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Por Georgia Nicolaou (Gigi)

Os anos 80 também foram os responsáveis pelo crescimento das mulheres no rock’n’roll, devido à popularidade de Suzi Quatro e Joan Jett. Logo depois, viriam muitas outras bandas, como Phantom Blue, Girlschool e Mistery Blue. Como Doro Pesch, Lita Ford é uma das representantes do hard rock feminino, que combinava sex appeal com atitudes rebeldes. Dessa vez, iremos conferir que nem só homens podem ser referências nesse estilo. Além disso, iremos conhecer e relembrar algumas bandas famosas e outras que marcaram história. Are you ready?

QUIET RIOT
É ligado à história de vida do lendário guitarrista Randy Rhoads e sua ex-banda, o Slade. Muita gente não sabe, mais os maiores sucessos do Quiet Riot são dois covers do Slade: Cum on Feel the Noise e Mama, Weer All Crazee Now. Formado em 75, o QR teve uma vida curta, pois Randy morreu num acidente aéreo em 82, e só dois anos depois é que foi lançado o álbum mais famoso do grupo, Metal Health, que contém os dois covers. Depois desse lançamento, a banda se dispersou. Em 93, lançaram um novo álbum, que foi um fracasso. Alguns anos depois, em 97, a banda reuniu-se em sua formação clássica, e passaram pelo Brasil, no ano seguinte, com Mike Viscera e Dr. Sin. Este ano, o QR irá lançar um CD e um DVD ao vivo, Live at 21st Century, em comemoração ao aniversário de 21 anos da morte do líder Rhoads.

KISS
É uma das bandas mais milionárias da indústria fonográfica. Responsável pelo uso de variados e avançados efeitos sonoros e visuais, a banda sempre foi uma surpresa para os fãs e a mídia. Capitaneados por Paul Stanley e Gene Simons, o Kiss foi formado nos anos 70, com letras que exaltavam o sexo e o rock’n’roll. Há quem diga que o uso de fantasias e maquiagem pesada para representar as identidades alternativas adotadas pelos membros- o andrógino, o alienígina interplanetário, o gato e o demônio- sejam cópias da idéia do grupo brasileiro Secos e Molhados. Verdade ou não, o Kiss tornou-se uma das bandas mais importantes de toda a história do rock’n’roll, mas foi apenas com o lançamento do álbum ao vivo, Alive, de 75, que a banda foi elevada ao status de superstars e marcariam a geração. Começa a era da Kissmania, em que milhares de produtos, desde lancheiras à máscaras e bonecos, levavam a marca do grupo, invadindo os lares e reunindo fãs ao redor do mundo. Nessa época começavam também os problemas. No ano de 80, lançam Unmasked, um álbum bem fraco que tornou-se um fracasso. Na tentativa de melhorar as vendas, é lançado Dinasty, cujo principal hit, I Was Made for Lovin’ You, tem uma pegada a la disco music. Muita gente passou a acreditar que a banda seguia modinhas, e que só se interessavam por dinheiro. Logo após, Peter Criss deixou a banda, e dois anos depois, foi a vez de Ace abandonar o grupo, sendo substituído por Vinnie Vincent (que depois formaria o Vinnie Vincent Exposed). Trazendo Eric Carr na bateria, em 84 é lançado Creatures of the Night, que traz dois grandes hits como I Love It Loud e I Still Love You. Após a saída de Vinnie, e banda decidiu tirar a maquiagem e seguiu gravando discos, que resultaram em outros grandes hits duma nova era, marcada pela maior proximidade ao hard rock, tendo Paul Stanley como símbolo sexual, em vídeos altamente voltados para simulações de festas e stripteases. Os anos 90 é marcado pela morte de Eric Carr, e tendo como novo memrbo Eric Singer (ex- Alice Cooper), um excelente músico de estúdio, gravaram em 92 o álbum Revenge, o disco mais pesado (e raivoso até) de toda a carreira do Kiss. Uma pequena reunião dos integrantes originais, além dos atuais, num dia qualquer de 96, para a gravação do Acústico MTV (EUA), acabou tornando-se uma das voltas mais esperadas de todos os tempos. Com maquiagem e figurinos modernos, o Kiss voltou à estrada e lançou um disco em 2000, Psycho Circus. Desde então, estavam em sua turnê de despedida, a Farewell Tour, que passou pelo Brasil. Mas, pelo visto, a banda não tem data prevista para terminar….

