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Pat Scalvi no estúdio - Foto: Reprodução Web

No último dia 11 de novembro foi o aniversário de Patrícia Scalvi, uma das mais queridas atrizes do cinema brasileiro dos anos 1980. Na década em o público da pornochanchada caia no Brasil, os fãs do gênero procuravam uma nova musa e elegeram a bela atriz paulistana.

No seu vasto currículo estão filmes dos anos 80 como “Instinto Devasso”, “Elite Devassa”, “A Mulher-Serpente e a Flor”, “Doce Delírio”, “Sexo Animal”, “Amor, Palavra Prostituta”, “Escrava do Desejo”, “A Reencarnação do Sexo”, “Ousadia”, “Profissão Mulher”, “Tessa, a Gata”, “Viúvas Eróticas”, “Como Faturar a Mulher do Próximo”, “Duas Estranhas Mulheres”, “Eros, O Deus do Amor”, “Pornô!”, “A Noite das Taras”, “Bacanal”, “Convite ao Prazer”, “Corpo Devasso”, “O Fotógrafo”, “Orgia das Taras” e “Os Indecentes”.

Em 1984, Patrícia estrelou a novela “Meus Filhos, Minha Vida” no SBT e depois sumiu das telinhas e das telonas. Mas afinal, por onde anda esta grande atriz brasileira?

Patrícia Scalvi atualmente é uma das mais conceituadas dubladoras e diretoras de dublagem do Brasil. Produções consideradas “complicadas” de serem trabalhadas, como a redublagem dos seriados “Chaves” e “Chapolin” para o mercado de DVD ficarão nas mãos da atriz, que acabou sendo elogiada até pelos fãs mais tradicionais das produções mexicanas.

Como dubladora ela também recebeu elogios de importantes diretores. Para a versão brasileira de “O Castelo Animado”, o próprio cineasta Hayao Miyazaki (vencedor do Oscar por “A Viagem de Chihiro”) escolheu a voz de Patrícia para a protagonista da animação. Ele exigiu que a mesma atriz dublasse a protagonista Shopie, desde a adolescência até a terceira idade.

Patrícia também é uma das dubladoras preferidas de Pedro Almodóvar que faz questão de conferir como ficará seus filmes na “versão brasileira”. Marcando presença na dublagem de longas como “A Má Educação” (freira), “Tudo Sobre Minha Mãe” (a protagonista), a atriz já recebeu elogios do cineasta vencedor do Oscar por “Fale com Ela”. No vídeo abaixo, em um clima bem “Almodoviano”, os dubladores Carlos Silveira e Patricia Scalvi contam em um banheira de hotel como foi seu trabalho de dublagem nos filmes do diretor espanhol. Confira esta bela homenagem!

Malicha e Chaves

Hoje (24) a Trash VO recebe como DJ convidada a dubladora Cecília Lemes, que faz até hoje a voz da personagem Chiquinha no seriado “Chaves”. Cecília começou dublar a filha do Seu Madruga no final dos anos 80, quando a atriz Sandra Mara (sua voz original) se mudou para a Itália. Antes disto ela era responsável pela dublagem da Paty, a namoradinha do Chaves.

Mas o que pouca gente sabe (ou se lembra) é que Cecília também dublou a personagem Malicha, chamada de Malu na versão nacional. A sobrinha do Seu Madruga surgiu na temporada de 1974, quando Maria Antonieta de Las Nieves (interprete da Chiquinha) abandonou a série por um ano. Interpretada por Maria Luisa Alcalá, a menina era extremamente sapeca e gravou diversas cenas no lugar da “prima” famosa.

Os episódios com Malicha só foram exibidos nos anos 80 e constam na lista dos “episódios perdidos” da Turma do Chaves. Junto com eles se encontram versões alternativas de capítulos clássicos e outros que contam com outros personagens diferentes, como o Seu Madroga, o primo do Seu Madruga.

Graças ao programa “Falando Francamente”, que era apresentado por Sonia Abrão no SBT, foi possível rever nos anos 2000 trechos do episódio “Caçando Lagartixas”, estrelado por Malicha e dublado por Cecília. Confira!

Serviço: Trash 80′s Vila Olímpia
Local: Spazio
Endereço: Rua Julio Diniz, 176, Vila Olímpia – São Paulo (SP)
Quanto: R$ 30. Com reserva, flyer ou carteirinha de desconto ISIC/STB, R$ 25 até a 1h. Com nome em lista de aniversário, R$ 20 até a 1h.
Dia: 24 de outubro de 2009
Horário: A partir das 23h.
Informações: (11) 3262-4881 ou contato@trash80s.com.br.
Lotação: 800 pessoas
Classificação etária: 18 anos
Ar condicionado / Acesso para portadores de necessidades especiais / Proibido fumar
Não possui estacionamento próprio
Aceita dinheiro e cartões Visa e Master (débito e crédito)

O doce Ryan de "HSM" - Será que ele é?

O personagem Ryan (Lucas Grabeel) é um dos mais queridos da trilogia de filmes “High School Musical”, mas também é um dos mais polêmicos devido às especulações em torno da sua sexualidade.

