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Catia na pela da Vovó - Arquivo pessoal

Você já ouviu falar de um cosplayer? Este é o nome dado para a pessoa que faz cosplay. Tá, eu não ajudei muito. Então vamos tentar novamente: Cosplay é o nome dado para a roupa, a fantasia, feita e utilizada por um fã de determinados personagens para homenageá-los.

A expressão “cosplay” é a junção de duas palavras em inglês costume e play, ou seja, “brincar fantasiado”. Surgiu nos anos 70 nos Estados Unidos em convenções de fãs de “Star Wars” e “Star Trek” e nos anos 80 chegou ao Japão. No Brasil, o hobbie desembarcou nos anos 90 e a cada dia ganha mais adeptos.

Para aproveitar o clima do dia das bruxas e mostrar que não existe idade máxima para “brincar fantasiado”, batemos um papo com Catia Villagrand. A simpática senhora de Porto Alegre, é uma cosplayer e vai em eventos junto com os filhos e assume “se diverte pra valer”.

Para ilustrar esta entrevista ela nos enviou fotos suas como a Vovó Granny dos “Looney Toones”, com direito até a um Piu-Piu de pelúcia para completar o figurino. Agora você não tem mais a desculpa para não ir fantasiado nas festas de Halloween. Divirta-se!

Com o doce Piu-Piu - Arquivo pessoal

Como a senhora se tornou uma cosplayer?
Bom para começo de conversa, vamos parar com esse papo de senhora, sou a Catia ou como quiser me chamar: Bruxa do 71, Senhorita Clotilde… Enfim. Só fazia cosplays para meus filhos e sempre tive vontade de fazer um para mim. Mas sempre fui deixando passar até que um dia me ocorreu a ideia de fazer o da Senhorita Clotilde, meus filhos duvidaram que teria coragem aí eu provei que faria e deu certo, todos gostaram muito.

Quais as dificuldades iniciais que enfrentou?
Em fazer cosplay nenhuma. Só que as vezes me confundo fico em duvida não sei que personagem fazer, mas sempre vem ideia ou os amigos ajudam me dando opinião.

As vizinhas, parentes e amigos lidaram bem com a novidade?
As vizinhas já estavam acostumadas a ver meus filhos ensaiando, mas quando me viram vestida de Bruxa do 71 acharam engraçado perguntavam se era fantasia de quê,agora nem ligam mais só que ficam espiando quando a van vem nos buscar (risos). Parentes próximos eu não tenho, só meus filhos e esses sim se orgulham da mãe.

Como é ter uma família inteira de filhos e nora unidos pelo cosplay? Terá um neto cosplayer também?
Meu maior orgulho são meus filhos cosplayers,me sinto importante diferente, cada cosplay que confecciono é uma obra de arte para mim. Tem uns que não acho bonito como o do Nemesis (“Resident Evill”), mas depois que vi o sucesso que fez senti vontade de chorar de tanto orgulho em dizer nós fizemos. Neto? Como quero um. Ainda não chegou. Mas tenho certeza que se for filho da Carla e do Ernani vai ser o mais jovem cosplayer dos eventos do Rio Grande do Sul.

Que incentivos você daria para pessoas que possuam uma certa idade, querem fazer algo de diferente, mas tem vergonha de ser cosplayer?
Eu acho muito melhor fazer cosplay que ficar em casa vendo a vida passar, inativos só pensando na vida e “como era bom ” ou pensar “no meu tempo eu”… Ah! Para com isso! Viva! E se divirta da melhor maneira possível. Não existe coisa melhor que estar junto dos jovens, sangue novo cheios de ideias. Aprendo muito com eles e acho que ensino também. Cosplay foi minha cura, chegou na hora certa, fez minha vida mudar.

Para conhecer um pouco mais do trabalho da Catia, visite seu site: www.familiacosplay.com.br

Serviço: Trash 80’s Centro – ACME: Homenagem aos Looney Tunes
Local: Clube Caravaggio
Endereço: Rua Álvaro de Carvalho, 40, Centro – São Paulo (próximo ao metrô Anhangabaú)
Quanto: R$ 30. Com reserva ou flyer impresso do site, R$ 25 até a 1h
Dia: 24 de outubro de 2009
Horário: A partir das 23h
Informações: (11) 3262-4881 ou contato@trash80s.com.br
Lotação: 600 pessoas
Classificação etária: 18 anos
Ar condicionado / Acesso para portadores de necessidades especiais / Proibido fumar
Não possui estacionamento próprio
Aceita dinheiro e cartões Visa e Master (débito e crédito)