Uma das mais famosas cantoras dance dos anos 90, dona de grandes sucessos que até hoje tocam nas pistas mais animadas do planeta (quem nunca dançou “Come To My Life” que atire a primeira pedra), a italiana GALA está de volta com um novo álbum e vida nova. Longe dos holofotes há quase dez anos, ela agora só quer saber de ser feliz e fazer o que gosta – mesmo que isso signifique não vender mais um milhão de discos e não dividir mais o mesmo palco com a irmã de Michael Jackson.

Fechando este mês da diversidade da Trash 80s, eu bati um papo exclusivo com Gala essa semana onde ela falou sobre sua carreira e vida profissional, com muito bom humor e simpatia. E até anunciou que vem ao Brasil no final do ano! Confira aqui tudo o que rolou:

Gala

Você ficou surpresa com o sucesso de faixas como “Come to My Life” e “Freed From Desire” que se tornaram enormes hits nas pistas do mundo todo?

Na época não muito, eu era bastante inocente e acreditava que as coisas realmente iam acontecer de forma positiva. Agora que eu tenho um pouco mais de pé no chão e sei como as coisas realmente funcionam, eu sou bastante grata por tudo aquilo.

Muitas das suas faixas daquela época eram extremamente dançantes. Você é o tipo de pessoa que gosta de sair à noite e se acabar nas pistas??

Eu saía muito antigamente, sempre quis ser dançarina profissional mas não pude pois tenho um pequeno problema nas costas e isso me chateava muito. Aqui na Itália não é como no Brasil, Espanha ou África onde a dança faz parte da cultura nacional, então ir aos clubs pra mim era como ir pra igreja!! Hoje em dia eu não saio mais com tanta frequencia, mas ainda sinto falta disso. Prefiro ir a clubs de hiphop e dance mas não em clubs de techno e coisas do tipo pois eles tem um clima muito anti-social.

Você é italiana – um país com longa tradição no mundo da música pop e dance. Como o estilo de vida de seu país influencia sua forma de trabalhar?

Não muito, pra falar a verdade. Eu cresci ouvindo música clássica e ópera, blues, etc. meu pai ouvia isso o dia inteiro. Eu ouvia muito Beatles, Prince, dance music em geral. As coisas mais italianas que fizeram sucesso internacionalmente não eram muito dance. Eu cantava em inglês e fui parar no topo das paradas junto como Janet Jackson e artistas deste tipo e por incrível que pareça as pessoas aqui na Itália nem se preocupavam muito com isso.

Era muito difícil uma artista europeia fazer tanto sucesso nos EUA?

MUITO difícil, depende muito dos contatos que você tem, eu tinha apenas um. Tudo depende de estar ao lado das pessoas certas na hora certa. Mas eu sempre fui uma sonhadora e lutei uma batalha dura pra conseguir tudo aquilo.

Mas agora eu estou em outra, quero fazer música que me agrade e que eu seja apaixonada por ela, mesmo que isso signifique ter que lançá-la por uma gravadora minúscula. As grandes gravadoras me colocam na categoria de “artista dos anos 90″ e não me deixam evoluir do jeito que eu gostaria. É mais difícil ainda sendo mulher, pois a primeira coisa que eles perguntam é “quantos anos você tem?”. Eles só se interessam se você é uma loirinha de 18 anos. Mulheres maduras com opinião própria são rejeitadas.

Você tem um novo single lançado este ano, como foi voltar a ativa depois de tanto tempo?

Sim, acabei de lançar um álbum chamado “Tough Love” pela minha gravadora independente Matriarch Records. Eu não espero ter um milhão de vendas. Estou fazendo isso de forma totalmente independente sem grandes “nomes” por trás de tudo. É um trabalho duro, mas feito com muito AMOR, HONESTIDADE, DEDICAÇÃO E PERSEVERANÇA. E tenho certeza que as pessoas pouco a pouco vão se contagiar por isso.

Gala

Olhando para trás, sua forma de encarar a música mudou com o tempo?

Sim com certeza, depois de dez anos de batalha, é inevitável. Eu acho que sou uma pessoa bastante única e passar tanto tempo fazendo isso sem empresários e grandes equipes de apoio e ainda mais fora de meu país de origem me fez me tornar mais positiva com relação à tudo.

Eu sou uma lutadora, uma feminista. Se não fosse, teria largado tudo para ter filhos ou coisa do tipo. Mas daí eu estaria mentindo pata mim mesmo e para os outros.

Quais artistas te influenciaram mais musicalmente?

Meu maior ídolo sempre foi o Prince. A primeira vez que o vi eu tinha 14 aos e foi como um soco no meu rosto! Eu também sempre adorei os Beatles. Aprendi a compor ouvindo as músicas deles. Meu estilo sempre teve uma grande sensibilidade “pop”, mas não “pop” do tipo Britney Spears, e sim “pop” estilo Prince.

Você conhece algo de música brasileira?

EU AMO música brasileira! Acabei de ganhar um dois cd’s de um fã. Eu adoraria escrever um álbum inteiro em inglês e português, com um grande produtor brasileiro… esse é realmente um dos meus grandes sonhos!! Se alguém tiver alguma sugestão, eu aceito!

Aliás, acho que vou fazer um show no Brasil na virada deste ano, não sei ao certo os detalhes mais acredito que seja na praia de Ipanema. Estou muito excitada para visitar o país!

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9 comentários
  1. Nossa, adorei a entrevistae principalmente ter notícias da Gala.

    Pow me manda por e-mail mais novidades sobre ela e se ela realmente virá ao Brasil, quando e onde se apresentará?

    Bjus,

    Gisa Lima.

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  2. eu amo a gala!!!!

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  3. Caramba desde o lançamento do seu ultimo cd por aqui que to com as musica dela na mente,nunca esqueci ela fez um sucesso enorme depois sumiu , é bom saber que esta voltando e que continua trabalhando, Rsrsr puxa eu pensei até que tinha morrido e que ninguém tinha dado noticia dela. tava achando estranho esse sumisso dela.

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  4. Puxa….tive o prazer de ter o primeiro cd da GALA lançado aqui no Brasil…..
    D+ o som dela , ritimo e voz muito sensual……………
    Do que é bom a gente sente falta………………

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    Helvande dos Reis Lima comentou em 17 de dezembro de 2010 às 22:19 Responder

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