Por Alessandro Fiocco para Trash 80′s

A industrialização do Carnaval, o surgimentos das novas e grandes escolas, temas polêmicos e a inauguração do sambódromo foram alguns dos fatos que marcaram a festa no Rio de Janeiro. Durante a década de 80, ainda surgiram sambas inesquecíveis e carnavalescos que mostravam amor à arte. Confira, ano a ano, quais foram as campeãs do nosso Carnaval.

1981 – Com o enredo “O teu cabelo não nega”, a Imperatriz Leopoldinense conquistou o bicampeonato e passou a integrar o grupo das grandes agremiações.

1982 – Após a última colocação em 1981, a Império Serrano levou o título com “”Bum, bum, paticumbum, prugurundum”. A obra, que criticava as grandes alegorias e escolas padronizadas, é um dos mais famosos sambas-enredo de todos os tempos.

1983 – Homenageando negros célebres, como Pelé, Clementina de Jesus, Pinah e Grande Ótelo, a escola de Nilópolis chegou à sua quarta vitória com o tema “A Grande Constelação das Estrelas Negras”.

1984 – Para a inauguração do Sambódromo, ficou decidido que haveriam duas campeãs, uma para cada dia de desfile. Mangueira com “Yes, Nós Temos Braguinha” e Portela com “Contos de Areia”, dividiram o campeonato do ano. Mas, 1984 consagrou a “Super Campeã”. Assim, seis escolas – sendo três de cada dia – foram para o Desfile das Campeãs, que acontece no sábado seguinte após a contagem de votos. Na noite, o público ovacionou a verde e rosa, por isso ela se tornou a única com a denominação “super” do carnaval carioca.

1985 – “Ziriguidum 2001 – “Carnaval nas Estrelas” levou a Mocidade ao seu segundo título. Antes mesmo da era Castor de Andrade – fase marcada por muito luxo e ostentação -, a escola de Padre Miguel mostrou seu poder e tinha à frente de sua bateria a bela Monique Evans.

1986 – Sem grande surpresa, a tradicional Mangueira levaria mais um título com “Caymmi mostra ao mundo o que a Bahia e a Mangueira têm”.

1987 – Homenageando o poeta com o enredo “O Reino das Palavras, Carlos Drummond de Andrade”, o morro mais uma vez festejou a vitória da Mangueira. Com este, a escola chegava ao seu 14º título.

1988 – Diferente de todas as outras agremiações, a Vila Izabel entrou na Sapucaí e fez a sua apresentação sem efeitos especiais e materiais brilhantes. A maior ferramenta era a garra dos foliões e as originais alegorias. Com isso, a escola levou o seu primeiro título com o enredo “”Kizomba, a Festa da Raça”.

1989 – Embora a Imperatriz Leopoldinense tenha levado com “Liberdade, Liberdade! Abre as asas sobre nós!”, foi a Beija-Flor que caiu nas graças da crítica e do público com um carro alegórico seu que foi proibido de desfilar porque trazia um Cristo envolto em sacos pretos e rodeado por atores caracterizados como mendigos. O carro entrou na passarela coberto com um pano preto e um sinal escrito “Mesmo proibido, olhai por nós”. Foi o ponto alto da escola.

1990 – No ano em que homenageou membros ilustres da sua história, a Mocidade levou para casa o prêmio máximo do carnaval carioca e o seu samba “Vira, virou, a Mocidade chegou” tornou-se um dos mais populares da história da grande festa.

(Nota: Obrigado ao leitor Raphael pela correção na data do desfile de 1989!)

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2 comentários
  1. Tem uma informação errada: o enredo Theatrum Rerum… da Imperatriz é de 1999. De 1989 é o daquele samba "Liberdade, liberdade/ Abra as asas sobre nós"…

    dialog

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