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Com cinco anos na noite e sem deixar dúvida de seu sucesso, a Trash começaria 2007 com endereço novo na Vila Olímpia. Na inauguração do novo ponto, no Hype Club, o papito Supla mostraria toda sua irreverência em noite com portaria esgotada. No ABC, Kid Vinil exibiria toda a onda new wave que marcou a sua carreira na década de 80. Beth Guzzo passou pelo Centro e pela VO em festa sertaneja, enquanto que Magal atacou como DJ pela primeira vez na festa de 5 anos.

Se a receita da festa também é inovar, a Trash 80′s aprontou e criou o seu filme, um curta-metragem com cerca de 20 minutos que narrava  a estória de uma família bem amalucada. Enquanto julho tinha a sua programação só com as festas preferidas do público, setembro bradou a pátria em sua programação e por meio de um flyer em forma de jornal, o “A Tribuna da Trash 80′s”.

Neste mesmo mês, a festa aterrissou mais uma vez em Barcelona, na Espanha, e fez duas edições por lá. Como uma menininha levada, a Trash 80′s ainda iria aprontar muito…

Após consolidar a sua marca, a Trash 80′s passou a investir em novos caminhos. O CD oficial da festa foi um deles. Com pompa, ganhou até tarde de autógrafos em Sampa e no Rio. Aliás, a Trash Rio, realizada em outubro de 2006 na cidade maravilhosa, motivou trashers daqui a irem para lá em ônibus fretado e tudo.

Outra novidade do ano foi o AcampaTrash, evento que rolou em um clube de Ribeirão Pires. Com direito a brincadeiras, gincanas, música 24 horas, e muito fuzuê, uma patota se aventurou por lá com barracas de acampamento à tiracolo.

Expandindo suas festas fixas, Santo André passou a receber a Trash 80′s semananalmente durante um período de três meses. O show de abertura foi com a “deusa” Rosana.

Entre as festas preferidas do ano estavam o aniversário de dois anos da Pop Trash, a Trash Disco, a Trash Bailinho e o Baíle do Havaí. Já nos shows, artistas como Silvinho Blau Blau, Kátia e Double You debutaram em nossa programação.

O público também mostrou mudanças e novas turmas apareceram, a exemplo da 6° B. Isso refletia que a festa, além de se reinventar,  atraia cada vez novos seguidores.

Em 2005, ano em que a festa completou 3 anos, a Trash já era sucesso de público e mídia. Pauta de vários veículos conceituados, os anos 80 tinham uma referência na cidade de São Paulo.
A popularidade da festa se evidenciou com um convite pra lá de especial: realizar a noite de abertura da Parada daquele ano. Assim, a Trash uniu a sua festa de aniversário coma festa oficial da Parada no Tom Brasil, com shows de Magal, Rosana e Gretchen. Na manhã seguinte, em plena Paulista abarrotada por uma multidão, os DJs e mais uma porção de artistas convidados continuaram com a alegria antes dos trios desfilarem.

Em edições especiais, o staff foi para várias cidades do interior paulista e algumas capitais. Nas festas pontuais, edições como Globo De Ouro, Trash Bahia, Trash Disco, OktoberTrash e Banho de Espuma foram as preferidas da tchurma. Ah, sim: novos concursos apareceram, como Garota e Garoto Verão.

No meio do ano, a Pop Trash, comandada pelo Wander e pelo Rafinha, completaria um ano de sucesso. A quinta-feira também era dia de bater ponto no Caravaggio para muitos trashers.

Com quatro edições semanais no Centro e duas noites na VO, os anos 80 estavam no auge novamente. O sucesso da festa era evidente.

E vamos a 2004. O ano foi marcado pela profissionalização da festa. Isso ao pé da letra mesmo, com direito a equipe, escritório e cabeças pensantes elaborando diariamente as festas do final de semana. Com a nova filha as sextas-feiras, quintas-feiras, domingo e Vila Olímpia, e  mais as edições fora da cidade, fez-se necessário a criação de um QG.

Novos DJs foram adicionados de vez: Catatau na VO, Omar na matinê e Luy cobrindo festas esporádicas.

O aumento do séquito de trashers motivou a criação de um concurso que elegesse os representantes da galera, no caso uma Miss e um Mister. Dedéia Andrade foi a primeira a desfilar com coroa e cetro, enquanto que o eleito para usar a coroa de rei da “buati” foi o Gus.

Também do público surgiu a Trupe Trash. Os primeiros animadores foram Cris Mariposinha, Dani Bonani e Chico.

Depois de uma simpática participação na Parada no ano anterior, finalmente a festa colocou o seu trio na Paulista, e como não podia ser diferente, foi notada com elogios pelo público e pela imprensa. Sucesso absoluto.

Sim, a galera queria ver os ídolos de perto e neste ano eles apareceram em peso: Atchim e Espirro, Simony, Markinhos Moura, Jane e Herondy, Perla, Magal, Wando, Rosana e até um ex-Menundo, o Charlie!

Eleita a melhor festa do ano, a “Xuper Xou da Tréxi”, um tributo à Xuxa, retornaria em tantas outras edições.

A Trash 80’s havia virado mania!

Em pouco menos de um ano, a festa já mostrava sinais de que ia longe. Procurando um espaço só seu, já no começo de 2003 ela atravessou a rua e casou-se, em uma relação que dura até hoje, com o Clube Caravaggio.

E logo viria o primeiro carnaval. Além de uma festa no Caravaggio, a Trash realizou a primeira edição fora de seus domínios. O Teatro Oficina foi o local como umas noites mais bacanas desses sete anos.
Depois disso, a Trash pegou a estrada e viajou o Brasil.

Também desfilou como convidada na Parada do Orgulho Gay e deu pinta no Mercado Central.

Em maio, a brincadeira completaria um ano e o grupo convidado veio de acordo com que o kitsch pede. Genghis Khan, em roupas à Mad Max, apareceu e não deixou de cantar “Comer, Comer”.

Um noite só era pouco. Assim, em junho as sextas também eram dia de Trash 80′s. O sucesso foi imediato.

O termo “trasher” apareceu. A assiduidade fazia com que certos frequentadores ganhassem a titulação. E eles participavam ativamente: organizaram a primeira edição da Trash Bene – que foi um estouro -, divulgavam a festa que virou mania nos blogs e fotologs da vida e deram a cara das performances. Uma das primeironas foi a do “Cassino do Chacrina”, com Rico Suave, Cris Mariposa, Dani Bonani, Chico, Alisson…

Quem já dava pinta pela festa, todo caricato, era o querido Darwin Demarch e a sua comedida(!) Tanchinha. Outra figura era a Super Janeyde, interpretada pelo hoje televisivo – e talentoso – Evandro Santo.

Antes de se despedir de 2003, uma festa em dezembro faria uma retrospectiva do que aconteceu no ano, uma espécie de “Melhores da Noite”. A Trash 80′s estava prestes a romper o mundo virtual e cair no conhecimento da mídia e da grande massa. Mas isso fica para o próximo capítulo.