Por Alessandro Fiocco para Trash 80’s

Difícil descobrir que é Nany People. E olha que nem estamos falando de sua verdadeira identidade, pois esta, ela não revela de jeito algum. Drag na noite, repórter em programas de TV e atriz no teatro, é desta Nany que estamos falando. Ah, e não se espante caso cruze com ela pra lá de animada na pista da Trash 80’s. Ela adora a festa!

Quando a Nany foi criada e por que esse nome?
Basicamente me “monto” desde os 18 anos, e comecei ainda em Poços de Caldas, Minas Gerais. Agora, profissionalmente, a Nany People existe desde 1993. O nome Nany foi inspirado na modelo Nani Venâncio – que eu adorava e adoro até hoje – e o People é porque sempre fui muito falante e nas festas da antiga boate Corintho eu falava “oi” até para o hidrante. Mas o personagem mesmo aconteceu depois de um convite para fazer esquetes de humor na extinta boate Gent’s, em São Paulo, quando eu ainda trabalhava no Teatro Paiol, da familia Goulart/Bruno. Na época, um amigo, o ator Cacá de Lima, me convidou e o diretor artístico da casa, Beto Ribeiro, gostou e me contratou. Na semana seguinte, fui convidada para também fazer uma animação na Resuma da Ópera, na época “point” dos descolados, e logo depois no Café Piu Piu, no Bixiga. Enfim, em três semanas, virei estrela de três casas.

Há alguma inspiração em um algum personagem ou figura dos anos 80 para
a sua construção?
Claro! Elke Maravilha, a maravilhosa, será a eterna inspiração. Depois as chacretes e todos os artistas que faziam a festa nos programas daquela época: Gretchen, Rita Cadillac – ainda chacrete, ela tinha um solo de uma dança da pantera –, As Melindrosas, Lady Zu, Magal, muita gente…

Qual a sua maior recordação dos anos 80?
Com certeza os programas do Chacrinha, Bolinha e as tardes de domingo, quando o Brasil parava pra assistir o “Qual é a Música”. Isso quando eu ainda morava em Minas. Em 1985, quando cheguei a São Paulo, um admirável mundo novo se abriu para mim. Apesar do pesadelo da era Aids, fomos muito felizes.

Quem são, para Nany People, os ícones da década de 80?
Com certeza toda a arca de Noé do querido Chacrinha, Bolinha… nomes?
Magal, As Melindrosas (ainda na época da Gretchen), A Patotinha, Nahim, Lady Zu, Perla (divina), as chacretes e até Elizangela, com a sua “Pertinho de Você”. E amava os rocks da Blitz, Eduardo Dusek… ai meu Deus, tanta gente!

Queridíssima pelos trashers, você sempre está dando pinta na festa. Do que mais gosta na Trash 80′s?
Da liberdade de ir e vir; das músicas; dos amigos e funcionários que são uns queridos. Mesmo quando algum novo freqüentador se deslumbra em ver artista por lá, a empolgação vai até o terceiro flash, depois já se sociabiliza. Ah, e claro: o ambiente hospitaleiro que a Trash 80’s Centro cria.

Assim como acontece na Trash 80′s, você acredita que é uma tendência na noite em geral uma maior integração entre as pessoas, independentemente de orientação sexual ou rótulos?
Claro que sim. Falo por mim, sempre fui “pintosa” desde criancinha. E nunca deixei de fazer ou freqüentar algum lugar por causa de minha condição sexual. Não acredito, não gosto, não compactuo com qualquer movimento de “segregação”, isso inclui as paradas GLS, que, para mim, viraram micaretas. Acredito que respeito a gente conquista, não impõe!
Mesmo quando trabalhei por seis anos no Café Piu Piu, no Bixiga, que é uma casa de música hétero, nunca me deixei levar por discurso “anti” isso ou “anti” aquilo. A fauna da vida está aí, e tem pra todo mundo.

Com uma boa trajetória na TV, você já trabalhou com nomes como Hebe e
Goulart de Andrade. Há novos projetos nesta área?
Faço questão também de citar Amaury Jr., na Band, e por cinco anos com Dr. Jairo Bouer, na Jovem Pan e depois na 89 FM. No momento, estou no núcleo de humor do “A Praça é Nossa”, no SBT. Adoro estar lá, sou grata pelo convite e pelo voto de confiança do Carlos Alberto de Nóbrega por ter me transformado em humorista. Estou envolvida desde 2006 com meu projeto teatral, a comédia “Nany People Salvou meu Casamento”, de Bruno Motta e Daniel Alves.
Viajamos o ano de 2007 do Paraná a Alagoas e estreamos em Sampa no dia 10 de janeiro, no Teatro Brigadeiro.
Aprendi a ser produtora e esse ofício ainda é muito novo para mim. Tenho como sócio o produtor Cássio de Souza, que produziu o fenomenal “Monólogos da Vagina” e estou aprendendo muito com ele.

