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ENTREVISTA EXCLUSIVA! A cantora Gala conversa com Alisson Gothz

Uma das mais famosas cantoras dance dos anos 90, dona de grandes sucessos que até hoje tocam nas pistas mais animadas do planeta (quem nunca dançou “Come To My Life” que atire a primeira pedra), a italiana GALA está de volta com um novo álbum e vida nova. Longe dos holofotes há quase dez anos, ela agora só quer saber de ser feliz e fazer o que gosta – mesmo que isso signifique não vender mais um milhão de discos e não dividir mais o mesmo palco com a irmã de Michael Jackson.

Fechando este mês da diversidade da Trash 80s, eu bati um papo exclusivo com Gala essa semana onde ela falou sobre sua carreira e vida profissional, com muito bom humor e simpatia. E até anunciou que vem ao Brasil no final do ano! Confira aqui tudo o que rolou:

Gala

Você ficou surpresa com o sucesso de faixas como “Come to My Life” e “Freed From Desire” que se tornaram enormes hits nas pistas do mundo todo?

Na época não muito, eu era bastante inocente e acreditava que as coisas realmente iam acontecer de forma positiva. Agora que eu tenho um pouco mais de pé no chão e sei como as coisas realmente funcionam, eu sou bastante grata por tudo aquilo.

Muitas das suas faixas daquela época eram extremamente dançantes. Você é o tipo de pessoa que gosta de sair à noite e se acabar nas pistas??

Eu saía muito antigamente, sempre quis ser dançarina profissional mas não pude pois tenho um pequeno problema nas costas e isso me chateava muito. Aqui na Itália não é como no Brasil, Espanha ou África onde a dança faz parte da cultura nacional, então ir aos clubs pra mim era como ir pra igreja!! Hoje em dia eu não saio mais com tanta frequencia, mas ainda sinto falta disso. Prefiro ir a clubs de hiphop e dance mas não em clubs de techno e coisas do tipo pois eles tem um clima muito anti-social.

Você é italiana – um país com longa tradição no mundo da música pop e dance. Como o estilo de vida de seu país influencia sua forma de trabalhar?

Não muito, pra falar a verdade. Eu cresci ouvindo música clássica e ópera, blues, etc. meu pai ouvia isso o dia inteiro. Eu ouvia muito Beatles, Prince, dance music em geral. As coisas mais italianas que fizeram sucesso internacionalmente não eram muito dance. Eu cantava em inglês e fui parar no topo das paradas junto como Janet Jackson e artistas deste tipo e por incrível que pareça as pessoas aqui na Itália nem se preocupavam muito com isso.

Era muito difícil uma artista europeia fazer tanto sucesso nos EUA?

MUITO difícil, depende muito dos contatos que você tem, eu tinha apenas um. Tudo depende de estar ao lado das pessoas certas na hora certa. Mas eu sempre fui uma sonhadora e lutei uma batalha dura pra conseguir tudo aquilo.

Mas agora eu estou em outra, quero fazer música que me agrade e que eu seja apaixonada por ela, mesmo que isso signifique ter que lançá-la por uma gravadora minúscula. As grandes gravadoras me colocam na categoria de “artista dos anos 90″ e não me deixam evoluir do jeito que eu gostaria. É mais difícil ainda sendo mulher, pois a primeira coisa que eles perguntam é “quantos anos você tem?”. Eles só se interessam se você é uma loirinha de 18 anos. Mulheres maduras com opinião própria são rejeitadas.

Você tem um novo single lançado este ano, como foi voltar a ativa depois de tanto tempo?

Sim, acabei de lançar um álbum chamado “Tough Love” pela minha gravadora independente Matriarch Records. Eu não espero ter um milhão de vendas. Estou fazendo isso de forma totalmente independente sem grandes “nomes” por trás de tudo. É um trabalho duro, mas feito com muito AMOR, HONESTIDADE, DEDICAÇÃO E PERSEVERANÇA. E tenho certeza que as pessoas pouco a pouco vão se contagiar por isso.

Gala

Olhando para trás, sua forma de encarar a música mudou com o tempo?

Sim com certeza, depois de dez anos de batalha, é inevitável. Eu acho que sou uma pessoa bastante única e passar tanto tempo fazendo isso sem empresários e grandes equipes de apoio e ainda mais fora de meu país de origem me fez me tornar mais positiva com relação à tudo.

Eu sou uma lutadora, uma feminista. Se não fosse, teria largado tudo para ter filhos ou coisa do tipo. Mas daí eu estaria mentindo pata mim mesmo e para os outros.

Quais artistas te influenciaram mais musicalmente?

Meu maior ídolo sempre foi o Prince. A primeira vez que o vi eu tinha 14 aos e foi como um soco no meu rosto! Eu também sempre adorei os Beatles. Aprendi a compor ouvindo as músicas deles. Meu estilo sempre teve uma grande sensibilidade “pop”, mas não “pop” do tipo Britney Spears, e sim “pop” estilo Prince.

Você conhece algo de música brasileira?

EU AMO música brasileira! Acabei de ganhar um dois cd’s de um fã. Eu adoraria escrever um álbum inteiro em inglês e português, com um grande produtor brasileiro… esse é realmente um dos meus grandes sonhos!! Se alguém tiver alguma sugestão, eu aceito!

Aliás, acho que vou fazer um show no Brasil na virada deste ano, não sei ao certo os detalhes mais acredito que seja na praia de Ipanema. Estou muito excitada para visitar o país!

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Escrito em 24 de novembro de 2009 por Alisson Gothz em Entrevistas, QG da Comunicação | 2 Comments »

Entrevista com Roger Andrade, uma das queridas “Lúcias”

Roger

Neste sábado, 21/11, acontece a noite “DiscoTrash” no Clube Caravaggio e quem comanda a festança é o trio mais famoso entre os trashers: “As Lúcias”.

