Por Alisson Gothz para Trash 80′s


Boy George

Uma coisa é certa: os anos 80, a década do exagero, das cores e dos vestidos bufantes, não teriam metade de sua graça se Boy George não tivesse surgido.
Nascido na Inglaterra, George O’Dowd passou boa parte de sua adolescência ouvindo David Bowie, o que foi fundamental para a criação do personagem que o faria mundialmente famoso.

Desde o primeiro disco de sua banda, o Culture Club, Boy George chocou o mundo com seu visual andrógino. Ninguém sabia bem como definí-lo: era um garoto ou uma garota? Porque ele usava tanta maquiagem? Podíamos levá-lo a sério como artista?
Mas o público rapidamente se rendeu aos encantos daquele “garoto” que cantava com uma bela voz de cetim e pele de boneca de porcelana.

No lançamento do seu segundo disco, o Culture Club já estourava nos primeiros lugares das paradas de sucesso de todo o mundo, e jovens adolescentes desejavam Boy George como crianças que esperavam o presente de Natal.

O impacto de Boy George na vida cultural da Europa, Estados Unidos e Ásia foi enorme. A sexualidade tomava lugar de destaque e pela primeira vez um rapaz usando maquiagem e roupas femininas exibia orgulhosamente seu rosto no horário nobre da TV. Muitos tinham medo, mas a maioria adorava.

Com a fama, vieram as brigas, os desentendimentos, o envolvimento com a drogas e o fim do Culture Club. George passou maus bocados até conseguir ressurgir em carreira solo. Mas era o que ele precisava passar para poder se reinventar.


Alisson Gothz

Hoje, mais ativo que nunca, George continua encantando os fãs (os antigos e os mais novos) por onde passa, seja com sua bem sucedida carreira de DJ, ou mesmo fazendo shows. O rosto (e a personagem) Boy George ainda é uma das figuras mais facilmente reconhecidas em todos os cantos do mundo.

Boy George foi peça fundamental para a maior aceitação dos homossexuais na sociedade e, principalmente, na mídia. Se hoje vemos Madonna brincando de beijar Britney Spears e Christina Aguillera na boca, isso só é possível por causa daquele “garoto” inglês que um dia resolveu botar um vestido de noiva e cantar sobre o erro que seu namorado estaria cometendo em tentar se casar com uma garota e viver numa eterna mentira.

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