Arquivo para 2005


Jp

Comemoro meu primeiro aniversário de Trash como trasher da semana… tem maneira melhor de assoprar a velinha?!

Diretamente do túnel do tempo…
Tudo começou com um convite do amigo e também companheiro de lida Márcio (vulgo Marmigué) pra, num sábado de outubro de 2004, irmos com uma galerinha pra Sampa comemorar seu aniversário num lugar chamado Trash. Como? Trash! E o que rola lá? Um bando de gente divertida que se acaba de dançar ao som dos anos 80. Fechado! Como nunca tinha ido nesse lugar antes?

Festa estranha com gente esquisita…
Pega reto aqui, vira à direita, depois contorna ali na frente e, se você não fizer nenhuma barbeiragem, chega lá. A ponte rodoviária Jundiaí – Trash, ainda desconhecida, iria se tornar a coqueluche dos finais de semana. Já de cara, para me desvirginar, tive o prazer cósmico de ver o show da Gigi, aquela do Bambalalão. O que mais eu poderia querer? Um banho de lembranças bem vividas quando a única preocupação era não querer dormir para não parar de brincar. E lá pelas tantas e outros tantos copos (não sou mais criança!) até foto com a Gigi eu tirei!

Meu corpo estremece e já não consegue parar…
Daquele dia em diante foi vício à primeira vista! O efeito dominó foi imediato e a caipirada jundiaiense começou a invadir a Trash! Eu queria que todo mundo conhecesse aquele lugar superfantástico! Chamei meus amigos, amigos de amigos, ex e atuais, primas, irmão com a namorada e quem mais quisesse vir! E, claro, todos amavam e queriam bis! As caravanas começaram a arrecadar cada vez mais corpos curiosos, rumo à capital, pra diversão garantida!

É tão bom, bom, bom, bom…
Sempre passo momentos bons por lá. Não consigo puxar na memória algo ruim que possa ter acontecido nas noites que varei dançando, rindo com os amigos das antigas e com tantos outros novos que conheci por lá. Não consigo porque não existe, claro! Chatice não “orna” com Trash! Diversão, sim! Pessoas animadas, bom humor, beijo na boca e também novos amores! Portanto, fiquem atentos às flechas do Cupido porque, com certeza, ele também é um trasher! Resumindo, o lema é: abra suas asas, libere a energia e vamos pular!

Um dia me perguntaram se eu não cansava de ir à Trash. A resposta foi simples: NÃO! E por quê? Porque não, oras! Só indo pra entender o que digo… como costumo falar: eu vou, quem quiser que venha…

Uma música: “Menina Veneno” – pra toda minha patota!


Escrito em 28 de outubro de 2005 por Neto em QG da Comunicação, Trasher da Semana | No Comments »

Júnior Ice

Essa semana recebi o convite para ser o Trasher da Semana e claro que topei! Falar da Trash é fácil. Lugar mágico e fantástico. Mas vamos ao que interessa:

Descobri a festa por acaso. Saí procurando por algum lugar e acabei chegando lá. Nesse primeiro dia, porém, não entrei. Cheguei tarde e só observei a movimentação, que, por sinal, me deixou muito curioso.

Então, no dia 1º de agosto de 2003, resolvi ir bem cedo, e a Cammie (uma amiga pré-Trash) foi comigo. Descobrimos um novo mundo, a terra do nunca! Logo de cara, o ambiente e o som já contagiaram.

Já fui à Trash diversas vezes e cada noite é diferente. Cada vez um tema, uma decoração diferente que dá um toque especial. Tudo é especial, até a pessoa que limpa a casa depois que a música pára!

Fui a festas inesquecíveis, Halloween no Cambridge, Miss e Mister Trash, o dia que o famoso DJ Ice tocou e outras tantas.

Mas não posso falar da Trash sem falar dos membros da Trash Mezzanino (TM), os queridos mezzaniners!

O que é a TM? Uma turma que se uniu em 11 de outubro de 2003, no mezzanino da Trash. Quem são essas pessoas? Na formação original: Ice, Gus, Thais, Ju Farano e Vanessa, meus grandes amigos. Pessoas que se conheciam havia pouco tempo, mas que tinham grande afinidade.

Não demorou para muita gente querer participar dos brindes de tequila. Quer saber qual a atual formação? É gente demais para caber numa lista. Quer saber qual o objetivo da Trash Mezzanino? Festejar, beber e se jogar!

Em nenhuma balada é possível fazer tantos amigos como na Trash! Pessoas que se tornaram importantes e essenciais em minha vida. Que participam dela até fora da festa, em churrascos, Charms, jantares e por aí vai.

