Por Alessandro Fiocco para Trash 80′s
17/07/08

Na metade da década de 80, as meninas só sabiam gritar um nome: Menudo. Os porto-riquenhos eram mania nacional e não tinham um único concorrente por aqui. Esperto que só ele, Gugu Liberato, que era dono da produtora Promoart, botou o olho gordo e copiou a fórmula. Lá estavam eles: Nill, Afonso, Marcos e Marcelo, rapazes trajados de forma padronizada, com coreografias nada ousadas e músicas que falavam de amor, cotidiano e particularidades.

As comparações com o Menudo não paravam por aí. O primeiro disco do quarteto – ah, sim: algo fugiu a regra, já que os hermanos formavam um quinteto – tinha similaridades descaradas com o “Mania”, primeiro LP dos chicos.

Assim como “Não se Reprima”, o Dominó apresentava um hit com refrão estilo “grude”. Ou alguém escapa dos versos de “Companheiro, companheiro vem…”. Já “Sobe Minha Moto” ganhou uma versão parecida batizada de “A Moto”. Desilusões estavam lá em “Nem Romeu Nem Julieta”, uma coisa meio “Quero Ser”.

No entanto, a inspiração (!) só ficou mesmo no primeiro disco. O segundo álbum mostrou uma identidade própria com músicas como “Guerreiros” e “Juras de Amor”. O Menudo, que já estava perdendo terreno por aqui, não vendia mais como antes. As fãs já não curtiam aquela história de dança das cadeiras que rolava com os portenhos. Muitas ficavam inconsoláveis com a troca dos integrantes e prometiam nunca mais querer saber do grupo. E cumpriam. O Dominó, não! Assim, produtos dos garotos passaram a ocupar o lugar que antes eram do rival.

O terceiro trabalho, de 1987, talvez tenha sido o de maior sucesso, devido ao amadurecimento dos meninos e o número de vendagens. “Manequim” teve estréia no Fantástico e contava com a participação das modelos mais famosas do momento, a exemplo de Luciana Vendramini. Na linha protesto, “P. da Vida” agradava também os meninos, que jamais admitiriam curtir o grupo. A dançante “Medusa” fez a sua parte e estourou nas rádios. Neste mesmo ano, eles estreariam no cinema em “Os Fantasmas Trapalhões”, primeiro dos três filmes que fizeram com os comediantes.

Ainda no auge, em 1988 chegava às lojas o último trabalho com o quarteto original. Nele, mais hits: “Com Todos Menos Comigo”, “Bruta Ansiedade” e “As Palavras”, com a participação da loira Angélica. Decidido, Nill preferiu seguir o seu caminho sozinho.

Os integrantes ainda lançaram um disco em 1990, com algum burburinho. Naquele mesmo ano Afonso – a época com apenas um “f” – deixou o grupo. A partir daí, novas formações aconteceram, e até um novo hit em 1999, com a massificada “Baila Comigo”.

Mas assim como aconteceu com o Menudo, a primeira formação é a que ficará na memória daqueles que curtiram o “boom” dos grupos formado por meninos.

Quer relembrar as músicas e as coreografias? Veja o especial de vídeos abaixo:

Na Trash 80´s


No Cassino do Chacrinha


Nos Trapalhões


Clipe P. da Vida


Clipe Manequim


Clipe Companheiro

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