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Por Alessandro Fiocco para Trash 80′s

O batom da fulana, o corte de cabelo do cicrano, a blusa da mocinha. Itens e estilos elaborados para determinados personagens ou artistas caem no gosto do povo, que os assume como seu. Lembra de algum, assim de imediato? Reveja o que saiu das telas direto para as prateleiras.


O estilo ripongo de Malu Mader em “O Outro”
– Glorinha da Abolição, personagem da Malu, era adepta dos jeans estonados e da pochete de onça. Em poucos capítulos a moda pegou e as meninas copiavam tudo o que a rebelde Glorinha usava. Até mesmo as pochetes!


O estilo Madonna de ser
– Em 1984, Madonna absurdava com rendas, crucifixos e meias arrastão. Sim, tudo junto. Some a isso saias de tule e cabelos armados e cacheados na altura da orelha. A onda varreu o mundo todo e clones da musa eram vistas nas ruas a qualquer hora do dia ou da noite.


Os tons do Boka Loka
– Assim como os grandes costureiros, Victor Valentim, personagem de Luis Gustavo em “Ti-Ti-Ti”, além das roupas, pensava em outros produtos para o seu público. Assim surgiu o Boka Loka, que da ficção foi parar nas lojas de cosméticos, e em cores variadas. Era difícil não encontrar um na bolsa da mulherada.


Regina Duarte e suas outras “vidas”
– Tanto em “Roque Santeiro” como em “Rainha da Sucata”, Regina deu vida a personagens fortes que ditaram modismos. Sua Porcina fez com que donas de casa copiassem o estilo, carregado na estampa, com lenços na cabeça e mil acessórios, como pulseiras, argolas e muitas correntes. Já a sucateira Maria do Carmo abriu o baú em um visual carregado no veludo, laços em forma de presilhas juntos a coques e franjinhas. Ah, claro: os enormes brincos perolados e o batom vermelho fechavam o pacote.


A vez dos meninos
– “Bebê a bordo” era o sucesso das 19h, naquele 1988. Rei, personagem de Guilherme Fontes, tinha estilo próprio: moda bem street, que unia macacão sem camiseta e bandana. Aliás, o pedaço de pano virou charme na cabeça dos adolescentes descolados, principalmente nas grandes cidades. As gatinhas adoravam!

Até para quem não era baixinha – Xuxa, além de hipnotizar a gurizada, também cativava os adultos. Suas botas foram usadas por mulheres de todo o país. Primeiro as de cano baixo, folgadas e sem salto. Depois vieram aquelas até o joelho, brancas e de saltinho. As duas pegaram, porém o primeiro modelo dominou, sendo lançado para mulheres de todas as idades, em cores e materiais variados. Aliás, elas voltaram neste ano e estão em voga novamente.

Que Sílvia, que nada! – Tá certo que a Sílvia, vilã da recente “Duas Caras”, fez com que a mulherada invadisse os salões com o pedido na ponta da língua: “Eu quero a franja igual à da Sílvia”. Mas Lídia Brondi foi a precursora do estilo. Em “Vale Tudo, a charmosa jornalista Solange, sua personagem, abusava do corte. E ainda mais: prendia os cabelos com hashis ou variava usando tiaras forradas com tecido. A idéia pegou e foi parar nas páginas das editorias de moda das revistas do Brasil todo.