Algumas pessoas não podem faltar em uma Trash ideal: mezzaniners, trashers das Antigas, gourmets, todo o staff da Trash e, claro, alguns amigos em especial: Eneas, Wander, Tonyy, Paulinha e Anderson, Nola, Taty, Cammie, Roberta, Aninha, Paulo, Olívia, Lígias, Dani Bonani, Chiara, Suzie, TT, Sandra, Malu, Eva, Lulus, Duzão, Maô, Neto, Marmigue, Vini, Tiago DJ, Lubo e muitos outros que não caberiam aqui mas por quem eu tenho muito carinho.

Hoje namoro uma pessoa maravilhosa, que me acompanha em toda Trash que eu vou. Taty, amo você!

A grande sacada da festa são as pessoas que lá freqüentam e que fazem a festa. São os verdadeiros alicerces da Trash. Um lugar que existe há muito tempo e que, com certeza, terá uma vida longa!

Pra terminar, só digo uma coisa: uh, Mezzanino!


Escrito em 8 de outubro de 2005 por Neto em QG da Comunicação, Trasher da Semana | No Comments »

Ju Pink

Conheci a Trash em setembro ou outubro do ano passado. Sempre tive curiosidade de conhecer a festa, pois a grande maioria dos meus amigos já tinham ido e diziam que era incrível, só que eu nunca tive oportunidade, até conhecer a Chiara. Logo nos primeiros dias de amizade fui vê-la na Trash, e um dia resolvi entrar pra conhecer o lugar.

Na primeira vez que entrei na Trash, vi um povo animado dançando “Thundercats”, e fiquei meio no canto porque não estava acostumada com esse tipo de música. Logo comecei a conhecer o pessoal, que me receberam muito bem, e quando percebi já estava no palquinho dançando horrores músicas de artistas incríveis que eu não ouvia em outras baladas, como George Michael, Lipps Inc. e Baccara.

O que eu mais gosto na Trash 80’s é que, além do pessoal ser muito receptivo, ninguém te julga pela aparência ou por qualquer outra coisa; eles aceitam de braços abertos qualquer um que entre lá. Fora isso, a Trash sempre oferece surpresas, como as performances no palquinho, desfiles, presentinhos na entrada. O clima lá dentro é dos melhores; impossível ficar parado por mais de dois minutos. Hoje em dia eu até sei algumas coreografias, que são divertidíssimas, e já paguei uns micos: outro dia até desfilei!!! Quem diria…

Hoje posso dizer que a Trash 80’s faz parte da minha vida. Sempre que vou lá encontro pessoas queridas, animadas e que sempre estão prontas pra dançar horrores e se divertir.


Escrito em 14 de setembro de 2005 por Neto em QG da Comunicação, Trasher da Semana | No Comments »

Karina Pena

Riso e Paixão

Magia e Sonho

Alegria e Fascínio

Odisséia…

Tudo começou nos idos de outubro de 2004, quando minha então ex-coleguinha de escola Ju Farano (sim, meu monstro criador originário!) me chamou para seu aniversário na Trash. Foi uma Pop Trash. A partir daí, entre o sono e o sonho, entre mim e o que há em mim, muito mais do que a diversão garantida, veio a magia.

Seduzida com a proposta, uma festa 80´s no Centro de São Paulo com muita caricatice, meio tímida (sim, eu era tímida no começo!), voltei. Voltei outro dia, e outro e mais outro. Então, o fascínio. Do fascínio ao vício. E meus dias decerto nunca mais foram iguais. Até parece um grande exagero dizer isso, palavras fortes, mas quem vive no mundo Trash sabe que, quando muito, trata-se de um mero eufemismo.

E depois de impagáveis dez meses, muita diversão, muita double vodka, blackout, muito palquinho, chão, pessoas, beijos, risadas, fotos, até performance (!!!), e muitos, muitos amigos: paixão. Conheci pessoas realmente incríveis e especiais na Trash, que dia após dia, se tornam mais presentes, constantes e necessárias no meu mundo, na minha rotina. E veio o Mezzanino (uma honra fazer parte!), vieram os churrascos, viagens, tudo! A Trash é de fato um lugar fora do senso comum, é mágico, brilha, inspira, seduz, acontece. Na Trash todo mundo é o que é, não há espaço para “linhas”, lá as pessoas escancaram mesmo, arrancam a moldura e jogam a alma e isso faz esse lugar contagiante. Alegria. Enfim, palavras são insuficientes para esgotar meu mundo Trash, meu mundo com os trashers.

Divaguei. Fiquei e fico muito feliz de fazer parte disso tudo, de ter conhecido esta festa que é pura diversão, de fazer parte dela, de ter conhecido pessoas tão únicas! Quero mesmo que esta odisséia seja muito longa, duradoura e cada vez mais sólida!

E arrematando com meu TOP 3:

Melhores Músicas: “Like a Virgin”, “Freedom” e “Girl Just Wanna Have Fun”.

Pra cantar no karaokê da Pop: “Só Você”, “Exagerado” e “Caça e Caçador”.

Melhor clipe: o do Gremlin ! Foi absurdo! Chorei.


