Quem aí se lembra da Pat Beijo?? Ela foi uma das sucessoras de Xuxa no mundo das apresentadoras infantis e, apesar de ter alcançado o mesmo sucesso de gente como Angélica e Mara Maravilha, com certeza ainda é lembrada com carinho por todos que assistiam ao seu programa. O nome “Pat Beijo” vem, é claro, de sua marca registrada, os beijinhos que ela sempre mandava para seus fãs!

Pat assumiu o comando do “Clube Da Criança” em 1994, substituindo a atriz Mylla Christie – sim, Mylla começou sua carreira como apresentadora infantil mas nunca obteve sucesso. Pat era modelo, foi Miss e agora é escritora, assinando como “Patricia Kiss”. Pra conferir o que ela anda aprontando ultimamente, é só acompanhar o seu site: www.patriciakiss.com.br.
Por Alessandro Fiocco
Por muitos anos o formato apresentador+platéia+ brincadeiras dominou as manhãs e as tardes de nosso eletrodoméstico preferido, a televisão. Hoje, a maioria dos programas infantis limita-se apenas aos canais a cabo e a fórmula do auditório se esvaiu com o tempo. Mas não tem nada não. O sucesso deles foi tanto que, além de permanecer na cabeça de quem os assistiu, merecem um capítulo à parte na história da TV brasileira. Mas por que fizeram tanto sucesso? Com ingredientes simples e deixando de lado o didatismo oferecido por produtos anteriores – mesmo que a canção “Abecedário da Xuxa” tenha sido o primeiro contato com o alfabeto para muitos – o lance era a algazarra e a diversão pura. Reveja os segredinhos dessa receita.
Chegada triunfal
Nada de aparecer sem grande estardalhaço. Nos infantis, as apresentadoras sempre começavam o programa em grande estilo, depois de criar muita expectativa e deixar todos ansiosos por suas aparições. Como? Veja passo a passo:
Take 1: crianças gritando.
Take 2: muita fumaça e música alta.
Take 3: um meio de locomoção aproxima-se. Xuxa vinha de nave, Angélica de dirigível – não, nada de táxi – e Mara, mais simplesinha, vinha de trem mesmo!
Café da Manhã da Xuxa
Após aterrissar sua nave e dar o seu estridente “Bom Diaaaaaaaaaaaa!”, Xuxa deliciava-se com um variado e invejado café-da-manhã. Os outros programas não imitaram a idéia, já que o quadro foi muito criticado, justamente por estarmos num país na época chamado de “país de terceiro mundo”, etc. e tal. Ainda hoje muitos se lembram do momento com nostalgia; já outra turma tem raiva mesmo por nunca ter saboreado uma bandeja tão farta.
Brincadeiras que davam para fazer em casa
Sem grandes segredos, algumas brincadeiras eram vistas na TV e feitas pelas crianças em casa. Em algumas era preciso ter algum objeto específico para que a farra começasse. O bacana era que as brincadeiras viravam febre e a molecada brincava o dia todo até enjoar e partir para outra. Relembre algumas das preferidas:
Disquinho – Em alguns programas eles usavam pratos de plástico, mas na falta deles no armário de casa o lance era improvisar com os vinis velhos, aqueles riscados ou que ninguém mais ouvia. Um jogador lançava para o outro a uma distância estabelecida. A dupla ganhadora era a que empilhava mais discos em tempo previamente determinado.
Dança da Laranja: Simples: uma laranja separando a sua testa e a de seu amigo. Lembrou? Para a brincadeira ficar mais emocionante, tinha que rolar músicas variadas, da lenta até o samba. O segredo era não deixar a laranja cair.
Sapato: Todas as crianças tiravam o calçado e colocavam em um saco. Distantes, observavam alguém chacoalhá-lo e esparramar os sapatos no chão. Para dificultar a brincadeira, era válido chutá-los para bem longe. Ganhava quem conseguisse pegar os pares do seu e calçá-los primeiro.