Enquanto nos Estados Unidos os fãs de “HSM” ainda especulam se o irmão de Sharpay (Ashley Tisdale) é “do babado”, aqui no Brasil nós podemos afirmar com toda certeza: Ryan é uma menina!

A voz brasileira de Lucas Grabeel é feita pela jovem e talentosa atriz Júlia Castro. A dubladora paulista também faz a versão em português do menino Walt em “Lost”. Além disto, Júlia é a voz atual do Pinóquio (de Walt Disney) e de Denis, o Pimentinha.

Serviço: Trash 80’s Centro – POP Trash na High School
Local: Clube Caravaggio
Endereço: Rua Álvaro de Carvalho, 40, Centro – São Paulo (próximo ao metrô Anhangabaú)
Quanto: R$ 30. Com reserva ou flyer impresso do site, R$ 25 até a 1h
Dia: 23 de outubro de 2009
Horário: A partir das 23h
Informações: (11) 3262-4881 ou contato@trash80s.com.br
Lotação: 600 pessoas
Classificação etária: 18 anos
Ar condicionado / Acesso para portadores de necessidades especiais / Proibido fumar
Não possui estacionamento próprio
Aceita dinheiro e cartões Visa e Master (débito e crédito)

Zodja (como Emília) e o elenco do "Sítio" reunido na Band

Quem não ficou alguma vez na vida encantado com uma das história de Monteiro Lobato? O mestre da literatura brasileira criou o “Sítio do Picapau Amarelo”, que ganhou fama graças à televisão, onde teve quatro atrizes vivendo a boneca de pano Emília durante sua “temporada clássica” entre 1952 e 1982.

Foram elas Lúcia Lambertini (TV Tupi e TV Cultura), Zodja Pereira (Bandeirantes), Dirce Migliaccio (Globo) e Reny de Oliveira (Globo). Destas quatro grandes atrizes Lúcia e Dirce já faleceram e Reny mora nos Estados Unidos e não dá entrevistas sobre a sua participação no “Sítio”. Desta forma, por onde anda Zodja?

A atriz continua na ativa e trabalhando em São Paulo. Depois de abandonar o “Sítio”, Zodja fez diversas novelas como “Heidi” (Bandeirantes), “Ídolo de Pano” (Tupi), “Um Dia, o Amor” (Tupi), “Vidas Marcadas” (Record) e “Uma esperança no ar” (SBT). Até deixar a televisão para se dedicar a dublagem, onde fez a voz de personagens marcantes como Benikiba (“Jiraiya”), Sazorian (“Goggle Five”) e Lady M. (“Machineman”).

Zodja Pereira se encontra com a autora Tatiana Belinky 40 anos depois do "Sítio"

Atualmente Zodja Pereira continua dublando (fez recentemente o filme “30 Dias de Noite” e “Farenheit 9/11”) e é diretora artística do estúdio DuBrasil (de “Os Cavaleiros do Zodíaco: Saga Inferno”), onde também é professora de dublagem.

Agora Zodja também mostra seu talento como escritora no livro “Antologia de Poesias e Poemas“, lançamento da Madio Editorial. A coletanea trás trabalhos da atriz e de mais 17 autores. O lançamento oficial ocorre neste sábado, dia 24 de outubro, das 17h às 20h na Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1731 – Jardins / SP) uma excelente oportunidade de rever esta grande artista brasileira.

Zodja com seus alunos da escola de dublagem DuBrasil em São Paulo

Confira abaixo uma entrevista com nossa eterna boneca de pano.

Você foi uma das “Emilias” do “Sitio do Pica Pau Amarelo”. Como foi esta fase de sua carreira lidando com um público infanto-juvenil?
Fazer a Emilia foi uma experiência muito rica tanto como atriz quanto como pessoa. Trabalhar sob a direção de Julio Gouvea, com textos de Tatiana Belinky é, além de uma honra, uma grande escola. Fica muito fácil lidar com o publico infanto-juvenil quando o trabalho que se faz o respeita. Essa era a grande marca do “Sitio do Picapau Amarelo”, produzido por Julio Gouvea, em São Paulo.

Sua carreira na TV continuou com novelas como “Uma Esperança no Ar”. Porque deixou a televisão?
É verdade. Atuei como atriz nas TVs Record, Bandeirantes, Excesior, Tupi, Cultura e SBT, em São Paulo. Em determinado momento as produções se transferiram para o Rio de Janeiro e como não quis mudar de cidade, busquei outras alternativas profissionais.

Como era fazer TV nesta época? E paralelamente como funcionava a dublagem?
Nessa época fazer TV exigia de toda a equipe criatividade, flexibilidade, agilidade e muito talento, pois enfrentávamos desafios de vários níveis e, de modo geral, conseguíamos excelentes resultados. A dublagem, por outro lado, vivia seu momento áureo. Não se concebia ver um filme ou série na TV sem dublagem. E, como tinha um grande volume de trabalho, os profissionais foram se especializando cada vez mais. É interessante perceber que, os que, hoje, se colocam contra a dublagem, tiveram sua infância enriquecida, fascinada pela dublagem brasileira.