Escrito em 12 de agosto de 2005 por Neto em QG da Comunicação, Trasher da Semana | No Comments »

Madonna e a moda 80’s

Por Evandro Santo e Roberta Ribeiro para Trash 80´s

Se a moda feminina dos anos 80 tivesse de ser resumida numa única pessoa, esta poderia ser Madonna. Além de pop star da música, ela sempre se preocupou muito em montar looks que espelhassem sua personalidade forte.

De 1982 a 1985, o visual da diva ficou conhecido como “vagabond chic”. Crucifixos, rendas, lingeries, cabelos rinsados até as pontas e cinto com a inscrição “boy toy” fizeram com que a fama da loira se tornasse inquestionável. Junto com o sucesso, surgiram as “Wannabes”, garotas que imitavam o jeito de se vestir e a atitude da cantora.

Em 1986, começa a revolução no corpo e no estilo da musa, pela primeira vez na carreira. Os cabelos, em louro-platinado, muito curtos. Os penduricalhos somem e a então senhora Sean Penn emagrece oito quilos e vira músculos e osso. “True Blue”, “Who’s That Girl” e “You Can Dance” são dessa fase, que ficou conhecida como “clean Marilyn”. Um clean que beirava o cafona.

Com o fim do casamento com Penn, Madonna chega em 1989 com mais mudanças. A cultura religiosa e a mistura de feminino e masculino tomaram conta do look da diva. Ternos com lingerie, como o de “Express Yourself”, e o famoso sutiã de cones de Jean Paul Gaultier marcam o fim da década de 80. A partir de então, ela passa a se associar a estilistas europeus e se firma como ídolo fashion.

A camaleoa Madonna é prova cabal de que para estar na moda é preciso muito mais que roupas de grife. São necessários muita atitude e muito estilo para não transformar o fashion em banalidade.


Escrito em 26 de maio de 2005 por felipe em Cultura Trash, QG da Comunicação | 1 Comment »

Magal

Por Roberta Ribeiro para Trash 80’s

Um dos ídolos mais queridos da Trash, o amante latino Sidney Magal fala sobre carreira, novela e, claro, sobre Trash 80’s. Pura simpatia.

Trash 80’s: Há um ano você fazia show com a Trash 80’s pela primeira vez. O que mudou de lá para cá?

Sidney Magal: Sem dúvida, aconteceram coisas muito interessantes, e foi de dois anos pra cá. Eu costumo dizer que, no caso específico da minha carreira, esse revival dos anos 70 e 80 me pegou de surpresa, quando a revista Trip fez uma capa de revista comigo, numa matéria maravilhosa, me chamando de o rei do pop.

Eu fiquei superfeliz porque sabia que a revista normalmente não mostrava artistas populares, não dava espaço para artistas muito populares, então fiquei muito feliz com isso, foi um dos primeiros acontecimentos que me impressionaram bastante.

Aí eu fiz a festa de dois anos da revista TPM, que também é deles, com um público tremendamente jovem, e foi um grande sucesso. Eu comecei a sentir que as coisas estavam rolando muito pra esse lado, até que veio o show da Trash que sem dúvida foi uma outra grande surpresa, uma outra grande emoção, quando eu percebi que tinha realmente um público que adorava e cultuava essas músicas da década de 70 e 80, e principalmente as minhas, né?! Isso me deixou muito feliz!

O Tonyy, o Felipe [Paltronieri, agente da Trash 80’s] sempre conversavam muito comigo sobre isso e falavam: “Magal, o público quer muito, eles pedem muito, se você não for vai ficar muito chato”. Até que pintou o espaço maior da Vila Olímpia. Porque na Trash Centro, , a primeira, que eu não conheço infelizmente, eles achavam que era muito pequenininha e não tinha condição da gente fazer alguma coisa. Então, quando surgiu o espaço maior na Vila Olímpia e eu fiz o show na Trash 80’s, desencadeou-se uma série de coisas maravilhosas, foram pintando shows muito mais jovens do que os que eu estava acostumado a fazer.

Mudou o público?

É, ele renovou. Quando a gente fala mudou, fica parecendo que mudou do público que eu tinha pra esse público. Não, ele foi renovado, quer dizer, as pessoas que antes tinham quatorze anos de idade – eu já tenho trinta de carreira – elas já tem quarenta e tantos anos de idade, já não são meninas e são mães de crianças ou de jovens de quinze anos de idade, que são essa geração nova que também começou a curtir meu trabalho. Então eu sempre fiquei questionando se não eram os pais que estavam passando toda a minha energia pra eles ou se, de repente, eles encontraram em mim mesmo uma coisa de muita energia, de muito pique, de muita vibração, que, normalmente, não se encontra em pessoas de mais de cinqüenta anos.