Silabas
Essa era bem difícil, por isso mesmo muito legal. Consistia em adivinhar que palavra os amigos diziam. Vamos usar como exemplo a palavra “boneca”. Como é uma palavra trissílaba, era preciso de três anunciadores. O primeiro dizia BO, o segundo NE e o terceiro CA, todos ao mesmo tempo. Era permitido repetir a palavra três vezes para o jogador adivinhar.
Corda: A famosa musiquinha “Um homem bateu em minha porta…” era brincadeira nos programas mais populares. No vídeo, é possível acompanhar a disputa.
Desenhos Inesquecíveis
Diga rapidamente cinco desenhos que marcaram a sua infância. Fácil, né? Até hoje eles são vistos e revistos e uma boa parte já virou DVD. Se o He-Man estreou no Balão, Xuxa apresentou a She-Ra. Já a Mara tinha e Jem e as Hologramas, Pole Position e Silver Hawks.
Artistas que as crianças adoravam
Todo dia os programas tinham uma atração musical. Além disso, aos sábados alguns viravam um especial só com cantores. Quem não se recorda do “Paradão dos Baxinhos”, do “Xou da Xuxa”? Já Angélica vinha com o seu “Milk Shake”. Mara, por ter programa a tarde, não tinha edição nos finais de semana, já que o SBT usava o horário para a sua linha de shows.
Hits que ouvimos até hoje
Agregado aos programas, muitos hits. Era música de chegada, música para terminar o bloco, música para as brincadeiras. Com isso, as canções logo viravam sucesso e grudavam como cola. Vai dizer que não sobrou nem um vinilzinho da Xuxa ou da Mara escondido naquele quartinho da bagunça?
A moda das apresentadoras
Se Xuxa lançou a moda das xuquinhas e botas, Sérgio Mallandro pregava o boné de lado, além da bermuda, suspensório e tênis, cada pé com uma cor diferente. Era comum ver na rua ou em alguma festinha, crianças vestidas como os ídolos da TV.
Beijinhos, muitos beijinhos
Beijo era o que não faltava. De marquinhas até o “beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra você”, o negócio era fazer média com todo mundo e, algumas crianças sem noção – sim, crianças – inventava de mandar beijo para todos da sala de aula, um a um. Haja paciência!
Tchauuuu!
Muitos choravam nessa hora. Outros nem ligavam, pois sabiam que no outro dia tinha mais. Após uma mensagem positiva, era o momento das apresentadoras pegarem a sua nave/balão/trem ou sei lá o quê e seguirem adiante. No outro dia, com um figurino novo, o meio de transporte as traria novamente para novas peraltices e brincadeiras.
Estava na senzala procurando e baixando “gracinhas” dos programas da Hebe, quando me deparo com dois momentos:
Hebe no especial do “Dia das Crianças” na década de 80, recebendo Mara e Angélica:
No seu programa especial em outubro do ano passado, o cantor Latino relembra sucessos infantis da década de 80:

A incorporação foi desativada, mas o link está funcionando.
E neste sábado a Amanda da Trupe Trash se transforma na apresentadora e recebe convidados no Hebe 80! Nany People já é presença confirmada no sofá da loira!
Anote na agenda: Sábado, 7/3 – HEBE 80
Trash 80´s Centro no Clube Caravaggio
DJs: Eneas Neto e Nico
Hosts: Alisson Gothz
Door: Paula Funny & Anderson Legal
Onde: Clube Caravaggio – Rua Álvaro de Carvalho, 40, Centro – São Paulo
Quanto: R$ 25. Com reserva ou flyer impresso do site, R$ 20. Com reserva ou flyer impresso do site, R$ 20
Não tem jeito. Quando eu penso em Cultura Trash, eu penso em anos 80.
E quando eu penso em anos 80, o que eu mais lembro, além dos penteados bizarros, das roupas de lycra em cores berrantes e do gel New Wave com glitter, são as apresentadoras de programas infantis.