SKID ROW
Surgiu em New Jersey, em 86. Foi graças ao Jon Bon Jovi, amigo de infância do baterista Dave “The Snake” Sabo, que a banda conseguiu um contrato com a gravadora Atlantic Records. Com visual de meninos rebeldes, o álbum de estréia, em 89, trouxe os dois maiores hits do ano, 18 & Life e I Remember You (tema da novela Vamp). Após dois anos de inatividade, é lançado Slave to the Grind, um disco mais pesado e agressivo. É o primeiro álbum de “metal” a alcançar o número 1 na parada da Billboard, sendo muito elogiado pela crítica. Subhuman Race, álbum sucessor de 95, é totalmente diferente dos demais, e graças a explosão do grunge e a falta de apoio da MTV, o disco não teve uma boa repercussão. Para complicar ainda mais as coisas, nesse mesmo ano, o líder e vocalista Sebastian Bach é expulso da banda. Anos mais tarde, ele lançou-se em carreira solo e pleiteou uma vaguinha como ator numa produção da Broadway. Já o Skid Row parece que vai muito bem, fazendo uma turnê pelos EUA, com novos integrantes.

EUROPE
Começou na Suécia, em 79. Com o nome de Force, em 82 eles conseguem um contrato para a gravação do primeiro disco, decidindo mudar o nome para Europe. Possuiam som moderno, sem exageros e melodias únicas. O hard rock do grupo era bem aceito no mundo inteiro, era uma banda tão mainstream quanto o Journey, na época. Após o lançamento do primeiro álbum, o baterista Tony Reno deixou a banda, sendo substituído por Ian Hugland, que participou das gravações de Final Countdown, de 86, o disco mais famoso do grupo e que contabilizou uma venda de mais de 6 milhões de cópias. Rock The Night, Cherokee e a faixa título foram suficientes para que o Europe se tornasse um fenômeno. Todos os shows da respectiva turnê eram “sold out”. No início dos anos 90, após o lançamento de uma coletânea, os integrantes decidiram não mais tocar juntos. Joey Tempest, carismático vocalista, seguiu em carreira solo e Hugland passou a tocar com Glen Hughes. A banda não promete nenhuma reunião, até o momento, apesar dos muitos boatos em torno de um suposto lançamento de Final Countdown II.

CINDERELLA
Apareceu no meio dos anos 80, na Filadélfia, com Tom Keifer e Eric Brittingham. Foi mais uma das bandas “descobertas” por Jon Bon Jovi. Como suporte de seu primeiro álbum, o grupo abriu os shows de grupos consagrados como AC/DC, Judas Priest e David Lee Roth. Mas, após o lançamento de seu segundo disco, Long Cold Winter, passaram a ser headliners e seus clips, veiculados na MTV. No terceiro álbum, colocaram mais elementos de blues, arriscando até na inclusão de saxofones e orquestras em suas músicas. Nos anos 90, a carreira da banda ficou devagar. Keifer desenvolveu nódulos em suas cordas vocais, além da morte de sua mãe. O baterista largou o grupo, e a MTV passou a considerá-los datados para o hard rock, e não passavam mais seus vídeos. Em 95, decidiram acabar com o Cinderella, e no ano seguinte, lançaram uma coletânea. Três anos depois, voltaram para uma turnê e está programado para o fim desse ano um disco ao vivo, gravado no Key Club, em Los Angeles.

VIXEN
É um quarteto só de meninas, formado com outro nome nos anos 70. Porém, foi só na década seguinte que fizeram sucesso. O álbum de estréia, em 88, continha músicas compostas pelo Richard Marx (lembram-se dele? Ele é o responsável por Right Here Waiting, que está na trilha sonora da novela Top Model). Consideradas a versão feminina do Bon Jovi, elas misturavam rock ao visual hard e compunham algumas baladas melosas. Queriam que fossem vistas como meninas malvadas e bonitas. O segundo álbum veio no início dos 90, e depois disso a banda sumiu. Só reapareceu em 98, com duas integrantes a mais, com o álbum Tangerine. Os grandes hits do Vixen foram Edge of a Broken Heart, Cryin’ e Love is a Killer.

LITA FORD
Começou muito cedo no rock. Com 15 anos ela fazia parte do grupo The Runaways, junto com Joan Jett. A banda chocou a cena e mostrou que mulheres também sabiam dar conta do recado. Uma mistura de punky-hard rock e um visual de teenage bad girls, o grupo só durou até o começo dos anos 80. Lita foi, então, explorar uma carreira solo no circuito glam-metal nos EUA. Para conseguir levar adiante seu sonho, ela teve várias profissões como cabeleireira e frentista. Seu primeiro álbum, de 83, não teve tanto impacto. O segundo disco veio no ano seguinte. Porém, só quatro anos depois (já que o terceiro álbum foi abandonado e nunca veio a ser lançado), no álbum Lita, de 88, é que ela alcançou um sucesso considerável com os hits Kiss me Deadly e o dueto com Ozzy Osbourne, Close My Eyes Forever, transformando-se numa “heroína do metal”. Anos mais tarde, teve um curto casamento com o guitarrista do WASP, Chris Holmes. Sem gravadora nos anos 90, Lita Ford ficou fadada ao fracasso e pouco se tem ouvido falar nela.