Rolaram coisas extraordinárias, eu fiz uma festa lá em Porto Alegre também que é muito famosa, uma festa de rock, um festival de rock enorme [Planeta Atlântida], e eles fizeram pela primeira vez um palco chamado “Balonê”, que era só anos 80 e foi um delírio! Quase derrubaram a tenda em que nós estávamos de tanta gente, estava rolando um puta show de rock no palco principal e, no entanto, o pessoal não arredava pé, cantando, vibrando, inclusive gritando “al, al, al, Magal no palco principal!”.

Eu comecei a ver que tudo isso, da Trash 80’s, da Trip, começou a abrir meus horizontes para um público muito jovem, que me deixou muito feliz, porque, de repente, não era nem uma renovação do meu repertório, era o próprio repertório da década de 70 e 80. Sem dúvida, foi muito legal.

A novela [“Da Cor do Pecado”, da Rede Globo] depois ajudou pra caramba, porque aí já pegou um público menor ainda, pegou muita criança, que não tinha nem referência de como seria o verdadeiro Magal da década de 70 e que passou a ter por causa da novela, aquela imitação que o Cauã [Reymond] fez, foi uma série de coisas que colaboraram pra caramba, né?

Então mudou muita coisa em um ano, né?

Mudou, mudou! Porque, inclusive eu já achava muita dificuldade de renovar o repertório, porque sempre que a gente quer fazer alguma coisa nova, primeiro as gravadoras começam a dar o contra, porque acham que você está controlado de uma maneira só e com um repertório só. Aí você começa a querer fazer coisas novas e não encontrar apoio de muita gente. Aí começa a entrar na tua cabeça aquela coisa do, bom, então, eu acho que, na verdade, meu tempo já passou, a minha época já passou e foi exatamente isso que os jovens não deixaram acontecer.

A maior surpresa é agora, o clipe na MTV, brigando pelo melhor clipe de MPB. Eu estou sabendo que é uma votação alucinante, está rolando um monte de coisas. Eu não tenho pretensões de realmente ganhar porque eu sei que tem o Marcelo D2, tem Los Hermanos, tem um pessoal muito legal, o próprio Arnaldo Antunes, mas, de qualquer maneira, estar ali entre os cinco já é super importante, porque é um público jovem, um público que encontra comigo nos lugares e diz “olha, to votando pra cacete no teu clipe porque eu adoro teu clipe”. Então é muito bom, eu acho que só pintou coisa boa mesmo.

Você deve gostar muito do que faz, afinal, ninguém passa trinta anos fazendo algo que não gosta. Existe alguma coisa na carreira que o incomode? Qual a melhor parte de ser famoso?

A melhor coisa, sem dúvida, é o público. Isso aí acho que é a única coisa que me faz ficar em pé no palco e ter a mesma energia, porque eu mesmo me surpreendo às vezes. Caramba, são trinta anos de disco, fora os outros anos antes, pra chegar ao primeiro disco, então eu digo, já é uma vida inteira voltada pra isso, é onde eu vou buscar energia. Por exemplo, há um mês, mais, quase dois meses, eu operei de vesícula e hérnia umbilical e nove dias depois eu estava fazendo um show, no palco, alucinadamente. O médico tinha me pedido pra não arriscar, porque podia arrebentar os pontos e tal, essas coisas, e, no entanto, a energia é uma coisa alucinante, então, a melhor coisa é o público, não há a menor dúvida.

Sem o público eu acho que talvez eu já tivesse desistido pelo meio do caminho. E a pior coisa é sempre a… o que sempre existiu e sempre vai existir. A gente está num país onde, ao mesmo tempo em que a gente tem uma criatividade extraordinária, tem talentos em todo lado, é na noite, é no barzinho, enfim, tem sempre gente, é em garagem fazendo rock, é na Bahia, “nego” criando milhões de gêneros, de ritmos e tal, então, ao mesmo tempo que tem tudo isso, a televisão e os meios de comunicação estão muito bitolados, muito voltados pra um tipo de trabalho e com um certo tipo de artista. Eles massificam de tal maneira que isso meio que vai enjoando.

Eu outro dia tava assistindo os DVDs de Chico Buarque e Ivan Lins, que eu adoro, e eu estava dizendo: “gente, que pena, a música popular brasileira infelizmente, hoje eu posso dizer isso, amanhã ou depois pode mudar, mas infelizmente jamais terá na sua história outros compositores como Chico Buarque”. Não tem como, era outra coisa, as pessoas iam brotando, iam se dando e iam dando valor a essas pessoas. E hoje em dia é muito complicado. Por exemplo, Jorge Vercilo, que eu considero da nova geração um cara que faz coisas muito bonitas, muito legais, a carreira tá perdida. Assim, você não tem “ah, é o Jorge Vercilo” [entonação de quem dá destaque a algo], como era um Djavan, como era um Gonzaguinha, entendeu? Essa massificação é o que eu vejo como a pior coisa porque você vai enchendo o saco. Por isso que quando me perguntam do revival eu digo, gente, o revival vai passar, os anos 70 e 80 vão passar, as pessoas vão começar a curtir os 90, os 2000 e eu tenho que fazer urgentemente alguma coisa pra que pelo menos meu repertório seja renovado. Então foi daí que surgiu a idéia de fazer um novo arranjo pro “Tenho”, vai ter um novo arranjo pra “Meu sangue ferve…”.

