Por Alessandro Fiocco para Trash 80′s

Roberto Gómez Bolaños, um humorista de grande sucesso no México, precisava criar um quadro para o seu show “Chespirito”. Dois anos antes, em 1970, a sua nova criação “El Chapolín Colorado”, havia recebido grande aceitação do público. Diferente de um personagem adulto, Bolaños criou o menino Chavo, que, aqui para nós, tornou-se o popular Chaves. A princípio, os personagens, todos moradores de um vilarejo, tinham características diferentes das que conhecemos. Seu Madruga, por exemplo, não era pai de Chiquinha, e sim, apenas um vendedor de balões, assim como Seu Barriga, que de zelador da vila passou a ser o dono.

Sucesso, a estória do Chaves foi direto para o horário nobre e em 1973 começou a ser gravado nos estúdios da Televisa, já na época, a maior emissora do México. Sua exportação para diversos países da América Latina foi o passo seguinte.

Com saídas, como a do ator Carlos Villagrán, interprete do Quico, e idas e vindas, como a de Ramón Valdez, o Seu Madruga, as ingênuas trapalhadas do menino Chaves cessaram em 1983 quando foram encerradas as gravações da série.

Brasil

Só no ano seguinte, em 1984, os brasileiros puderam conferir os episódios do show mexicano. A TVS, atual SBT, passou a exibi-lo durante o programa do Bozo, duas vezes por semana. Com um lote de oitenta episódios comprados, o repeteco era constante. O que até facilitava que os telespectadores decorassem falas e cenas.

Em 1987, o humorístico foi para o horário nobre e sempre servia de “curinga” para o “Tio” Sílvio. Se determinado programa não ia bem, era só por o Chaves que a audiência voltava a sorrir. Depois de quase dezenove anos em exibição, em 2003, ele foi retirado do ar pela primeira vez. Protestos aconteceram e duas semanas depois ele voltaria a ser exibido.

Chaves é desses fenômenos de popularidade difícil de explicar. Independe de tempo e modismo, visto que sua fórmula é aceita, mesmo vinte anos após o término de sua produção. No Brasil, o SBT ainda exibe o programa diariamente em três horários.

Memórias e curiosidades

- Além de Dona Florinda, a atriz Florinda Meza dava vida à Popis, prima de Quico e sobrinha de quem? Da própria Dona Florinda.
- Não só ela interpretava dois personagens. Maria Antonieta de Las Neves era responsável por Chiquinha e por sua avó, a irriquieta Dona Neves. Já Seu Barriga e Nhonhô, pai e filho, eram interpretados por Edgar Vivar.
- Horácio Bolanõs, o Godines, era irmão de Roberto Bolanõs, o Chaves.
- A inspiração dele para o seriado foram as favelas e cortiços, comuns nos países da América Latina.
- O professor Giráfales, ou melhor, o ator Ruben Aguirre, tem 1,95m.
- Quatro atores já faleceram: Ramon Valdés (Seu Madruga), Horácio Bolaños (Godines), Angelines Fernandez (Dona Clotilde) e Raul Padilla (Jaiminho, o carteiro).
- No Brasil, várias personalidades já foram citadas na série, entre elas Xuxa, Pelé e Maitê Proença
- O personagem Quico apareceu pela última vez na trama em que a turma vai para Acapulco, gravada em 1978. Em outro episódio, a mãe, Dona Florinda, diz que ele foi morar com uma tia para receber uma educação melhor.

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