Hoje você conhece Roger, mais um dos membros do querido trio de artistas trashers.

Como conheceu a Trash 80’s? Como foi sua “primeira vez”?
Bem, conheci a festa numa noite onde estava numa festinha muito chata, e uma amiga me chamou pra ir num “certo lugar”. Eu fui sem perguntar e sem sabe de nada. Assim que cheguei lembro que tinha uma lousa (quadro negro) e lá dizia quem era o DJ da noite e outras coisas, como se fosse um ‘menú’ e assim que entrei ouvi o começo da música da Madonna, “Deeper and Deeper”, Eu particularmente amo essa musica e tenho até uma tattoo com o refrão, dai… Não parei mais de frequentar a festa!

O que é o melhor da festa para vocês? Que momento inesquecível destacaria?
O melhor da festa pra mim é a diversidade, uma festa que você pode bater um papo com héteros, gays, bissexuais… Sem problemas e com alegria! Um momento inesquecível, pra mim, foi quando o Rafinha Bastos me convidou pra fazer o clip “Festa no Ap”, onde eu sou o garçom. Foi muito legal e deu pra conhecer muita gente bacana e a galera adorou!

Por fim, como você define “As Lúcias”? Como é ser a estrela da noite da festa?
Ai, ai, ai… As Lúcias… Acho que é uma mistura de um pouco de cada um de nós: A simpatia do André, a inocência do Gustavo e a minha alegria. É por isso que quando estamos juntos somos o trio mais que animado e perfeito! Ser a estrela da noite é uma delicia, quem não gostaria de ter seus 15 minutos de fama?

"As Lucias" reunidas

Serviço: DiscoTrash
Quando: Sábado, 21/11, a partir de 23h.
Onde: Clube Caravaggio – Rua Álvaro de Carvalho, 40, Centro – São Paulo
Quanto: R$ 30. Com reserva ou flyer impresso do site, R$ 25 até a 1h.
Para reservas, envie e-mail para reserva@trash80s.com.br. As reservas são aceitas apenas por e-mail e recebidas até as 16h do dia da festa (ou da véspera, no caso das festas que acontecem aos sábados e feriados oficiais). Reservas sujeitas a disponibilidade.
*Flyers impressos do site e reservas têm validade até a 1h.
DJs: Eneas Neto, Nico e Omar
Host: Alisson Gothz
Door: Paula Funny & Anderson Legal
Informações: (11) 3262-4881 / 3237-0908 ou contato@trash80s.com.br.
Site: www.trash80s.com.br

Lotação: 600 pessoas
Classificação etária: 18 anos
Ar condicionado / Acesso para portadores de necessidades especiais / Proibido fumar
Não possui estacionamento próprio
Aceita dinheiro e cartões Visa e Master (débito e crédito)

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Escrito em 19 de novembro de 2009 por David Denis Lobão em Entrevistas, QG da Comunicação | No Comments »

Entrevista com André Moreira, uma das queridas “Lúcias”

Neste sábado, 21/11, acontece a noite “DiscoTrash” no Clube Caravaggio e quem comanda a festança é o trio mais famoso entre os trashers: “As Lúcias”.

Hoje você conhece André, o Mister Trash 2008 que integra o querido trio de artistas trashers.

Como conheceu a Trash 80’s? Como foi sua “primeira vez”?
Conheci a Trash 80’s através de uma amiga do trabalho. Ela sempre falava da tal festa Trash, mas eu não dava a menor importância, até que um dia eu topei conhecer. Era uma sexta-feira quente, e quando entrei estava tocando a introdução da música “menina veneno”. Achei aquilo o máximo. A partir dalí fiquei viciado. Isso foi em novembro de 2004, e até hoje, por mais que eu frequente também outros lugares, costumo dizer que não há nada igual a Trash 80’s neste planeta.

O que é o melhor da festa para vocês? Que momento inesquecível destacaria?
O melhor da festa acho que é o clima. A Trash tem um diferencial, que pelo menos pra mim, é muito importante. As pessoas são o que elas são. Independentemente de qualquer coisa, elas se permitem. Isso faz com que o clima se torne agradabilíssimo. Tiveram vários momentos inesquecíveis pra mim. Mas, sem dúvida, o que mais me marcou foi o título de Mister Trash 2008, que ganhei em uma disputa acirrada, com excelentes concorrentes.

Por fim, como você define “As Lúcias”? Como é ser a estrela da noite da festa?
As “Lúcias” são um pedaço da minha vida. De uma brincadeira de amigos nasceu carinho, respeito e amizade verdadeira. Não vivo sem eles! Ser a estrela da noite é ótimo! Quem é que nao gosta? (risos)

Serviço: DiscoTrash
Quando: Sábado, 21/11, a partir de 23h.
Onde: Clube Caravaggio – Rua Álvaro de Carvalho, 40, Centro – São Paulo
Quanto: R$ 30. Com reserva ou flyer impresso do site, R$ 25 até a 1h.
Para reservas, envie e-mail para reserva@trash80s.com.br. As reservas são aceitas apenas por e-mail e recebidas até as 16h do dia da festa (ou da véspera, no caso das festas que acontecem aos sábados e feriados oficiais). Reservas sujeitas a disponibilidade.
*Flyers impressos do site e reservas têm validade até a 1h.
DJs: Eneas Neto, Nico e Omar
Host: Alisson Gothz
Door: Paula Funny & Anderson Legal
Informações: (11) 3262-4881 / 3237-0908 ou contato@trash80s.com.br.
Site: www.trash80s.com.br

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Não possui estacionamento próprio
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Escrito em 18 de novembro de 2009 por David Denis Lobão em Entrevistas, QG da Comunicação | No Comments »

Entrevista: Cantora Mari Moi

Mari Moi

No sábado (07) a Trash 80’s Vila Olímpia faz uma festa em homenagem o longa-metragem “Fama”, refilmagem do clássico dos anos 80, distribuído nos cinemas brasileiros pela PlayArte.