Nesse contexto de repertório, em 1996 você lançou um CD mais “sério”, com sucessos consagrados da MPB. Qual dos dois lados você prefere: o cantor clássico ou o amante latino?

(risos) Com certeza, eu não tenho a menor dúvida por mim amadureceria o meu repertório. Acho que, ao invés de ser um Ricky Martin, eu poderia ser um Juan Luis Guerra. O que eu gostaria realmente de fazer era amadurecer meu repertório latino e que ele continuasse sempre muito dançante, muito vibrante, agora, com a preocupação, obviamente, de não cair no ridículo, de não querer ficar jovenzinho a vida inteira, porque é uma coisa meio estranha.

Qual a música da sua vida, aquela que melhor traduz Sidney Magal?

Do meu repertório é óbvio que é “Sandra Rosa Madalena”! Eu não tenho como pensar diferente, por mais que eu adore as outras músicas mas é a “Sandra Rosa”.

Fora do meu repertório, eu sou eclético pra caramba com música, então… por exemplo, uma música que hoje em dia, nos meus shows ao vivo, com a minha banda, eu não deixo de cantar, porque eu acho que é a minha cara e eu não tive a oportunidade de gravar, é o “Corazòn Partío” do Alejandro Sanz, que eu acho que fica uma delícia na minha voz. Então tem coisas assim, entendeu? Que eu gostaria de fazer no palco e nunca fiz, de cantar no palco e nunca cantei. Mas, especificamente, nenhuma música antiga ou que me lembre, ou me dê mais saudade, eu sempre fui muito modernizando meu gosto. E eu também sou muito eclético, gosto de Sérgio Reis e Ivan Lins, não tem jeito.

Você fez um filme, depois arrasou no papel do comandante Frazão em “Da Cor do Pecado” e agora vai fazer o cabeleireiro Zorroh em “Bang Bang”. Corremos o risco de perder o Magal cantor para termos só o ator?

Na verdade o Zorroh é barbeiro (risos). A Globo não deixa a gente falar que ele é cabeleireiro porque naquela época não tinha, era salão do barbeiro! Só que ele é um gay que trabalha num salão de barbeiro.

Mas não, esse risco a gente não corre porque, eu digo isso constantemente, o ator é muito mais sacrificado, ele é muito menos remunerado, ele dedica realmente todo o tempo da sua vida para o teatro, pra televisão, uma coisa cansativa, né?

A minha profissão, que eu já tenho controle sobre ela, exerço da maneira que eu quero, eu faço na hora que eu quero, eu me apresento do jeito que eu quero, me visto do jeito que eu quero, se eu errar, eu erro sozinho, eu não preciso dividir com ninguém o meu erro no palco, então eu jamais trocaria. Por exemplo, lá na novela, nós tivemos hoje uma cena que reunia pelo menos uns trinta atores e uns cinqüenta ou sessenta figurantes, fora a equipe técnica, diretores, o diabo a quatro. Isso é muito enlouquecedor pra mim! A gente faz o que a gente curte, o resultado é muito bom e por questões profissionais também. Te chamam pra fazer uma coisa, você tem que fazer, né? Eu não trocaria. Realmente eu vou ficar com a música até o fim da minha vida. Mas enquanto me derem a oportunidade de fazer alguma coisa em novela, vou aceitar porque me divirto.

Você também já desfilou, pra Cavalera no ano passado. Qual das três frentes assusta mais: ser modelo, ator ou cantor?

Eu ainda acho que o que assusta mais é o ator mesmo. Eu só tive uma experiência na passarela obviamente que eu não tenho nenhuma tendência a ser modelo, nunca fui, não tenho nenhuma tendência a desfilar bem nem nada disso, mas foi uma passagem também deliciosa, o público delirou, aplaudiu, gritou meu nome, obviamente pela personalidade que eu sou e não pelo desfile em si. Foi uma coisa fácil e rapidíssima. Entrei de um lado da sala e saí do outro.

O cantor, a gente tem toda a reação do público no ato, então o tesão, o orgasmo é na hora. E o ator é sempre aquele que faz, faz, faz puta de um trabalho, se sacrifica e dias depois, o resultado vem e você nunca sabe se dependeu de que, o que aconteceu, o que rolou, se foi por causa da história, ou se foi por tua causa, enfim, eu acho realmente muito mais assustador. A profissão do ator é muito mais assustadora. É muita responsabilidade, entendeu?

Como compôs o Zorroh? Teve que fazer alguma preparação especial?