Caso tivesse a possibilidade de ter o seu programa de tv, como ele seria?
Seria um talk show misturado com sitcom. Tenho esse projeto desde 1998, quando a Manchete fechou. Estou na TV há 11 anos, initerruptamente, e só por ser sempre convidada, continuo aprendendo a sobreviver às pessoas, mas na hora certa ele acontecerá!

Com formação em artes cênicas, teatro é algo constante na sua
carreira. Tem vontade em atuar com maior freqüência?
Meu trabalho é todo embasado na atuação, virei meu próprio personagem!
Estou nesse momento num processo de desconstrução da argamassa da Nany…risos. Até por conta da peça, onde faço sete mulheres.

Fale-nos um pouco sobre o espetáculo “Nany People Salvou Meu Casamento”.
Faço há cinco anos o “Risorama”, Festival de Humor do Teatro de Curitiba, o maior de teatro da América Latina. Lá conheci e fiquei amiga de vários artistas, atores, humoristas, que sempre me cobravam uma volta aos palcos.
Daí conheci o Bruno Motta, excelente humorista e autor, e em conversas ao pé da madrugada, encomendei a ele um texto onde pudesse interpretar outras mulheres e ser a Nany também. Ele e Daniel Alves deram conta do recado.
A peça é uma comédia e fala do relacionamento “homem/mulher”, desde quando o casal se conhece, passando por todas as fases de uma relação.
Depois da separação de meus dois irmãos, vi que existe um grande vácuo nessa alquimia dos relacionamentos e os autores captaram muito bem isso.
Também valeu pelo exercício de desmontar a Nany People da TV e mostrar a
atriz que sou. Meu ofício sempre foi o teatro.
Quem acha que vai lá e assistir um show de drag saindo do “kinder ovo” e dublando “I Will Survive”, desista, já que lá existem outras Nanys.

O que Nany People espera para um futuro próximo?
“Como será o amanhã?
Responda quem puder…
O que irá nos acontecer?
Nosso futuro será como Deus quiser”

Saúde, amor e prosperidade pra todos nós!

Saiba mais: http://www.nanypeople.com.br/

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5 comentários
  1. oi nany piople eu adoro vc,acompanho sua carreira.

    eu queria saber mais sobre vc, se vc e mulher ja completa, tipo que ja passou pela transformacao ou ainda e drag ques?

    eu estou curioso .sabi ne eu sou gay.

    beijosssssssss

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  2. Oi Nany,se vc for mesmo participar da fazenda vou torcer muito por vc e pelo Sérginho Malandro,ah e não posso esquecer da titia Monique rs…ela tbém é quase uma nany people!!!!bijus e boa sorte!!!

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  3. oiiiiiii
    nany people tudo bem com vc
    eu fiquei muito triste pq vc saiu da fazenda tem muitas pessoa falando de vc la
    eu espero quer vc venha um dia pra k pra manaus
    bjos

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    klever (manaus) comentou em 8 de novembro de 2010 às 12:08 Responder
  4. Nany , adorei vc sua amizade com Dudu pelizzari , vcs são maravilhosos , vc e ele merecia ta na finaal , maais torço por vcs aqui fora !
    bjão se podeer mim add no emaiil

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  5. Oi,Nany tudo bem?Meu nome é Claudete moro em Tatuí-SP.Quero q/saiba q/eu sou a sua fãz e te ademiro muito,e gostaria muito conhecer vc pessoalmente,e tambem gostaria q/vc me ajudasse.Faz um bom tempo q/eu escrevo cartas p/Gugu desde2005,mas esta muito defícios de realizar o meu grande sonhos.Entao resouvi enviar esta msg p/vc Nany,vc é a única q/eu posso te contar c/a sua ajuda,por favor me ajude pelo amor de Deus.Vc conhece o Gugu,fale pra ele abrir umas das cartas e ler q/eu mandei,no lado de fora do velope esta o meu endereço:Pedro do Amaral Linconl,casa296,o meu nome Claudete de Aguiar.Por favor me ajude,vou estar esperando a sua resposta.Envie resposta no meu MSN.Muito obrigada por tudo,q/Deus te abençoe hoje e sempre,e te desejo tudo de bom na sua vida.Parabéns pelo o seu sucesso.Bjs carinhoso.

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