Uma das atrações é a ação fotográfica “Meu Minuto de Fama”. No Spazio será montado um espaço temática com o logotipo do filme “Fama”, onde os visitantes poderão tirar uma foto que será enviada posteriormente para o seu e-mail. Todos os fotografados ganharão também um ingresso para assistir ao filme nos cinemas.

Mas o especial não para por aí: a noite continua com uma performance no palco do Spazio. Os atores da Trupe Trash se apresentam ao lado da cantora Mari Moi, que vai interpretar a música “Fame”, canção-tema do filme. Nossa querida Mari Moi é a entrevistada da semana do blog, confira!

Mari Moi é destaque na Trash 80's

Como começou sua carreira como cantora?
Pra ser sincera não me lembro exatamente à primeira vez que cantei na vida, mas foi bem cedo, bem criança mesmo. Aos 12 anos de idade iniciei meus estudos com aulas particulares de canto lírico, dai em diante em sempre estive ligada de alguma forma a música, através de bandas ou apresentações em barzinhos. E agora estou sendo produzida pelo produtor musical José Alberto Moraes que esta investindo na minha carreira, estamos em fase de gravação do CD. Em breve várias novidades.

O que representa os anos 80 e a Trash 80’s para você?
A Trash pra mim é sinônimo máximo de alegria, sempre que vou na Trash é certeza que vou me divertir. E o maior “peixe” que vendo da Trash para amigos que não conhecem é que é uma festa em que todos se sentem extremamente à vontade para serem quem realmente são. nunca vi qualquer tipo de discriminação na Trash. São pessoas livres, e eu amo liberdade! E os anos 80 se traduzem na Trash, não existe tradução melhor. Os anos 80 foi a época que passei a minha infância uma época de também muita alegria e liberdade.

A história de pessoas querendo cantar e dançar no filme “Fama” não é diferente da de muitos jovens. Você se identifica de alguma forma?
Me identifico completamente, pois me formei em Artes Cênicas em 2007 e desde lá sempre tive toda esta batalha da profissão. Fazer arte é estar em uma constante luta pelos seus ideais e objetivos e uma luta não muito fácil, mas muito prazerosa.

O que você mais gosta no filme “Fama” e na música “Fame”?
Eu gosto do fato de ser uma trajetória que mostra todos os desafios que a música, dança e as artes nos colocam. E é uma história de muita garra e agora com esta nova roupagem vai atingir mais jovens, que nunca assistiram ao filme (original). A música é incrível, cheia de energia e com uma ótima mensagem.

O que espera da sua apresentação na Trash? Como será?
Eu espero o de sempre, muita diversão e um público sensacional que sempre me acolhe com carinho, além de que é a primeira vez que me apresento na Trash da Vila Olímpia o que dá um certo friozinho na barriga. Mas uma ansiedade boa, espero que seja uma noite incrível! Até sábado!

Mari Moi - Bonita e talentosa

Serviço: Trash 80’s Vila Olímpia
Local: Spazio
Endereço: Rua Julio Diniz, 176, Vila Olímpia – São Paulo (SP)
Quanto: R$ 30. Com reserva, flyer ou carteirinha de desconto ISIC/STB, R$ 25 até a 1h. Com nome em lista de aniversário, R$ 20 até a 1h.
Dia: 07 de novembro de 2009 – Horário: A partir das 23h.
Informações: (11) 3262-4881 ou contato@trash80s.com.br.
Site: www.trash80s.com.br/vo
Lotação: 800 pessoas
Classificação etária: 18 anos
Ar condicionado / Acesso para portadores de necessidades especiais / Proibido fumar
Não possui estacionamento próprio / Aceita dinheiro e cartões Visa e Master (débito e crédito)

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Escrito em 5 de novembro de 2009 por David Denis Lobão em Entrevistas, QG da Comunicação | 1 Comment »

Entrevista: O Papa é POP… E o Falcão também!

Falcão é um artista nato, o homem já foi chamado de “rei do brega” e aceitou o rótulo numa boa. Como resultado, ele nunca saiu de moda.

Agora o astro cearense acaba de gravar a música “The Mummy” ao lado do grupo de heavy metal Massacration. A inusitada parceria rendeu até uma apresentação dos cantores no “Vídeo Music Brasil” (”VMB”, da MTV) deste ano. A música está no nosso canal especial de Halloween na Rádio Trash.

Abaixo você confere uma entrevista feita com Falcão, inedita na internet, onde confessa ser fã de histórias em quadrinhos…

Como você começou sua carreira de cantor? Desde o inicio apostou neste visual diferente?
Falcão – Quase que por acaso. Na verdade eu já compunha, desde a época do colégio, músicas nesse estilo que até hoje eu as faço, porém não tinha planos, nem cacife, para me tornar um cantor ou coisa que o valha. Mas, com o tempo, o amadurecimento e o incentivo dos amigos resolvi adentrar a essa carreira. O visual começou já no estilo brega, embora menos espalhafatoso que o atual. Também foi idéia de amigos e colegas que, vendo o estilo de música que eu tinha a apresentar, deram “força” ao meu visual.

Você é visto por muitos jornalistas como um grande ator, pelo seu trabalho como humorista. Já pensou em fazer algo ligado a cinema ou teatro?
Falcão – Teatro nunca, mas em cinema tenho feito algumas pequenas pontas e, realmente sinto vontade de fazer algo mais consistente, talvez um longa para o qual eu já tenho alguns rascunhos de roteiro.