Eu procurei isso, o Ricardo Waddington [diretor da novela] me pediu. Quando fiz um pequeno teste de câmera com ele, eu o Guilherme Fontes e o Eliezer Mota, fizemos uma das cenas antes, que ele me deu pra ler, sem figurino, sem nada. Ele disse assim: “Magal, imagina um cabeleireiro viadésimo, muito louco e faz aí”. Daí eu fiz uma bichona louca, desvairada, enlouquecida, né? Ele disse: “Pois é, mas não é isso que eu quero”. Depois que eu paguei o mico, ele disse: “não é isso que eu quero, quero realmente o macho, o amante latino Sidney Magal com um lado meio gay, meio feminino, controlado”. Que é aquele cara que foi se esconder na cidade de Albuquerque. Ali, o Kadu Moliterno e o Evandro Mesquita são duas senhoras que são donas do hotel e eles são, na verdade, dois bandidos do Velho Oeste que tão se refugiando na cidade vestidos de mulheres! Uma das coisas mais gozadas da novela! E o Tonto, que é o índio, e o Zorroh também foram pra cidade, de alguma forma, pra se esconder de alguma coisa que a gente ainda não sabe o que é que é. Então o Ricardo Waddington disse: “olha, você tem que ter umas desmunhecadas, mas você é um espadachim, você teve um passado brilhante, você foi um herói e tudo mais” (risos). Comecei a brincar com isso e já nos primeiros capítulos a gente conseguiu tirar um resultado super, que todo mundo ria. Nós fizemos uma cena outro dia que o pessoal das câmeras tiveram que sair, eles saíram do estúdio pra rir, porque eles não agüentavam. Reuniu eu, o Evandro [Mesquita], o Kadu [Moliterno], o Eliezer [Mota] e mais a Talma de Freitas, que faz uma baiana – a novela é tão pirada que tem uma baiana, tem um índio, tudo no meio do Velho Oeste.

O que eu fiz pra compor foi isso, foi minha experiência também, a minha vida inteira eu convivi com homossexuais, sempre em boates e, enfim, quando eu cantava antes de ter sucesso, depois e fazendo teatro e na noite… então eu tenho muitas pessoas que me dão muitas informações visuais, de procedimento, comportamento, de tudo. Eu fiz um pouquinho de cada coisa e usei meu lado feminino, que é uma coisa que eu defendo sempre: a gente tem um lado feminino muito forte. Está dando certo. Até agora tá sendo super gostoso, eu to me divertindo muito, sei que vai ser uma “encarnação”, que eu vou segurar uma barra, que eu vou subir no palco e vai ter gente querendo me oferecer a “espada” pra eu segurar, entendeu? É um Zorroh meio estranho.

Mesmo com o Zorroh assim, você acha que a ala feminina do seu público vai continuar tão afoita quanto antes? Porque definitivamente, elas são bastante afoitas!

Eu acho que isso eu consegui e é uma coisa que me dá um tremendo de um prazer, e que vai além do meu repertório, vai além das coisas que eu fiz até hoje, é que eu consegui conquistar o público, tanto feminino, quanto as pessoas de idade, as crianças. Conquistei por um outro lado, que é muito mais interessante, é o lado humano. As pessoas vêem em mim uma pessoa legal. Então elas começaram a jogar fora os rótulos: ele não é o bregão dos anos 70, ele não é gay, ele não é o machão, ele é uma pessoa super centrada, é uma pessoa normal. Eu tenho uma vida supersaudável e isso dá muito prazer às pessoas, que se sentem bem em elogiar uma alguém que sempre se comportou muito bem, então eu acho que isso é um trunfo que eu consegui.

Em qualquer papel que eu faça, em qualquer coisa que eu faça, vão ter sempre as brincadeiras, mas no fundo há uma coisa saudável, de dizer: “olha, estamos brincando”. Sei que há mulheres que ficam enlouquecidas às vezes, por causa dos trejeitos que eu faço no palco, essas não vão deixar nunca de estar dentro da fantasia.

Mas elas não incomodam, né?

Não, imagina, a mim nunca incomodaram, muito pelo contrário, faço questão de provocá-las sempre que eu posso.

Como descreveria sua relação com a Trash 80’s? O que acha da festa?

Assim como a Trash, agora várias outras festas se formaram daí, em vários Estados. Eu já participei de algumas delas e são todas um grande sucesso, porque, primeiro, são temáticas, quer dizer, permitem que as pessoas sempre estejam muito à vontade, criem suas roupas e cheguem vestidos da maneira que querem. As músicas são aquelas músicas superenlouquecedoras dos anos 70 e 80, que só mesmo os anos 70 e 80 tiveram essa música que eleva tanto o astral. E eu acho que é um espaço maravilhoso.

A Trash pode se dar ao luxo de, amanhã, se quiser, só apresentar roqueiros ou só apresentar a música chamada brega mesmo a vida inteira porque é muito eclética também, muito colorida, apesar de ser centrada nos anos 70 e 80, por isso é Trash 80’s, né?