Na verdade, elas condensam tudo o que eu lembro dos anos 80 – afinal de contas, elas usavam os tais penteados bizarros, as roupas de lycra em cores berrantes, e sim, o maldito gel New Wave que minha mãe nunca quis me dar sabe-se lá qual o motivo.
O fato é que, tendo nascido em 1978, passei a minha infância na década que mais produziu apresentadores para este fim. É só parar pra pensar e lembrar destas celebridades:
Xuxa
Era (e ainda é) a rainha suprema e magnânima dos “baixinhos”. Gilda está para as divas cinematográficas assim como a Xuxa está para os programas infantis. Começou na TV Manchete com o Clube da Criança, mas foi com o Xou da Xuxa na Globo, que ficou realmente popular, fazendo com que surgissem uma tropa de meninas usando as “xuxinhas” no cabelo. A Xuxa era uma Barbie, a boneca preferida das meninas, vestida de uma maneira um pouco menos estrupiada que a Madonna da época (outro ícone dos 80’ s). Hoje em dia, anda meio decadente. Mas, nos áureos tempos, qual menina não queria ser a Xuxa e usar aquelas botas brancas que chegavam até na coxa? Ou queria que a mãe fizesse sua inscrição para o concurso de Paquita? Se você disser que “não” está mentindo.
Mara
Tamanho foi o sucesso da Xuxa, que o SBT tratou de arranjar uma apresentadora rapidinho. Resolveu esquecer o padrão americano para apresentadora infantil, e apostou num produto genuinamente nacional – uma morena, baiana, que gostava de chamar a criançada de “curumim”. Ela mesma cantava que era uma “índia, filha da lua e filha do sol”. A Mara Maravilha tinha o seu lado rock star. Namorava meninos das Boy Bands nacionais mais populares da época. Lembra do Marcelo do Dominó? E ela gostava de dar assunto pras revistas de fofoca. Ela posou nua para a revista Playboy e divulgou a revista no programa infantil, tapando as partes mais… errr… privadas com as pontas dos dedos.
No geral, a Mara alcançou popularidade. Mas ela sempre foi a segunda. Ela usava roupas parecidas, mas não era a Xuxa. O cenário do programa era parecido, mas não era o da loira. Acho que na verdade, passou a vida inteira tentando superar essa sina de ser “quase” a Xuxa.
Angélica
A TV Manchete sacou com muito mais rapidez que o negócio era investir em apresentadoras loiras. Por isso ela chamou a Angélica pra capitanear o Clube da Criança no lugar da Xuxa. Sendo quase uma criança na época, o programa deixou de lado o jeito “irmã mais velha” de apresentar e passou a ter um caráter mais de “turminha”. A Angélica era loira, mas não virou rainha, apesar de ter até apresentado um programa na Globo. Atua até hoje, agora em programações voltadas para adolescentes. E o que todo mundo lembra da dita? A manchinha na perna. Só não me perguntem se é na esquerda ou na direita.
Mariane
Ela era loira pra todos os efeitos. Foi estepe da Symoni no programa “Do-Ré-Mi-Fá-Sol-Lá Symoni”, Que virou “Do-Ré-Mi com Mariane”. O que aconteceu com ela? Sumiu.
Lucinha Lins
Sim, a atriz dos Saltimbancos também foi apresentadora de programa infantil – e ainda arrisco dizer que foi o programa com o melhor nome da história dos programas infantis – era o “Lupu Limpim Clapá Topo”. Com uma veia muito mais teatral que os anteriores, ela comandava o programa ao lado de Cláudio Tovar, seu marido na época. Quase ninguém lembra, mas acho que toda criança que venceu o desafio de falar o nome do programa não esquece da Lucinha.
Seja lá o fim que levaram, as apresentadoras de programas infantis marcaram história. E não, não se fazem mais apresentadoras de programas infantis como nos anos 80.