Como você vê o humor hoje em dia? Acha que está muito estereotipado ou chulo?
Falcão – O humor sempre foi e sempre será assim mesmo. Cada povo tem seu estilo de humor. Aliás, cada região e cada pessoa têm sua maneira particular de achar ou não achar engraçada uma situação. O que pode me matar de rir ou me parecer um humor elegante, pra outra pessoa pode ser enfadonho ou chulo. O que faz rir Hebe Camargo pode fazer chorar minha avó.

Você possui ídolos? De quem o personagem Falcão é fã? E o artista por trás dele?
Falcão – Pra começo de conversa, eu não acho que o Falcão seja um personagem. Pelo menos eu nunca mudei nada na minha conduta para subir num palco e interpretar minhas músicas. O que eu mudo para as minhas apresentações é só a roupa. Quanto aos meus ídolos, são aqueles pelos quais eu fui influenciado ainda na adolescência, entre eles: Raul Seixas, Bob Dilan, Frank Zappa, Luís Gonzaga, Waldick Soriano, Zé Ramalho…

É possível desvincular a imagem do personagem Falcão da imagem do homem Marcondes? Como é o Falcão fora do palco?
Falcão – Conforme a resposta anterior, a diferença maior é, com certeza, a roupa; embora, todo a gente saiba que em cima de um palco ninguém conserva sua verdadeira personalidade. Fora do palco e dependendo da ocasião eu sou um pouco mais comedido, talvez…

Você curte desenhos e quadrinhos? Quais os seus favoritos?
Falcão – Demais. Até, em certa época da minha adolescência, já me arrisquei e risquei algumas historinhas, tirinhas e cartuns. Pode até ser lugar comum, mas eu digo que em matéria de quadrinho gosto de tudo: “Tintim”, “Batman”, “Corto Maltese”, “Asterix”, “Little Nemo”, “Maus”, “Blueberry”, “Spirit”, “Peanuts”, “Krazy Kat”, “Pato Donald”, “Tio Patinhas”, “Homem Aranha”, “Super Homem”, “Batmam”, “Elektra”, “Conan”, “Tex”, “Cavaleiros do Zodíaco”…

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Escrito em 28 de outubro de 2009 por David Denis Lobão em Entrevistas, QG da Comunicação | 1 Comment »

Entrevista com Mauricio de Sousa

Mauricio na prancheta

Nos últimos oito anos eu entrevistei mais de 200 artistas, dos mais variados tipos e estilos. De todos estes “bate-papos”, o que mais me emocionou foi à conversa que tive com Mauricio de Sousa.

O mestre dos quadrinhos brasileiros, responsável pela criação Turma da Mônica, foi de uma educação e simpatia únicas e me conquistou de cara. Hoje (27), dia do aniversário do desenhista, você confere alguns trechos do material.

Bom, pra começar, quais dos personagens da Turma são os seus favoritos?
Mauricio de Sousa: De que filho eu gosto mais? (risos) Não existe isto, eu gosto de todos eles. Com alguns personagens você transmite algum tipo de mensagem, algum tipo de proposta e com outros, não pode fazer isto. Então, estes personagens com os quais você tem mais força, mais liberdade, ou até melhores condições gráficas, técnicas ou de texto, o pessoal imagina sempre que são os prediletos ou preferidos do autor, e não é assim. É que quando eu faço uma historinha do Bidu, tem que ser o Bidu, o cachorrinho, quando faço a Mônica é uma menininha, não posso sair disto, das características que a gente já criou. Agora, quando eu faço um animal como um elefante ou um dinossauro, principalmente o dinossauro, posso me espraiar mais, me abrir mais, colocar mais de mim, é como se fosse uma fábula, é por isto que os grandes fabulistas da história do mundo usaram e abusaram dos animais pra deitar e rolar em cima de críticas sociais, até de propostas de mudanças de hábitos e costumes, como Esopo, La Fontaine, Os Irmãos Grimm. Então muita gente acha que o Horácio é o meu preferido, mas não. É porque ele vive fora do tempo, é atemporal, é um bichinho que acham que é dinossauro, mas de repente não é, e ele pode falar tudo, porque ele não está dentro do perímetro urbano, não está na roça, não está cidadezinha… Então é por aí, o personagem pelo qual você mais pode falar é tachado como o preferido ou o principal.

A "verdadeira" Mônica de Sousa com seu coelhinho

Alguns personagens coadjuvantes recentemente ganharam destaque e alguns fãs, como o Xaveco e a Denise. Existiu algum motivo para a maior participação deles, algum planejamento?
MS: Absolutamente. Isto acontece. Eu não planejei a subida do Cebolinha que nasceu coadjuvante do Franjinha, eu não planejei a subida da Monica que nasceu coadjuvante da tiras do Cebolinha e continuamos surpreendidos pela performance de um personagem e às vezes pelo gosto do público que começa a comentar e exigir mais daquele personagem. Personagem é uma coisa viva. De vez em quando, temos problema de tema e a gente bota vários personagens na história e às vezes nós precisamos brecar um pouco eles senão a historia não acaba.

As histórias também ficaram mais realistas recentemente, e o Xaveco ganhou uma participação maior com a separação dos pais dele, este tema é um tema que já estava pra ser abordado faz tempo? Afinal é delicado, não?
MS: Sim, é delicado, é algo que pensei bastante e decidi colocar, pois algumas crianças, alguns leitores, colocavam “nossa a turma da Monica mora num universo, numa cidade, onde tudo é certinho, fora do normal, ninguém se divorcia, ninguém se separa” e me manquei que realmente faltava um pouco de realidade, então optei pelo Xaveco.

Mauricio com sua esposa Alice e os mascotes do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil

E a Denise também é um choque de realidade né? É uma garota moderna, bem diferente da turma…
MS: É, realmente é uma garota diferente, metida, que quer saber tudo, que quer aparecer, todo mundo conhece uma assim, todo mundo tem uma amiga assim. Além disso, nós estamos caprichando um pouco nas falas da Denise, ela fala diferente dos outros, tem um palavreado um pouco mais diferenciado. E isto pega o pessoal mais acomodado na fala, como a Mônica e a Magali, que estranham um pouco o jeito da Denise. Vamos dizer que alguns personagens conservadores estranham um pouco a descolagem da Denise.

