Por Alessandro Fiocco para Trash 80′s

“A estrela é nossa companheira,
Nossa brincadeira, nossa diversão;
A estrela entende a gente
E traz sempre pra gente uma nova invenção”

Quem é que não se lembra dos versos acima? Até cantarolando, é possível identificar esse jingle dos Brinquedos Estrela, que entrou no ar durante o Natal de 1987 e se tornou um clássico.
Junto com o jingle, o comercial mostrava imagens dos brinquedos da época – desejos de nove entre 10 crianças do Brasil.
Da Barbie ao Banco Imobiliário, os brinquedos dos anos 80 faziam parte do imaginário das crianças. Diferente de hoje, a tecnologia ainda não era tão predominante e carrinhos de controle remoto eram considerados brinquedos de última geração. Aliás, a vontade de todo menino era ter o Pégasus, o cobiçado quatro rodas da Estrela, um dos brinquedos mais caros de qualquer loja.
Nas prateleiras e também nas vitrines dos grandes magazines predominavam os brinquedos ligados aos desenhos infantis, exibidos nos programas da Xuxa, Mara e Angélica.
As meninas ficavam enlouquecidas com as bonecas da Moranguinho e sua turma, que vinham com cheirinhos específicos de cada fruta, ou com as pelúcias dos Ursinhos Carinhosos. Curiosamente, essas duas linhas foram relaçandas ano passado, juntamente com o Meu Querido Pônei, já que tais marcas preservam grande apelo comercial.
He-man, Thundercats e os Comandos em Ação eram os bonecos preferidos da gurizada. E não bastava ter apenas os heróis! Castelos, naves, jipes e acessórios mil, completavam toda a ambientação, afinal, a estória tinha que ser completa, o que acabava com o 13° dos pais.
Os invejados, porém, eram os riquinhos, como eram chamados os meninos mais abastados da rua, que ganhavam os bonecos do Falcon. Com mais de 30 cm e com inúmeras articulações pelo corpo, o cara era tão aventureiro que carregava uma cicatriz no rosto e granadas na cintura, sem esquecer, claro, o seu facão afiado.
Outra coqueluche que marcou a infância de muita gente foi a linha Playmobil. Com temas como circo, espaço e western, os bonequinhos de plástico exercitavam o universo lúdico e faziam com que a criança fantasiasse sem muito esforço.
E claro, as bonecas magras e de pernas longas não poderiam faltar. O carro-chefe só poderia ser a americana Barbie. Na década de 80, a loira era muito mais exuberante do que nos dias de hoje. Suas coleções eram baseadas em noites de gala, com vestidos bufantes e saias rodadas. Para se locomover, a moça possuía uma Ferrari pink metalizada. Kitsch total! A sua moda, claro, era toda baseada no comportamento da época e isso se refletia nas maquiagens carregadas, brincos não muito discretos e sapatos sempre bem altos.
E os jogos? Diferente dos vídeo games, que envolviam dois participantes, eles incitavam a participação de quatro ou mais jogadores. Banco Imobiliário, Cara a Cara, Jogo da Vida, Detetive, Master, War, Genius e Cai não Cai, eram os mais populares e faziam a cabeça da galera.
Os trilhos eram representados pelos trens do Ferrorama, que quando maior o percurso contido na caixa, mais vagões tinham, além do preço que aumentava. Para os fissurados em automobilismo, a opção era o Autorama em que, por meio de controles ligados a pista, comandavam os carrinhos em corridas acirrantes.
Brinquedos que não se limitavam a meninos ou meninas eram bem populares.
As cores vibrantes da bola do Pogobol, envolvidas por uma base de acrícilico, era motivo fácil pra ver toda a galera pulando. Já o Aquaplay, assim como o cubo mágico, desafiava o participante em diferentes objetivos.
Além disso, havia as populares bicicletas Cross e BMX para os meninos, e Cecizinha com cestinha para as meninas, nas cores rosa ou lilás.
No dia seguinte à noite do Natal, as turminhas se reuniam para mostrar (ou exibir) os brinquedos ganhos após a ceia. Crescidos, já não sentimos mais aquele friozinho na barriga diante do presente ganho: o sentimento se expressa de outras maneiras. Nostalgia boa!

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2 comentários
  1. querido papai noel eu quero ganhar uma boneca que parese um bebe

    dialog
  2. uma boneca

    dialog

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