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Todo mundo sabe que a década de 80 foi farta em termos de penteados ridículos né? E todo mundo também sabe que, a maior parte destes penteados ornavam as cabeças dos roqueiros. E eles abusavam mesmo – permanentes, mullets, cores absurdas… enfim, valia de um tudo.

E se hoje em dia Jon Bon Jovi é todo galã, de cabelo curtinho e liso, não podemos esquecer que nos anos 80 ele foi um dos maiores lançadores de moda no quesito “cabelo juba-de-leão”. Sim, ele já foi um daqueles roqueiros que arrasavam na cabeleira super produzida e, com isso, marcou uma época.

Jon fez com que sua banda se tornasse um ícone do “hair metal”, a cena de bandas de rock cujos membros exibiam orgulhosamente suas madeixas. Hoje em dia ele deve olhar pra isso e dar bastante risada, não?

Se hoje em dia quase todas as mulheres (especialmente as brasileiras) são obcecadas com cabelo liso, escova e chapinha, nos anos 80 um bom cabelo armado era que fazia sucesso. Quanto mais “juba de leão” o seu penteado fosse, melhor!

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Daí o sucesso dos “permanentes”, que garantiam todo aquele volume nas cabeças mais antenadas da época. Essa moda surgiu, é claro, nos cinemas e na TV, mas logo foi pra rua – e era difícil encontrar alguma garota que não usasse, ainda mais em ocasiões que pediam um look mais produzidos, como festas, formaturas, shows, e casamentos. Hoje em dia o permanente está em baixa, mas quem sabe um dia ele volta com tudo hein?

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Por Roberta Ribeiro para Trash 80′s e para Marisa, cabeleireira e amiga de todas as semanas!

Em 3 de novembro comemora-se o Dia do Cabeleireiro. Para quem pensa que cuidar das madeixas é besteira, coisa de gente fútil, fica a dica: se for menino, experimente ficar sem cortar o cabelo durante três meses. Caso seja mulher, pior ainda. Afinal, cheio de pontas e sem tratamento, não há príncipe encantado (ou princesa, vai saber!) que agüente. Por isso, esses profissionais merecem ter, sim, seu dia especial. Afinal, lidar com a moldura do rosto e com a auto-estima alheia não é para qualquer um.

Na década de 80, os cabelos iam de channel ao repicado mais amalucado. Alguns cortes, porém, fizeram história.

O próprio termo “channel” virou moda. Curto, com a nuca à mostra ou quase, reto, ficava muito bem em quem tinha cabelo bem liso. Nos cabelos mais crespos ou ondulados, o volume podia causar o efeito Bozo: armar demais dos lados e virar uma tragédia.

O repicado comportado também fazia muito sucesso. O corte deixava o cabelo em várias camadas sobrepostas e podia ser usado para dar ou tirar volume, dependendo de como era feito. Quem tinha cabelo cacheado fazia para deixar o cabelo ainda mais enrolado. Mas também ficava bom de escova, com as pontas viradas para cima.

E os mullets? Deixava-se o cabelo bem curto na frente e um “rabinho” atrás. Era usado por meninos e meninas e há um tempo até tentou voltar à moda (mas não pegou, por sorte!).

Mais engraçado que isso, só o corte a la Chitãozinho e Xororó. Repicava-se a franja, deixando um arrepiado no topo do cocuruto e um mullet que, quanto mais comprido, melhor era. Xororó só foi desistir desse tipo de madeixa nos anos 90. Espera-se que nunca mais volte com ele.

Esses são apenas alguns exemplos de cortes possíveis. O importante é perceber que cada tipo de cabelo, cada estilo tem seu jeito. Cabelo também vem da personalidade. Por isso, da próxima vez que for ao salão, cumprimente aquele que te deixa mais bonito (a) e feliz!