As histórias também se tornaram mais politicamente corretas com os personagens colando cartazes no muro em vez de pichá-los e mesmo personagem com uma mensagem social como Dorinha e o Luca. Estas idéias nasceram como?
MS: Bem, no caso dos hábitos, de não grafitar e outros cuidados, são normais. São coisas que a gente está se habituando a realizar, adquirindo estes hábitos agora. Agora, quanto aos personagens de alcance social, é uma fase realmente da história. Já que eu tenho a Turma da Mônica, que é uma história com crianças que vivem num universo real, normal, que é o nosso universo aqui de fora, precisava ter algum tipo de criança com algum tipo de deficiência física. Como eu tive na minha infância, alguns amiguinhos com quem eu brincava que tinham deficiências físicas. E nós até brincávamos com isto, então isto é algo normal, toda criança tem um amigo assim. Estava faltando este toque de realidade nas nossas historinhas. Não é porque alguma ONG me obrigou ou porque a gente TEM que por. Realmente é porque é a realidade.

Mauricio de Sousa com Pelé na época da criação do Pelézinho

E recentemente teve um choque de realidade também com a morte do bichinho de estimação do Xaveco. Mas era um tabu a morte nas historinhas não é?
MS: Então, vivo com esta realidade também, não é? Morreu uma chinchila lá em casa e foi uma choradeira, morreu um cachorrinho também, foi uma choradeira… É um assunto pertinente, que acontece na vida. E não era tabu, é tabu ainda, mas eu quero enfrentar um pouquinho isto daí, e ainda vou fazer algumas coisas neste sentido. É que como nós temos vários roteiristas trabalhando, temos uma seqüência de histórias, e que são feitas com meses de antecedência. Um plano destes, um plano mórbido destes, tem que ser muito bem planejado, pro pessoal desligar a máquina de respiração ao mesmo tempo em todas as pranchetas, em todas as mesas. Dá um pouco de trabalho técnico aqui pro estúdio você mandar um personagem pra terra do Penadinho. E a chinchila do Xaveco morreu, porque as minhas morreram e foi muito triste lá em casa, até pra mim. Tão bonitinhas, delicadinhas, brincavam na sala, a gente soltava e ficavam pulando pra lá e pra cá.

A Turma da Tina ganhou destaque recentemente com revistas próprias e Almanaques. Ela foi uma das personagens que mais evoluíram, indo até parar na faculdade. E os fãs pedem no Orkut tramas mais adultas pra ela, existem planos uma revista com histórias falando de campanhas contra drogas, sexo seguro ou mesmo contra o preconceito homossexual com algum personagem gay amigo dela?
MS: Com a Tina nós vamos sofrer um “upgrade”, por causa da turma da Mônica Jovem. Ela vai ficar mais adulta realmente e tratar de assuntos mais adultos. Estamos estudando isto neste momento.

Então existe a possibilidade dos pedidos dos fãs por tramas mais adultas para ela e sua turma serem atendidos? Existe alguma data pra isto ocorrer?
MS: Olha não é só a pedido dos fãs, isto também, mas é a realidade, é a vida vivida, você tem que fazer alguma coisa com o que você está vivendo, senão você não está falando com a comunidade. Mas não temos data pra isto, veremos depois de terminarmos o projeto Mônica Jovem, já que estamos ainda acertando os ponteiros, principalmente na produção, pois é dureza fazer 120 páginas com aquele requinte todo, além de tudo que nós fazíamos, que já era uma calamidade. Então, estou contratando gente, aumentando nosso poderio de fogo aqui, contratando roteiristas. Acabando esta fase, que deve durar mais um mês e meio, nós vamos pensar em cima do novo projeto Tina.

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Halloween Trash 80’s na The Week: Entrevista com o grupo Massacration, os “Deuses do Metal” – Parte 2

Hoje continuamos a publicar a entrevista com o grupo Massacration. A banda humorística de heavy metal (semelhante ao Spinal Tap) foi criada em 2002 por integrantes do programa “Hermes e Renato”, da MTV.

A grande sacada da história do Massacration é que os integrantes são todos “personagens” que acreditam verdadeiramente ser “os deuses do metal” e não humoristas. Sendo assim, eles “nem sabem o que é Hermes e Renato”. A regra vale inclusive para entrevistas com a trupe, que sempre responde às perguntas dentro dos seus papéis, em uma atitude semelhante à de Sacha Baron Cohen, que só responde aos jornalistas na pele de Borat, Bruno ou Ally G.

Para ler a primeira parte do bate-papo clique AQUI

O que vocês gostam dos anos 80? O que marcou esta década pro grupo? Quais os seus favoritos dos quadrinhos, filmes, desenhos e claro músicas dos anos 80.
Da Marriete, Magda Cotrofe e Xuxa. O que marcou foi nosso disco “Manymetal”, uma homenagem as criaturas animais na época. Esse tipo de manifestação artística é muito infantil e gay, portanto não nos interessa. Já musicalmente falando nossa música foi o que mais nos chamou atenção nos anos 80.

O que os ‘trashers’ podem esperar do show do Massacration no Halloweeen da Trash 80’s? Músicas do repertório da banda? Músicas dos anos 80?
Esperar? Nada! A não ser que estejam todos grávidos! Mas em relação à apresentação,
o público verá uma explosão esdrúxula de ‘riffs e batucadas’ cuspidos com agressividade em um show cheio de sensualidade explícita. Tocaremos sucessos novos e velhos e coisa ou outra da década ridícula que foi os anos 80.

