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É claro que em tempos de Copa do Mundo não poderíamos deixar de relembrar o bom e velho Kichute, o sapato que todo moleque tinha nos anos 80. Mistura de tênis com chuteira, o Kichute era uma verdadeira febre entre a molecada pois servia tanto pra ir pra escola quanto pra brincar. No seu auge, em 1985, o sapato chegou a vender nove milhões de pares todo ano.

O Kichute tinha um cadarço super longo, e muitos usavam-no dando uma volta no tornozelo. Com o sucesso do calçado, obviamente vários outros produtos vieram na cola, como bolas de futebol de salão e de campo. E ele existe até hoje!!! Tá lembrado do comercial?


Por Roberta Ribeiro para Trash 80’s

Uma roupa pode ser linda, chique, mas se o sapato não combinar ou resolver pegar o pé, nada vai dar certo. Aliás, a proteção para os pés foi uma das primeiras peças manufaturadas inventadas pelo homem. Afinal, descalço, pisando em pedras e espinhos, a espécie não teria ido muito longe. Literalmente.

A década de 80 foi pródiga para o mercado de calçados. Dos mais confortáveis aos mais apertados, com todas as cores, foram dez anos muito criativos.

Um dos hits masculinos daqueles anos foram os sapatos Samelo. Mocassim com apelo marítimo, era comum ver homens e crianças com um par nos pés. Suas características principais eram a franjinha no peito do pé e um pingente que balançava para lá e para cá. As cores iam do mais sóbrio preto à cor preferida da hostess Alisson Gothz, o caramelo (que era chamado de whisky na caixa).

Sapatilhas, scarpins, bicos finos e redondos, os sapatos femininos eram, como sempre, os mais diversos possíveis. A gama de cores possíveis era o que os fazia mais diferentes. Do azul piscina gritante ao preto purpurinado, quase tudo era aceito nos pés femininos. Era comum, por exemplo, forrar os sapatos de festa com o mesmo tecido usado para fazer o vestido. Considerando o exagero das roupas, dá para imaginar como ficava o calçado.

Os tênis estavam engatinhando ainda. Não se falava em amortecimento ou especificações para uso. Rainha, Montreal, Daytona e outras marcas que hoje já não têm tanta participação de mercado eram os mais vendidos. Além deles, marcas como Conga e Kichute faziam sucesso nas escolas. Os primeiros, com as meninas. O segundo, com os meninos. Ambos não primavam muito pela beleza, mas custavam bem baratinho e eram puro conforto.

E as garotas ainda descobriram as Melissas, sobre as quais já se falou aqui no Cultura Trash.

Para quem gosta de moda, fica a dica: para se vestir bem e saber se alguém também se veste, comece sempre pelos pés. Eles entregam o bom e o mau gosto em uma olhadinha rápida.