Como começou sua carreira de dubladora?
Comecei a dublar em torno de 1978, quando começava a declinar a teledramaturgia em SP.

Você fez papeis marcantes como a Caroline (de “Grace”) e atrizes conhecidas como Marie Cheatham. Quais dublagens mais te marcaram?
É mais fácil lembrar quando fazemos uma série, mas, eu, na maioria das vezes, dublei longa-metragens e aí, sinceramente, não saberia destacar esse ou aquele trabalho.

Porque a senhora deu uma pausa na carreira para morar no nordeste? Como foi esta fase?
Minha ida para Natal foi algo muito especial… De repente tive filhos crescidos, resolvi morar com minha mãe e graças a Deus fui, pois 9 meses depois ela faleceu, me deixando a alegria de ter aproveitado um pouco mais da sua sabedoria e carinho. Enquanto lá estava, desenvolvi uma série de cursos de Programação Neurolinguistica, como Trainer, divulgando o Instituto PAHC, onde me formei, criando a PAHC-Nordeste.

O que fez a senhora voltar para São Paulo e para a dublagem?
A saudade e a vontade de desenvolver o Projeto DuBrasil junto com o (ator) Hermes (Baroli – filho da atriz). A DuBrasil é um estudio-escola. Estamos juntos nesse projeto, Hermes Baroli, meu filho, Sergio Moreno, meu amigo e eu. Nosso objetivo é resgatar a qualidade da dublagem brasileira. Com o novo ritmo de produção que foi imposto ao mercado ficou desafiante não apenas a renovação de elenco, mas também a reciclagem dos profissionais, tão necessária em qualquer profissão, principalmente num trabalho artístico.

Grande sucesso da “Sessão da Tarde” (Rede Globo), “Elvira, a Rainha das Trevas” marcou a infância de muitos meninos e meninas, que chegavam até mesmo classificar a protagonista como a “Elke Maravilha Americana”.

Elvira em seu programa - Divulgação

O filme já foi classificado como “Cult” ou “trash pós-moderno”, mas para muitos o roteiro da trama é duvidoso, surreal, ruim ou até mesmo tosco. Cheio de artifícios e efeitos especiais fantásticos, “Elvira, a Rainha das Trevas” é diversão garantida com uma trama de fácil compreensão, afinal basta sentar no sofá de preferência à tarde e assistir. Na época, na sua produção, foram gastos 20 milhões de dólares.

A simpatia da Cassandra Peterson colaborou para o sucesso do clássico. Mas, devido a sua atuação “duvidosa” como Elvira, Cassandra recebeu uma indicação ao prêmio “Framboesa de Ouro”, premiação dos piores do cinema.

Cassandra Peterson, muda dos anos 80 - Divulgação

Na história do filmes, Elvira é a responsável por um programa de baixo orçamento sobre filmes de terror. Tudo pode mudar quando ela herda da tia Morgana uma velha mansão em Fallwell, Massachusetts, uma pequena cidade com pouco mais de 1.300 habitantes.

Seu sonho é vender a casa e ir para Las Vegas, mas ela encontra imprevistos: os adultos da cidade e Vincent Talbot (William Morgan Sheppard), seu tio que não herdou nada. Vicent quer um livro de receitas herdado por Elvira que pode lhe dar grandes poderes de bruxaria.

A dubladora Patrícia Scalvi cedeu sua voz para Cassandra Peterson no Brasil. A experiente profissional tem outras importantes atrizes no seu currículo, como a voz brasileira da atriz Anjelica Huston em produções como “A Convenção das Bruxas” e “A Família Addams”.

Patricia Scalvi fazendo a Elvira ao vivo em evento de outubro de 2008 - Foto: Site Cosnet

Além destes trabalhos destacam-se outros, como a amazona Shina de Cobra (“Os Cavaleiros do Zodíaco”); Charlotte, a mãe de Angélica (“Rugrats – Os Anjinhos”); Herbaira (“Jaspion 2: Spielvan”); Sophie (“O Castelo Animado”); Carmen Miranda (“Entre a Loura e a Morena”) e Cecilia Roth, a Manuela de “Tudo Sobre Minha Mãe”. No vídeo abaixo ela conta um pouco de sua experiência como Elvira, a eterna Rainha das Trevas.

(com a colaboração de Túlipe Helena)

E por falar na nossa querida bruxa Elvira… Halloween Trash 80′s na The Week
Local: The Week
Endereço: Rua Guaicurus 324, próximo ao terminal Lapa de ônibus, São Paulo (SP)
Quanto: Antecipado, R$ 25. Porta, R$ 35
Dia: 30 de outubro de 2009
Horário: A partir das 23h
Informações: (11) 3262-4881 ou contato@trash80s.com.br
Site: http://www.trash80s.com.br/halloweentrash/
Lotação: 3000 pessoas
Classificação etária: 18 anos
Ar condicionado / Acesso para portadores de necessidades especiais / Área externa para fumantes / A casa possui estacionamento próprio: R$ 20
Aceita dinheiro e cartões Visa, AMEX e Mastercard (débito e crédito)