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Neste sábado a Trash 80′s faz sua celebração anual do Dia Nacional da Consciência Negra com uma festa pra lá de especial, com direito a vários hits de artistas afro-descentes que marcaram os anos 80. É claro que, como já era de se esperar, o palquinho da Trash também vai ter uma performance incrível de atores e bailarinhos inspirada no tema.

E todo mundo aqui já sabe que a gente adora a Grace Jones, um dos maiores ícones da música e do cinema daquela década. Em 1981, Grace lançou um de seus maiores clássicos, a faixa “Pull Up To The Bumper”, que fez um sucesso enorme nas paradas – mesmo tendo uma letra bastante sexualmente “sugestiva”. A música foi regravada diversas vezes por vários artistas, e voltou às paradas em 1995 na voz da cantora também jamaica Patra.

Hoje é aniversário da diva Grace Jones, que completa seus 63 anos – apesar de aparentar bem menos, especialmente pra quem a vê em plena forma e cheia de glamour em seus shows mais recentes, deixando divas novinhas como Katy Perry e Lady Gaga no chinelo!

Grace teve o auge de sua carreira na década de 80, onde foi um dos principais ícones da moda e da música com seu visual andrógino, agressivo, altamente elaborado e refinado. É dessa época que vem grandes hits como “Slave To The Rhythm”, “My Jamaican Guy”, “Love Is The Drug” e vários outros – e não podemo sesquecer também uma muito bem sucedida carreira nos cinemas. O último álbum de Grace saiu em 2008, e foi aclamado pela crítica e público – seus shows hoje em dia são concorridíssimos e provam que Grace está bem longe de se afastar dos palcos!

O que dizer de um videoclipe que traz juntos três grandes ícones da cultura pop mundial? O video da música “I’m Not Perfect”, da diva Grace Jones, trouxe além dela a presença mais que ilustre de dois dos maiores nomes das artes visuais em todos os tempos – Andy Warhol (o pai da pop art) e Keith Haring, um de seus principais discípulos. E por incrível coincidência do destino, estamos também nestes dias lembrando a obra destes dois artistas – que morreram em datas bem próximas, porém em anos diferentes.

Keith Haring e Andy Warhol

Keith faleceu no dia 16 de fevereiro de 1990, e ganhou um post especial em sua homenagem aqui no blog. Andy, por sua vez, faleceu neste 22 de fevereiro, só que em 1987 – e merece todas as homenagens possíveis. Muito mais do que ter criado o lendário retrato de Marilyn Monroe (que todo mundo conhece), Andy nos anos 60 foi o principal artista que fez com que a arte pop se tornasse o que é hoje. Acredite: se Andy Warhol não tivesse existido, nem Madonna, nem Lady Gaga, nem mesmo a Trash 80′s teriam acontecido. Tanto Andy quanto Haring tinham Grace Jones como diva, e ela serviu de inspiração para vários trabalhos deles. Vale muito a pena conhecer mais a fundo o trabalho deste artistas tão fundamentais para a nossa cultura pop!

“My Jamaican Guy” foi o primeiro single saído do disco “Living My Life”, de 1982, da cantora Grace Jones. Foi também um dos lançamentos mais aclamados dos anos 80 e se transformou num verdadeiro cartão de visitas da diva, que também é jamaicana. Junto com os discos “Warm Leatherette” (1980) e “Nightclubbing” (1981), “Living My Life” faz parte da trilogia que representa o melhor período da carreira da cantora e são considerados lançamentos essenciais do pop oitentista.

A capa do single também se tornou uma das imagens mais marcantes da carreira de Grace, produzida pelo fotógrafo e artista multimedia francês Jean-Paul Goode, numa parceria que duraria por muitos e muitos anos, e ajudou a reforçar a imagem agressiva e até mesmo um pouco “assustadora” que Grace exibia naquela década, marcada pela androginia e muita montação.

A diva Grace Jones é a aniversariante mais que especial do dia de hoje. No alto dos seus 62 anos, Grace ainda está arrasando nos palcos e nos looks completamente absurdos – vale lembrar que ela já era uma diva fashionista famosa por suas produções super abusadas três décadas antes de Lady Gaga aparecer!

Grace surgiu na segunda metade dos anos 70 fazendo fama como modelo de alta costura em Paris, e logo chamou a atenção de diversos produtores que trataram de transformá-la numa das rainhas da disco music e da casa noturna mais famosa de todos os tempos, o Studio 54. Durante os anos 80, ela lançou diversos trabalhos que misturavam new wave e influências jamaicanas, fazendo grandes hits como “Slave To The Rhythm”. Seu último trabalho foi o elogiado “Hurricane”, de 2008, e desde então ela tem excursionado numa turnê que não deixa nada a dever à outras divas como Madonna em termos de produção. Parabéns, Grace!!!