Eu acho que vale a pena continuar com esse tipo de festa porque os jovens se divertem muito. A gente vê muito pouca violência nessas festas todas, a gente vê um astral muito legal, a gente vê todo mundo querendo se divertir e como a minha proposta sempre foi essa, de fazer as pessoas se divertirem, aí eu me encontro com a Trash maravilhosamente bem. É uma união, uma comunhão legal, supersatisfatória.


Escrito em 22 de maio de 2005 por felipe em Entrevistas, QG da Comunicação | No Comments »

Kátia

Como falar de uma paixão fulminante, arrasadora? É difícil, né?

Pois é como eu me sinto em relação à Trash 80’s….

Minha vida mudou – sim, posso afirmar que mudou -, para ser bem exata, no dia 15 de outubro de 2004, Trash ao Vivo. Uma belíssima sexta-feira que terminou chuvosa.

Algumas amigas que já haviam ido à festa me convidavam, mas eu sempre “enrolava” pra ir, apesar de morrer de vontade. Porém, nesse dia, além de ter reserva em lista, eu não teria aula na faculdade… Logo, sem desculpas! Assim que entrei, já ouvi Stevie Wonder e senti que a noite seria especial demais!

Um pouco mais tarde, vieram as apresentações ao vivo de Massita & Uras com o Luciano do Trem da Alegria e o Toby do Balão Mágico. Isso me deixou num estado de delírio total e a promessa de voltar na semana seguinte. E assim está sendo, desde então.

Entrei na comunidade da Trash 80’s no Orkut, conheci um pessoal e fiz amigos que hoje, querendo ou não, fazem parte da minha vida, que defino em dois períodos: antes da Trash 80’s e depois da Trash 80’s, que já virou minha segunda casa…

E tudo que tenho a fazer é dizer OBRIGADA, TRASH 80’S, POR TORNAR MINHA VIDA MAIS FELIZ TODA SEMANA E COLOCAR PESSOAS INCRÍVEIS NO MEU CAMINHO!

Três coisas que curto na festa: todo o staff Trash 80’s / Caravaggio (que me diverte toda semana), a galera que freqüenta (que passa uma energia maravilhosa) e as performances!


Escrito em 6 de abril de 2005 por Neto em QG da Comunicação, Trasher da Semana | No Comments »

Karine

Quando fui à Trash? No dia em que tirei esta foto em 2004. “Trash Apaixonada por Novela”, em março.

Todas as músicas de que gostava e que trocava com meus amigos via e-mail tocaram! Tocou meu coração, tocou minha alma!

Está cansado? Vá à Trash! Está triste? Vá à Trash! Está a mil? Vá à Trash!

Vá àquele lugar mágico: sozinho,acompanhado ou até com você mesmo…

Chegue lá e não se esqueça de fechar os olhos, sentir o toque de cada música percorrer suas veias até que o ritmo de suas batidas cardíacas dispare. Mas não se preocupe… em seguida virá sempre outra música que entorpece, que faz sonhar!

Existe um lugar onde guardamos sensações associadas a canções, um lugar onde as lembranças quase se tornam reais. Existe um lugar onde você é perfeito do seu próprio jeito. Existe um lugar para onde você pode “voltar”. Voar de volta ao passado. O caminho para esse lugar, que está dentro de cada um de nós, se chama Trash 80’s!


Escrito em 23 de março de 2005 por Neto em QG da Comunicação, Trasher da Semana | No Comments »

Mocinho, vilão… machos da televisão

Por Roberta Ribeiro para Trash 80´s

Quem disse que machos não podem gostar de novelas? Num país em que grande parte da população tem em sua memória os rocambolescos roteiros das 18h, das 19h e das 21h, é normal encontrar aqui e ali homens noveleiros. Até porque alguns dos personagens mais marcantes dos folhetins foram “cabras” que muito telespectador adoraria imitar.

Em 1984, entra no ar a novela “Rabo de Saia”. O personagem principal, Seu Quequé, vivido por Ney Latorraca, é um caixeiro-viajante trígamo. Isso mesmo! Casado com três mulheres, uma em cada cidade onde costuma parar em suas viagens. Ama as três e é amado por elas. Até que as esposas descobrem as outras famílias dele! O desfecho da história? Quequé consegue ludibriar as três e continuar sua vida com três famílias. Nem Gilberto Freyre, famoso antropólogo que tinha permissão da esposa para traí-la, faria melhor!

Um ano depois, em Roque Santeiro, uma das novelas-símbolo da década ao lado de “Vale Tudo”, Sinhozinho Malta (numa interpretação memorável de Lima Duarte) desbancou o galã Roque Santeiro, vivido por José Wilker, e terminou a novela com a disputada viúva Porcina (Regina Duarte). Isso depois de ela ter ficado indecisa entre os dois e ainda ter tido um caso com o personagem de Fábio Júnior! Ganhou o machão, aquele que só de olhar impunha medo. Mas que, no fundo, não conseguiria viver sem o amor da nada nobre dama.

