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Em 1985, a Melissa fez uma parceria com a grife italiana Fiorucci e lançou no mercado a Melissinha Fiorucci Cristal que, é claro, fez um sucesso enorme entre as meninas. O comercial do produto também fez sucesso nas TVs – principalmente entre os homens – graças à bela modelo em um maiô amarelo “super anos 80″ que o estrelava. Outro grande hit do comercial eram os anjinhos “curiosos”, que formam o logotipo da marca italiana.

A Fiorucci foi criada em 1967, mas nos anos 80 dominou a moda no mundo todo. Naquela época, era usada até por gente como Madonna e Cyndi Lauper, e era uma das maiores grifes do mundo. Em 1989, a marca entrou em uma crise gravíssima devido a má administração, e o embrulho continua até hoje. Mesmo assim, os “anjinhos curiosos” e super estilosos ainda continuam como ícones daquela década.

Dá pra literalmente enlouquecer e ficar horas dentro do site da grife 80′s Tees, marca que vende camisetas com estampas de personagens dos anos 80 exclusivamente pela Internet. O site é uma perdição: dividido em categorias como “Cinema”, “Séries de TV”, “Video-games”, “Música” e “Desenhos Animados”, facilita bastante a busca por aquela estampa que você sempre quis ter – e o acervo deles é tão grande que é capaz de você conseguir finalmente achá-la!

O mais legal é que além de entregar no Brasil, os preços da loja são bem acessíveis: cada camiseta custa, em média, 20 dólares (cerca de 33 reais). E tem também uma parte especial de liquidação (“clearance”), onde dá pra achar camisas por até 5 dólares. E como as estampas são feitas por eles mesmo, dificilmente vai acontecer de você ir à uma festa e encontrar alguém com a mesma camiseta que você. O endereço do site é http://www.80stees.com/

Se tem uma coisa da qual os anos 80 podem se vangloriar, é o fato de ter sido a década onde os penteados dos roqueiros atingiram níveis incríveis de cafonice. Se bem que eles são considerados cafonas hoje em dia, pois na época, roqueiro que se prezava, tinha que ter uma bela juba.

A moda ia desde os roqueiros mais tradicionais até as bandas de metal glam (super produzidos e maquiados), passando é claro pelas bandas de metal farofa – essas sim, um verdadeiro show à parte. Confira agora nosso Top 10 dos Melhores Cabelos Metaleiros dos anos 80.

Cinderella

Britny Fox

Hanoi Rocks

Motley Crue

Nitro

Poison

Twisted Sister

WASP

Winger

X-Japan

Se hoje em dia quase todas as mulheres (especialmente as brasileiras) são obcecadas com cabelo liso, escova e chapinha, nos anos 80 um bom cabelo armado era que fazia sucesso. Quanto mais “juba de leão” o seu penteado fosse, melhor!

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Daí o sucesso dos “permanentes”, que garantiam todo aquele volume nas cabeças mais antenadas da época. Essa moda surgiu, é claro, nos cinemas e na TV, mas logo foi pra rua – e era difícil encontrar alguma garota que não usasse, ainda mais em ocasiões que pediam um look mais produzidos, como festas, formaturas, shows, e casamentos. Hoje em dia o permanente está em baixa, mas quem sabe um dia ele volta com tudo hein?

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Por Alessandro Fiocco para Trash 80′s

O batom da fulana, o corte de cabelo do cicrano, a blusa da mocinha. Itens e estilos elaborados para determinados personagens ou artistas caem no gosto do povo, que os assume como seu. Lembra de algum, assim de imediato? Reveja o que saiu das telas direto para as prateleiras.


O estilo ripongo de Malu Mader em “O Outro”
– Glorinha da Abolição, personagem da Malu, era adepta dos jeans estonados e da pochete de onça. Em poucos capítulos a moda pegou e as meninas copiavam tudo o que a rebelde Glorinha usava. Até mesmo as pochetes!


O estilo Madonna de ser
– Em 1984, Madonna absurdava com rendas, crucifixos e meias arrastão. Sim, tudo junto. Some a isso saias de tule e cabelos armados e cacheados na altura da orelha. A onda varreu o mundo todo e clones da musa eram vistas nas ruas a qualquer hora do dia ou da noite.


Os tons do Boka Loka
– Assim como os grandes costureiros, Victor Valentim, personagem de Luis Gustavo em “Ti-Ti-Ti”, além das roupas, pensava em outros produtos para o seu público. Assim surgiu o Boka Loka, que da ficção foi parar nas lojas de cosméticos, e em cores variadas. Era difícil não encontrar um na bolsa da mulherada.


Regina Duarte e suas outras “vidas”
– Tanto em “Roque Santeiro” como em “Rainha da Sucata”, Regina deu vida a personagens fortes que ditaram modismos. Sua Porcina fez com que donas de casa copiassem o estilo, carregado na estampa, com lenços na cabeça e mil acessórios, como pulseiras, argolas e muitas correntes. Já a sucateira Maria do Carmo abriu o baú em um visual carregado no veludo, laços em forma de presilhas juntos a coques e franjinhas. Ah, claro: os enormes brincos perolados e o batom vermelho fechavam o pacote.


A vez dos meninos
– “Bebê a bordo” era o sucesso das 19h, naquele 1988. Rei, personagem de Guilherme Fontes, tinha estilo próprio: moda bem street, que unia macacão sem camiseta e bandana. Aliás, o pedaço de pano virou charme na cabeça dos adolescentes descolados, principalmente nas grandes cidades. As gatinhas adoravam!

Até para quem não era baixinha – Xuxa, além de hipnotizar a gurizada, também cativava os adultos. Suas botas foram usadas por mulheres de todo o país. Primeiro as de cano baixo, folgadas e sem salto. Depois vieram aquelas até o joelho, brancas e de saltinho. As duas pegaram, porém o primeiro modelo dominou, sendo lançado para mulheres de todas as idades, em cores e materiais variados. Aliás, elas voltaram neste ano e estão em voga novamente.

Que Sílvia, que nada! – Tá certo que a Sílvia, vilã da recente “Duas Caras”, fez com que a mulherada invadisse os salões com o pedido na ponta da língua: “Eu quero a franja igual à da Sílvia”. Mas Lídia Brondi foi a precursora do estilo. Em “Vale Tudo, a charmosa jornalista Solange, sua personagem, abusava do corte. E ainda mais: prendia os cabelos com hashis ou variava usando tiaras forradas com tecido. A idéia pegou e foi parar nas páginas das editorias de moda das revistas do Brasil todo.