O grupo está ansioso pela apresentação no palco da The Week? Vão aproveitar a festinha e tirar a maquiagem depois do show e “se jogar” anônimos na pista de dança?
Ansiosos? (risos) É algum tipo de brincadeira? Nem no ‘Shea Stadium’ em Londres, nem no ‘Holywood Bowl’ em L.A., nem no ‘Tokio Dome’ no Japão tivemos esse problema! Porque iríamos ficar nervosos em tocar em uma modesta casa de show em um país de terceiro mundo como a Bolívia?
Anônimos! O que você quer dizer? Acho melhor encerrarmos a entrevista por aqui! Você está querendo dizer que não somos uma banda de verdade? …Que somos uma banda ‘fake’ que usa perucas e roupas espalhafatosas? Que sacaneia todos os clichês ridículos do metal, tirando o espaço de bandas sérias, em troca de alguns milhares de dólares? Fuck Offy!!!!!!!!!!!

Serviço: Show do grupo Massacration – Halloween Trash 80’s na The Week
Local: The Week
Endereço: Rua Guaicurus 324, próximo ao terminal Lapa de ônibus, São Paulo (SP)
Quanto: Antecipado, R$ 25. Porta, R$ 35

Dia: 30 de outubro de 2009
Horário: A partir das 23h
Informações: (11) 3262-4881 ou contato@trash80s.com.br
Site: www.trash80s.com.br/halloweentrash/

Lotação: 3000 pessoas
Classificação etária: 18 anos
Ar condicionado / Acesso para portadores de necessidades especiais / Área externa para fumantes / A casa possui estacionamento próprio: R$ 20
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Escrito em 26 de outubro de 2009 por David Denis Lobão em Entrevistas, QG da Comunicação | No Comments »

Vovó, eu acho que eu vi uma mulher igualzinha a senhora…

Catia na pela da Vovó - Arquivo pessoal

Você já ouviu falar de um cosplayer? Este é o nome dado para a pessoa que faz cosplay. Tá, eu não ajudei muito. Então vamos tentar novamente: Cosplay é o nome dado para a roupa, a fantasia, feita e utilizada por um fã de determinados personagens para homenageá-los.

A expressão “cosplay” é a junção de duas palavras em inglês costume e play, ou seja, “brincar fantasiado”. Surgiu nos anos 70 nos Estados Unidos em convenções de fãs de “Star Wars” e “Star Trek” e nos anos 80 chegou ao Japão. No Brasil, o hobbie desembarcou nos anos 90 e a cada dia ganha mais adeptos.

Para aproveitar o clima do dia das bruxas e mostrar que não existe idade máxima para “brincar fantasiado”, batemos um papo com Catia Villagrand. A simpática senhora de Porto Alegre, é uma cosplayer e vai em eventos junto com os filhos e assume “se diverte pra valer”.

Para ilustrar esta entrevista ela nos enviou fotos suas como a Vovó Granny dos “Looney Toones”, com direito até a um Piu-Piu de pelúcia para completar o figurino. Agora você não tem mais a desculpa para não ir fantasiado nas festas de Halloween. Divirta-se!

Com o doce Piu-Piu - Arquivo pessoal

Como a senhora se tornou uma cosplayer?
Bom para começo de conversa, vamos parar com esse papo de senhora, sou a Catia ou como quiser me chamar: Bruxa do 71, Senhorita Clotilde… Enfim. Só fazia cosplays para meus filhos e sempre tive vontade de fazer um para mim. Mas sempre fui deixando passar até que um dia me ocorreu a ideia de fazer o da Senhorita Clotilde, meus filhos duvidaram que teria coragem aí eu provei que faria e deu certo, todos gostaram muito.

Quais as dificuldades iniciais que enfrentou?
Em fazer cosplay nenhuma. Só que as vezes me confundo fico em duvida não sei que personagem fazer, mas sempre vem ideia ou os amigos ajudam me dando opinião.

As vizinhas, parentes e amigos lidaram bem com a novidade?
As vizinhas já estavam acostumadas a ver meus filhos ensaiando, mas quando me viram vestida de Bruxa do 71 acharam engraçado perguntavam se era fantasia de quê,agora nem ligam mais só que ficam espiando quando a van vem nos buscar (risos). Parentes próximos eu não tenho, só meus filhos e esses sim se orgulham da mãe.

Como é ter uma família inteira de filhos e nora unidos pelo cosplay? Terá um neto cosplayer também?
Meu maior orgulho são meus filhos cosplayers,me sinto importante diferente, cada cosplay que confecciono é uma obra de arte para mim. Tem uns que não acho bonito como o do Nemesis (“Resident Evill”), mas depois que vi o sucesso que fez senti vontade de chorar de tanto orgulho em dizer nós fizemos. Neto? Como quero um. Ainda não chegou. Mas tenho certeza que se for filho da Carla e do Ernani vai ser o mais jovem cosplayer dos eventos do Rio Grande do Sul.

Que incentivos você daria para pessoas que possuam uma certa idade, querem fazer algo de diferente, mas tem vergonha de ser cosplayer?
Eu acho muito melhor fazer cosplay que ficar em casa vendo a vida passar, inativos só pensando na vida e “como era bom ” ou pensar “no meu tempo eu”… Ah! Para com isso! Viva! E se divirta da melhor maneira possível. Não existe coisa melhor que estar junto dos jovens, sangue novo cheios de ideias. Aprendo muito com eles e acho que ensino também. Cosplay foi minha cura, chegou na hora certa, fez minha vida mudar.