Renato Villar era o personagem de Tarcísio Meira em “Roda de Fogo”, que foi ao ar em 1986. Típico vilão que vira mocinho ao descobrir que sua vida está por um fio, Renato se apaixonou pela juíza que ia julgar seus crimes, Lúcia Brandão, vivida por Bruna Lombardi. A atriz era considerada um ícone de beleza na época, por isso não causava espanto que, na ficção, conseguisse até transformar um mau-caráter em candidato a santo.

Outro machão grosseirão e que acabou levando a melhor foi Tony Carrado (Nuno Leal Maia), em “Mandala”, de 1987. Foi ele quem curou o coração partido da “Deusa” Jocasta (Vera Fischer) quando esta descobriu que o homem que amava era seu próprio filho, Édipo (Felipe Camargo). Carrado era mais velho e bem menos atraente que Édipo. Mas venceu pela insistência e levou o “peixão” pra casa. Já na vida real, Felipe Camargo deixou de lado a diferença de idade entre ele e Vera e casou com sua mãe ficcional.

Agora, o último personagem macho de dar inveja em qualquer marmanjo não esteve em novelas da Rede Globo. Em 1989, a Manchete levou ao ar “Kananga do Japão”, novela passada na década de 30. Alex, personagem de Raul Gazolla, fazia Dora (Christiane Torloni) babar, as espectadoras suspirarem e os homens quererem aprender a dançar como forma de seduzir melhor e exporem mais sua sensibilidade. Isso sem deixarem de ser másculos!

Os machos das novelas inspiraram, sim, muitos machos noveleiros durante a década de 80. Mocinhos ou vilões, alavancaram audiências e conquistaram multidões. E alguém ainda duvida que novela também seja coisa de homem?


Escrito em 27 de janeiro de 2005 por felipe em Cultura Trash, QG da Comunicação | No Comments »

Maguila e o boxe no Brasil

Por Roberta Ribeiro para Trash 80´s

Provavelmente as mulheres nunca serão capazes de entender o fascínio que esportes violentos como o boxe causam nos homens. A graça de ver dois sujeitos se surrando sem piedade é algo que não é compreensível para o sexo “frágil” e de estômago sensível. Mas não dá pra ignorar o quanto o ringue atraía público para a frente da televisão, no Brasil da década de 80.

Um dos motivos mais fortes para tanta popularidade residia no fato de o país ter visto Éder Jofre sagrar-se campeão ainda na década de 60 e, logo no começo dos 80, surgir aquele que seria um dos mais representativos boxeadores do país em todos os tempos: Adilson Rodrigues, o Maguila.

Sergipano de Aracaju, o pugilista veio de uma família muito pobre e seu pai já mostrava uma característica que também o filho carregaria: ser um atrapalhado. Tanto que, ao invés de registrar cada um dos vinte filhos quando estes nasciam, esperava juntar uma “boa quantidade” e só então ia ao cartório. Claro que ele se confundia com as datas e os filhos: Adilson acabou por ser registrado como se tivesse nascido em junho de 1958, quando nasceu mesmo em julho. Ainda jovem, iniciou-se em outra profissão: a de pedreiro. Mas não tinha jeito, seu lugar era mesmo em cima dos ringues.

Logo no início da década de 80, a TV Bandeirantes, por meio de seu diretor de esportes, Luciano do Valle, decidiu investir pesado para transformar o boxe em espetáculo. Apesar de já ter um público interessado, só o que se viam eram lutadores de categorias como peso pena e peso galo. Na categoria mais famosa, havia pouquíssimos representantes brasileiros. Maguila era um deles.

Com 1.86 m, cem quilos, uma direita demolidora e muita valentia, não era de surpreender que rapidamente ele se tornasse um ídolo do esporte no Brasil. E ele correspondeu! Afinal, chegou a ser o segundo no ranking da Associação Mundial de Boxe e lutou com grandes nomes da época, menos um: o temido Mike Tyson. Tudo porque, em lutas que poderiam garantir a disputa posterior com Tyson, Maguila acabou por perder. Foi derrotado por Evander Holyfield e por George Foreman. Depois disso, a mídia o deixou de lado (a essa altura, a Rede Globo havia comprado os direitos de transmissão das lutas), e ele foi obrigado a dar outro rumo à vida.

Mesmo não sendo considerado o melhor lutador brasileiro de todos os tempos (título que pertence, merecidamente, a Eder Jofre), Maguila é uma marco do pugilismo no país. E um exemplo de brasileiro que optou por mudar sua vida, indo atrás do sonho de ser boxeador. Mais que adotar o esporte como profissão, Adilson Maguila Rodrigues escolheu combater a pobreza com os punhos cerrados.

Literalmente.


Escrito em 27 de janeiro de 2005 por felipe em Cultura Trash, QG da Comunicação | No Comments »
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