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Em 1992, a extinta revista Manchete colocou em sua capa uma foto histórica: a “Rainha dos Baixinhos” Xuxa Meneghel ao lado do “Rei do Pop” Michael Jackson. Os dois se conheceram naquele ano (um ano antes de Michael se apresentar no Brasil) e diz a lenda que ele a presentou com uma música para ela gravar. Xuxa cantou então uma adaptação da musica “Heal the world” em espanhol que passou a se chamar “Curar El Mundo” e que também se tornou nome do seu show.

Em 1996, em uma entrevista para a revista Caras, Xuxa comentou sobre o encontro: “Michael chegou bem perto de mim e falou: “Nós viemos no avião falando em você. Eu admiro muito o seu trabalho”. Ele ficou falando e a demente aqui sem abrir a boca. Eu não sabia se estendia a mão, se dava um abraço. Fizeram uma foto nossa, e quando acabou eu disse: “I love you”. Ele olhou para mim e respondeu: “I love you too”. Mas não era a mesma coisa, eu tinha uma história de fã e ele não me conhecia. Nos encontramos novamente algum tempo depois, em seu rancho na Califórnia. Foi quando realmente conheci Michael Jackson, pois passamos o dia juntos.”

Em 1984, o mundo da música pop se curvava para dois ícones máximos daquela década: Annie Lennox e Boy George. Ambos representavam da melhor forma possível a androginia que dominava a moda e as artes em geral, Annie de cabelos curtinhos representando um magnetismo masculino intenso, e Boy George super montado, quase uma boneca de porcelana.

Quem melhor capturou esse estilo foi a revista inglesa Cosmopolitan (lançada no Brasil como “Nova”), que naquele ano e com poucos meses de diferença entre as edições, colocou ambos em suas capas com looks absolutamente lendários. Boy George, por sinal, foi o primeiro homem a posar para a capa da publicação!

Madonna já esteve presente nas capas de centenas e centenas de revistas espalhadas pelo mundo inteiro. E exatamente por isso, várias delas são consideradas extremamente raras e atingem preços exorbitantes em sites de leilões na Internet, especialmente aquelas que ela fez no comecinho da carreira e ninguém ainda tinha ideia de que ela se tornaria a Rainha do Pop.

A mais rara e cara de todas elas é justamente a primeira capa em que ela apareceu. Madonna estava ainda engatinhando na carreira e chegou até ela através do fotografo Curtis Knapp. A revista “Island”, de 1983, era também bem pequena e teve apenas alguns poucos exemplares à venda, o que a transformou num dos ítens mais procurados pelos colecionadores em todo o mundo.

Depois vem a revista inglesa i-D, que também trouxe Madonna bem novinha. A edição foi publicada em março de 1984, e traz a cantora posando com um look “meio Boy George” para o fotógrafo Mark Lebon. Na época, Madonna tinha acabado de lançar “Lucky Star” na Inglaterra.

Já em maio de 1985 ela apareceu pela primeira vez na lendária capa da revista Time, uma das mais importantes do mundo, clicada pelo fotógrafo Francesco Scavullo. Ela estava embarcando em sua primeira turnê mundial e esta foi a primeira revista que atestou que Madonna viria a se tornar uma das maiores artistas do planeta.

Já falamos por aqui e todo mundo deve ter notado que o revival dos anos 80, que estourou já há alguns anos, continua firme e forte e parece que ainda tem muito chão pela frente. Afinal, nesses tempos de crises e epidemias, é normal que as pessoas queiram resgatar os bons tempos de alguma forma. E existe década mais divertida que a dos anos 80? Cheia de personagens marcantes, liberdade de expressão e muito colorido, ela está de volta com tudo e em tudo (e já faz um tempinho).

Para comprovar, basta parar por alguns instantes frente à uma banca de jornal. E foi isso que Eneas Neto fez hoje, parou, viu e trouxe para o escritório da Trash 80′s as edições do mês de julho das revistas Rolling Stone e Trip:

Michael está em diversas capas por conta de sua trágica morte e dos mistérios que rondam o fato, mas aposto que ele estamparia capas e interiores de revistas mesmo se estivesse vivo, afinal, antes de nos deixar, o Rei do Pop estava prestes a estrear em sua volta triunfal aos palcos.

E Serginho Mallandro, numa foto que caracteriza com excelência o espírito da “década perdida”, também aparece à frente de uma grande revista. Aliás, a matéria e a entrevista desta última estão bem bacanas. Vale à pena conferir e saber um pouco mais sobre a vida do eterno “capeta em forma de guri”.