Para conhecer um pouco mais do trabalho da Catia, visite seu site: www.familiacosplay.com.br

Serviço: Trash 80’s Centro – ACME: Homenagem aos Looney Tunes
Local: Clube Caravaggio
Endereço: Rua Álvaro de Carvalho, 40, Centro – São Paulo (próximo ao metrô Anhangabaú)
Quanto: R$ 30. Com reserva ou flyer impresso do site, R$ 25 até a 1h
Dia: 24 de outubro de 2009
Horário: A partir das 23h
Informações: (11) 3262-4881 ou contato@trash80s.com.br
Lotação: 600 pessoas
Classificação etária: 18 anos
Ar condicionado / Acesso para portadores de necessidades especiais / Proibido fumar
Não possui estacionamento próprio
Aceita dinheiro e cartões Visa e Master (débito e crédito)

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Escrito em 23 de outubro de 2009 por David Denis Lobão em Entrevistas, QG da Comunicação | 2 Comments »

Entrevista com o DJ Catatau, que completa cinco anos de Trash 80’s, neste sábado na Vila Olímpia

Neste sábado a dubladora Cecília Lemes (a voz da Chiquinha no seriado “Chaves”) não será a única atração da Trash 80’s na Vila Olímpia. A festa também preparou uma homenagem ao nosso querido DJ Catatau, que está completando cinco anos nas nossas pick-ups.

Se você não é um trasher veterano, nós montamos uma pequena entrevista com o DJ Catatau, assim todos vão poder conhecer melhor o trabalho deste incrível artista da Trash VO. Confira!

Como você resume sua.carreira de DJ. Faça para nossos leitores um “Catatau por Catatau”…
Começou como uma brincadeira. Como toda pessoa que ama música e ama dançar eu me encantei com o poder que o DJ tem nas mãos de escolher as músicas que fazem as pessoas se divertirem. Quando eu to na cabine a minha intenção é essa, levar diversão pra quem ta dançando o meu set. Comecei de farra, tocando nas festas que eu frequentava, às vezes inventando festa só pra ter a desculpa de tocar. Quando eu conheci a Trash 80’s, a festa já exista há uns dois anos, mas pra mim era tudo novidade e foi paixão a primeira vista. E é lógico que eu fique morrendo de vontade de discotecar na festa de fazer parte daquilo tudo. A primeira vez que eu pisei na Trash 80’s foi em março de 2004, virei Trasher que ia todo fim de semana até que me convidaram pra ser DJ convidado em julho e em outubro de 2004 eu estreei como DJ residente da Trash 80’s na Vila Olímpia. E foi a realização de um sonho que já dura cinco anos e eu quero mais 50 (risos).

O que representa para você estes cinco anos de Trash 80’s? Que lembranças boas e engraçadas você destaca durante a jornada?
São cinco anos de alegria no coração (risos). Aconteceram tantas coisas bacanas. E têm coisas memoráveis, grandes eventos, como tocar na Avenida Paulista na abertura da Parada Gay, ver a principal avenida da cidade com tanta gente quem nem dava pra enxergar o fim e ai eu toquei Tindolelê da Xuxa e ver aquele mar de mãos pra cima: “Pa ra ra ra ra HEEEEEEEEEEEEEYYYYYYY”. É foda, arrepia só de lembrar. Tocar no Tom Brasil (agora é HSBC) foi incrível também. E levar a Trash 80’s pra outros estados como Paraná e Santa Catarina. Mas também tem os momentos que vão acontecendo semana apos semana, o vinculo que vai se formando com os trashers, todas as noites são especiais de alguma forma.

E por que Catatau? Como surgiu o nome artístico? Podemos conhecer o nome verdadeiro do Catatau?
Catatau é nick de internet. É por causa do ursinho do desenho do Zé Colméia. Eu comecei a usar sem me preocupar muito em ter um significado e pegou. Falando assim parece que o meu nome é até um segredo (risos). Meu nome é Sérgio. Eu tenho cara de Sérgio?

Dentro do seu ’set list’, quais sãos as músicas “obrigatórias” e “inesquecíveis”?
As musicas vão se revezado. Tem fases e também depende muito do publico. Eu adoro tocar músicas que tem resposta da pista, musica que o povo grita, canta junto, bate palma, levanta a mão. A reação da pista quando passa no telão a abertura do desenho “Nossa Turma” com a música “Get Along Gang” é incrível, uns param pra ver, outros ficam apontando pro telão é gostoso quando rola essa química. Tem o clipe dos brinquedos com o jingle da estrela que também causa uma reação bacana.

Além de DJ, o que mais faz o Catatau da vida? Mate nossa curiosidade e passe sua ficha corrida com outras profissões e hobbies…
Então, né? (risos). De segunda a sexta eu trabalho num banco, todo arrumadinho (risos). Agora eu comecei a fazer academia pra cuidar do corpinho. Meu hobbie ultimamente é cuidar da fazendinha do Facebook (Risos). Oh praga que vicia! E eu to tentando fazer um blog onde eu reúno e comento o “Top 10” das paradas dos Estados Unidos e da Inglaterra (www.tophitsingles.blogspot.com) quando a preguiça deixa eu cuido dele, tá bonitinho.

E para o futuro, quais os planos do DJ Catatau? Pretende emplacar mais cinco anos de Trash 80’s?
Quero mais 50 anos de Trash 80s! Quero continuar tocando na Trash 80’s, fazer cada vez mais bagunça, tocar de vez em quando no centro. Beijo pro Eneas (risos).

