Por Paulo Simas para Trash 80′s
14/12/06

Imagine a cena: dá meia noite, os fogos começam a pipocar no céu, todos se abraçam e desejam um feliz ano novo uns aos outros. Mas algum empolgado estoura o champanhe do seu lado e encharca o seu lindo vestidinho preto. Preto?

Não tem jeito: a cor mais básica da moda não combina com Réveillon. Mas são tantas as demais opções que nem dá pra sentir falta dela. No dia 31 de dezembro, é só dar uma olhada na Paulista, em Copacabana ou em qualquer confraternização caseira para ver pessoas vestindo branco, verde, amarelo, vermelho, rosa, azul… Nessa aquarela, cada cor representa um desejo, conforme a tradição da festa.

O branco, por exemplo, simboliza a paz. Mas não é só isso que explica o fato de ele ser a preferência da maioria das pessoas. Sua popularidade teve uma ajudinha das religiões afro-brasileiras, muito presentes nas comemorações de fim do ano (reparou como tem vela queimando na praia?). Branco é a cor não só de Iemanjá, a quem muitos fazem oferendas nessa data, como de Oxalá, o pai de todos os orixás.

Com todo esse apelo, o branco realmente faz sucesso. Mas há quem diga que não basta a roupa ser branca: ela tem que ser nova, também. E se o Natal comprometeu tanto o seu orçamento que você não tem dinheiro nem pra uma camisetinha branca básica, não tem problema. Os supersticiosos admitem que somente a peça íntima seja branca e nova.

Mas ninguém quer só paz, né? E muito menos se vestir igual a todos os convidados da festa de Réveillon. Por isso, cada vez mais pessoas têm ousado e procurado se vestir com outras cores. E aí a coisa começou a ficar complicada, porque surgiram diversas interpretações diferentes.

Há os que acreditem que cada signo tem uma cor ideal e os que confiam cegamente no poder dos números, por exemplo. A numerologia, aliás, talvez tenha a fórmula mais complexa para identificar a cor certa para cada um: deve-se somar todos os algarismos da data de nascimento até que se chegue em um único número. Para cada um deles, há uma cor.

Astrólogos, numerólogos, umbandistas e supersticiosos em geral têm suas próprias crenças, todas igualmente legítimas. Mas, na realidade, eles bebem de uma mesma fonte: a psicologia das cores. Segundo esse campo de pesquisa, as cores guardam significados, que variam de cultura para cultura. Por isso, assim que são captadas por nossos olhos, provocam emoções e sensações na gente.

Parece complicado? Xuxa explica de forma fácil em “Arco-íris”: “Toda cor tem, sim, uma luz, uma certa magia. Toda cor tem, sim, emoções em forma de poesia”.

As cores e seus significados:

Branco: Sugere pureza e simplicidade.
Preto: Indica discrição, silêncio e, na nossa cultura, simboliza a morte.
Cinza: Revela insegurança e incerteza.
Vermelho: Transmite força e dinamismo.
Laranja: Alegra e contagia.
Amarelo: Cor que estimula e encoraja.
Verde: Sugere harmonia e tranqüilidade.
Azul: Tem efeito calmante e relaxante.
Púrpura: Transmite nobreza e mistério.
Marrom: Indica segurança e solidez.
Rosa: Cor delicada, que sugere afeição e romantismo.
Prata: Associada à modernidade e à inovação.

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