escola. Estamos juntos nesse projeto, Hermes Baroli, meu filho, Sergio Moreno, meu amigo e eu. Nosso objetivo é resgatar a qualidade da dublagem brasileira. Com o novo ritmo de produção que foi imposto ao mercado ficou desafiante não apenas a renovação de elenco, mas também a reciclagem dos profissionais, tão necessária em qualquer profissão, principalmente num trabalho artístico.