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Conheça melhor a dupla Massita & Uras, que se apresenta neste sábado na Trash 80’s Vila Olímpia!

Os paulistanos André Secaf Massita e Luis Fernando Uras, quem diria, são administradores de empresa: “estudamos na FGV, mas definitivamente não combinamos com terno e gravata” – diz Massita.

Aliás, a história da parceria entre os dois começou justamente na Faculdade Getúlio Vargas, em 2001, quando eram estudantes: “O Uras um dia apareceu no Diretório Acadêmico, que é o espaço de lazer dos alunos da facú, e começou a tocar no piano velho, fui lá cantar junto. A partir daí não nos separamos mais” – conta Massita.

Eles definem seu estilo como “TrashDance” ou “dance-pop-brega” – “afinal somos amantes do brega com uma forte veia no flash house dos anos 80” e têm ídolos que variam de Marcio Mendes dos Trio Los Angeles e Boys Bands à Deep Purple, Whitesnake, Marvin Gaye e Frank Sinatra. Desde aquele encontro inusitado no Diretório Acadêmico, de brincadeira, os dois começaram a tocar sem muito compromisso em barzinhos pelo Itaim, Vila Olímpia e em festas de amigos e a montar alguns medleys com Erasure, Scatman, Right Said Fred e outros: “o pessoal gostou e só queria que a gente tocasse dance e flashback”.

Ainda não estava em alta a retrospectiva dos anos oitenta e mesmo assim eles deixavam o público boquiaberto quando tocavam sucessos do Trem da Alegria, Balão Mágico, Cyndi Lauper e Pet Shop Boys: “sou um amante dos sintetizadores e das melodias exageradas dos anos 80, acho que havia muita criatividade e letras bem sacadas nesta época”, fala o tecladista Uras. Massita também nunca deixou de ouvir as bandas que fizeram sucesso nesta época: “meus amigos ficavam até bravos porque eu queria ficar ouvindo essas coisas, mas o que fazer se dá prazer ouvir brega, trash e ‘porcarias’ em geral?”.

Claro que a maneira “descompromissada” de tocar não durou. Em pouco tempo eles não conseguiam mais viver longe dos palcos e nem precisa que eles digam para que todos tenham certeza de que amam o que fazem: “A gente se diverte absurdamente nos ensaios e nos shows”.

Quem já viu um show desses dois sabe que o que eles curtem mesmo é interagir com o público. Segundo Massita existem ocasiões em que tocam onde ninguém os conhece e o público fica chocado: “chega a ser engraçado, o impacto do começo do show é sensacional! As pessoas ficam olhando, meio assustadas, sem entender o que está acontecendo. Devem ficar pensando: ‘Que porcaria é essa, meu Deus!’. Na maioria das vezes o pessoal entende a proposta e acaba curtindo”. Claro que nem sempre dá certo. A dupla também já se fez alguns shows desastrosos: “Uma vez fomos convidados pra tocar no Café Aurora (Bexiga/SP, um antro do rock), abrindo para a banda Velha Virgens. Só metaleiro de preto usando coturno, e nós mandando Pet Shop Boys, Yahoo, Milli Vanilli… Queriam matar a gente, e mesmo assim mandávamos beijos pra galera e dizíamos para tirassem a máscara do rock’n’roll e entrar no clima, coisas assim. Foi um show histórico” – conta Uras.

Na Trash 80’s Massita e Uras já são de casa e sucesso garantido. “Sem demagogia, a Trash 80′s é disparado o lugar mais legal de tocar. A primeira vez que tocamos aqui saímos em puro êxtase, felizes da vida! Era para tocarmos uma hora e acabamos tocando duas horas, com o povo cantando junto o tempo todo! E tem sido sempre assim” – diz Massita.

Se você quer sair do convencional, não pode perder as apresentações da dupla. A diversão, claro, é sempre garantida.