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O final de semana já passou, mas aqui no escritório já entramos no ritmo da véspera de feriado celebrando o retorno da Pop Trash que acontece nessa quinta-feira.

Para aproveitar todo esse frenesi e clima de diversão no ar, o vídeo do dia fica por conta da atração do dia 30 de abril, Rodney Dy.

O cantor que foi sensação do programa Piores Clipes do Mundo, quando passa pela Trash faz a pista do Clube Caravaggio dançar sem parar.

Aproveite e já decore o refrão: Vai Pamonha! Vai Cural!


Por Roberta Ribeiro para Trash 80’s

Durante os áureos tempos dos “Piores Clipes do Mundo” na MTV, Rodney Dy foi considerado rei, ao lado do punk-mauricinho Supla. O “Funk da Pamonha” virou hit e fez muita gente cantar e rir. Nesta semana, a Trash 80’s Vila Olímpia ganha a chance de ver Rodney de perto!

Você realmente trabalhou com pamonhas ou só fez a música em homenagem a elas?
Eu tinha um estande de pamonhas no supermercado e, de vez em quando, saía com um dos dois Fusquinhas de propaganda por aí, para anunciar outros produtos que estavam em oferta. Aí, sempre vinha alguém que me conhecia e perguntava: “Vende pamonha aqui também?” e eu imitava aquele carro de pamonha que passava na rua. Aí acabei criando a música, depois.

Em seu site oficial você dá a receita de curau e para fazer um clipe de sucesso na MTV. Qual era sua intenção quando gravou e fez o clipe do “Funk da Pamonha”?
Na verdade, foi um processo lento. Demorou seis anos pra música fazer sucesso. Gravei a música e ela ficou muito famosa nas arenas de lambaeróbica da praia. Foi nessas arenas de verão que surgiu a coreografia. Aí a música ficou famosa de Bertioga a Ubatuba. Eu era instrutor de uma marca de refrigerantes nessas arenas e, com o sucesso, resolvi fazer o clipe. Aí, vi o “Piores Clipes”, quando já estava na metade da produção. Resolvi tentar e escrachei da metade pra frente, que é onde dá pra ver até espinha na bunda das bailarinas.

O fato de ser considerado um dos reis dos “Piores Clipes do Mundo” da MTV nunca o incomodou?
Não, eu pensei no clipe para derrubar o Supla no programa! A intenção era ser o rei mesmo. Assim como o Rafinha [VJ e DJ da Trash 80’s] , eu tinha uma câmera na mão e idéias de jerico na cabeça. Aí, fiz o clipe e consegui o que queria, ele foi pro “Piores…”.

Atualmente você tem algum projeto em execução? O que virá depois da pamonha?
Estou com projeto novo. Quero pegar músicas dos anos 80 e colocar em batidas modernas. Algo parecido com o que fizeram em “Cowboy Viado”, do União Total. Mas a música de trabalho agora, que já tem clipe também é “Espetinho da Guria”, que está tocando muito no sul. É um vaneirão moderno. [Vaneirão é um ritmo gaúcho]. Sou de Porto Alegre, né?

“Se eu te dou minha pamonha / Tu me dá o seu curau” é um dos versos mais famosos de sua música. Para quem você cantaria esses versos?
Ah, pode ser pra qualquer pessoa? Então pra Daniella Cicarelli. Ela é grandona, deve ter um curau grande (risos).

Como lida com os fãs?
Na verdade, existem dois tipos de pessoas que falam comigo: os que adoram a “Pamonha” e não acreditam quando dão de cara comigo; e aqueles que odeiam e querem me bater. Ainda bem que a maioria gosta, né? (risos) Falo sempre com os fãs pelo Orkut também. É uma ótima ferramenta.

O que você achou da Trash 80’s em sua apresentação no Centro? Qual sua expectativa para o show na Vila Olímpia?
Eu adorei a Trash 80’s Centro, principalmente as coreografias que o Catatau e os freqüentadores fazem. Eles fazem gestos nas músicas, e até eu, que não sou um bom dançarino, consigo aprender! E quero fazer um show muito bom na Vila Olímpia. Faz muito tempo que não toco lá, quero rever a galera. E vou tocar versões de “Meu Pipi no Seu Popô” e de “Bomba”, além do “Funk da Pamonha” e “Espetinho da Guria”. Ah, e também não vejo a hora de rever o Marquito! (risos)