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O esporte no Brasil é marcado pelo futebol, mas na década de 1980 todo mundo levantava no domingo de manhã para ver na TV as manobras, ultrapassagens e loucuras do automobilismo. Um piloto carismático, audacioso e sem limites surgiu em 1984 e fez o país vibrar ainda mais: o Ayrton Senna.

Sexta-feira, 12/11, a história de Ayrton Senna da Silva chega aos cinemas. São mais de cinco mil horas de imagens do arquivo da família. O documentário mostra o início da carreira do piloto no kart, o início na Fórmula 1, em 1984, e sua morte em Ímola, em 1994. E claro, as vitórias emocionantes e os campeonatos de 1988, 1990 e 1991.

Outro destaque no filme é a rivalidade de Senna com Alain Prost, ex-companheiro na McLaren. Há também cenas das reuniões de pilotos, depoimentos e uma participação no programa ‘Xou da Xuxa”, quando ainda namoravam. Será que é aquela cena dos beijinhos no Natal de 1988?


A direção é do inglês Asif Kapadia e é produzido pela Universal. O documentário tem 1h47 de duração e chega a 111 salas de cinema do país.


Nem sempre o ponto mais alto do pódio garante lugar na lembrança dos aficionados pelo esporte. Um grande time, o momento de mestre dentro de uma partida ou a luta incessante pela vitória – mesmo que muitas vezes não alcançada – são imagens que ficam eternizadas. Até a década de 70, o Brasil era o país do futebol e a paixão era somente a “seleção canarinho”. Abrindo o leque, alavancado pelos bons resultados em outros esportes, esse quadro mudou já na década de 80. Longe dos gramados, os corações verde-amarelos passaram a bater forte com a aparição de novos ídolos em suas categorias.

Bernard, Renan, Montanaro, William, Xandó e Amauri eram parte da gloriosa geração de vôlei que conquistou a primeira medalha  – neste, de prata – do Brasil em Jogos Olímpicos. Comandados por Bebeto de Freitas, os meninos chegaram à final em Los Angeles e perderam para os donos da casa, os norte-americanos. Mesmo assim, fizeram bonito e despertaram interesse nos brasileiros a respeito do esporte. Se você tem mais de 30, é bem provável que tentou imitar o famoso saque “Jornada nas Estrelas” criado do Bernard.

Antes de Senna ser campeão na Fórmula 1, Emerson Fittipaldi já era bi e Piquet tri. Mas foi com Ayrton que o brasileiro passou a acompanhar as corridas nos domingos de manhã. Carismático, Senna foi alçado   ao título de ídolo. Neste vídeo de 1988 vemos a última volta no GP do Japão, aquela que conferiria a ele o primeiro título na modalidade.

Na Olimpíada de Seul, o único ouro para o Brasil foi entregue a Aurélio Miguel. Em final com o alemão Marc Meilling na categoria meio-pesado, o judoca consagrou o esporte em terras tupiniquins. No pódio, o choro veio e foi acompanhado por milhões de brasileiros. Bastou para que escolinhas da arte marcial proliferassem pelo país.

O basquete não deve e nem pode ficar de fora. Na equipe feminina , Paula e Hortência, além de ícones, tornaram-se exemplos que estimularam as novas gerações. Como esquecer a vitória arrasadora contra as cubanas no Pan de 1991? Tal feito também serve para Oscar e cia., que deixaram os americanos boquiabertos após derrotarem o time da casa, no Pan de Indianápolis de 1987.

Ok, a seleção de 1982 não venceu a Copa do Mundo. No entanto, a equipe até hoje é uma das mais elogiadas pelos especialistas. Só craques! Com Sócrates, Zico e Falcão à frente do time, não tinha pra ninguém. Aliás, tinha sim. Paolo Rossi, o atacante italiano, arrasou a nação e barrou o Brasil em jogo contra a Itália. Ao fim da competição, ocupamos o quinto lugar. Mesmo assim, o que fica são belíssimas imagens como no vídeo abaixo.