Serviço: Trash 80’s Vila Olímpia
Local: Spazio
Endereço: Rua Julio Diniz, 176, Vila Olímpia – São Paulo (SP)
Quanto: R$ 30. Com reserva, flyer ou carteirinha de desconto ISIC/STB, R$ 25 até a 1h. Com nome em lista de aniversário, R$ 20 até a 1h.
Dia: 24 de outubro de 2009
Horário: A partir das 23h.
Informações: (11) 3262-4881 ou contato@trash80s.com.br.
Lotação: 800 pessoas
Classificação etária: 18 anos
Ar condicionado / Acesso para portadores de necessidades especiais / Proibido fumar
Não possui estacionamento próprio
Aceita dinheiro e cartões Visa e Master (débito e crédito)

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Escrito em 22 de outubro de 2009 por David Denis Lobão em Entrevistas, Parabéns!, QG da Comunicação | No Comments »

Por onde anda você… Zodja Pereira (a eterna boneca de pano Emília)

Zodja (como Emília) e o elenco do "Sítio" reunido na Band

Quem não ficou alguma vez na vida encantado com uma das história de Monteiro Lobato? O mestre da literatura brasileira criou o “Sítio do Picapau Amarelo”, que ganhou fama graças à televisão, onde teve quatro atrizes vivendo a boneca de pano Emília durante sua “temporada clássica” entre 1952 e 1982.

Foram elas Lúcia Lambertini (TV Tupi e TV Cultura), Zodja Pereira (Bandeirantes), Dirce Migliaccio (Globo) e Reny de Oliveira (Globo). Destas quatro grandes atrizes Lúcia e Dirce já faleceram e Reny mora nos Estados Unidos e não dá entrevistas sobre a sua participação no “Sítio”. Desta forma, por onde anda Zodja?

A atriz continua na ativa e trabalhando em São Paulo. Depois de abandonar o “Sítio”, Zodja fez diversas novelas como “Heidi” (Bandeirantes), “Ídolo de Pano” (Tupi), “Um Dia, o Amor” (Tupi), “Vidas Marcadas” (Record) e “Uma esperança no ar” (SBT). Até deixar a televisão para se dedicar a dublagem, onde fez a voz de personagens marcantes como Benikiba (“Jiraiya”), Sazorian (“Goggle Five”) e Lady M. (“Machineman”).

Zodja Pereira se encontra com a autora Tatiana Belinky 40 anos depois do "Sítio"

Atualmente Zodja Pereira continua dublando (fez recentemente o filme “30 Dias de Noite” e “Farenheit 9/11”) e é diretora artística do estúdio DuBrasil (de “Os Cavaleiros do Zodíaco: Saga Inferno”), onde também é professora de dublagem.

Agora Zodja também mostra seu talento como escritora no livro “Antologia de Poesias e Poemas“, lançamento da Madio Editorial. A coletanea trás trabalhos da atriz e de mais 17 autores. O lançamento oficial ocorre neste sábado, dia 24 de outubro, das 17h às 20h na Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1731 – Jardins / SP) uma excelente oportunidade de rever esta grande artista brasileira.

Zodja com seus alunos da escola de dublagem DuBrasil em São Paulo

Confira abaixo uma entrevista com nossa eterna boneca de pano.

Você foi uma das “Emilias” do “Sitio do Pica Pau Amarelo”. Como foi esta fase de sua carreira lidando com um público infanto-juvenil?
Fazer a Emilia foi uma experiência muito rica tanto como atriz quanto como pessoa. Trabalhar sob a direção de Julio Gouvea, com textos de Tatiana Belinky é, além de uma honra, uma grande escola. Fica muito fácil lidar com o publico infanto-juvenil quando o trabalho que se faz o respeita. Essa era a grande marca do “Sitio do Picapau Amarelo”, produzido por Julio Gouvea, em São Paulo.

Sua carreira na TV continuou com novelas como “Uma Esperança no Ar”. Porque deixou a televisão?
É verdade. Atuei como atriz nas TVs Record, Bandeirantes, Excesior, Tupi, Cultura e SBT, em São Paulo. Em determinado momento as produções se transferiram para o Rio de Janeiro e como não quis mudar de cidade, busquei outras alternativas profissionais.

Como era fazer TV nesta época? E paralelamente como funcionava a dublagem?
Nessa época fazer TV exigia de toda a equipe criatividade, flexibilidade, agilidade e muito talento, pois enfrentávamos desafios de vários níveis e, de modo geral, conseguíamos excelentes resultados. A dublagem, por outro lado, vivia seu momento áureo. Não se concebia ver um filme ou série na TV sem dublagem. E, como tinha um grande volume de trabalho, os profissionais foram se especializando cada vez mais. É interessante perceber que, os que, hoje, se colocam contra a dublagem, tiveram sua infância enriquecida, fascinada pela dublagem brasileira.

Como começou sua carreira de dubladora?
Comecei a dublar em torno de 1978, quando começava a declinar a teledramaturgia em SP.

Você fez papeis marcantes como a Caroline (de “Grace”) e atrizes conhecidas como Marie Cheatham. Quais dublagens mais te marcaram?
É mais fácil lembrar quando fazemos uma série, mas, eu, na maioria das vezes, dublei longa-metragens e aí, sinceramente, não saberia destacar esse ou aquele trabalho.

Porque a senhora deu uma pausa na carreira para morar no nordeste? Como foi esta fase?
Minha ida para Natal foi algo muito especial… De repente tive filhos crescidos, resolvi morar com minha mãe e graças a Deus fui, pois 9 meses depois ela faleceu, me deixando a alegria de ter aproveitado um pouco mais da sua sabedoria e carinho. Enquanto lá estava, desenvolvi uma série de cursos de Programação Neurolinguistica, como Trainer, divulgando o Instituto PAHC, onde me formei, criando a PAHC-Nordeste.

O que fez a senhora voltar para São Paulo e para a dublagem?
A saudade e a vontade de desenvolver o Projeto DuBrasil junto com o (ator) Hermes (Baroli – filho da atriz). A DuBrasil é um estudio-escola. Estamos juntos nesse projeto, Hermes Baroli, meu filho, Sergio Moreno, meu amigo e eu. Nosso objetivo é resgatar a qualidade da dublagem brasileira. Com o novo ritmo de produção que foi imposto ao mercado ficou desafiante não apenas a renovação de elenco, mas também a reciclagem dos profissionais, tão necessária em qualquer profissão, principalmente num trabalho artístico.

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