Nos anos 80, o negócio era mostrar o corpão, sem medo de ser feliz

Por Alessandro Fiocco para Trash 80′s
19/01/07

Cangas, tangas e miçangas. Nos anos 70, os biquínis trabalhados de maneira artesanal faziam a cabeça da moçoilas nas praias do Brasil. Rose di Primo escandalizou e ganhou os holofotes da mídia ao aparecer com uma sunga sumária nas praias cariocas. Assim, virou musa e sua invenção (sim, ela pegou o seu biquíni e cortou) virou moda.

Agora, imagine que o rebuliço no quesito moda praia apareceu mesmo na década de 80. Numa época em que lipoaspiração, drenagens linfáticas e implantes de silicones eram termos quase desconhecidos, o lance era ter corpão natural para desfilar nas praias do litoral brasileiro. O que moldava mesmo o corpo era muita malhação. E só se garantiam as gatas que malhavam muito! Não se esquecendo de que estamos falando do auge da aeróbica, do jazz à la FlashDance, dos vídeos de Jane Fonda e da onda dançante de Olívia Newton John e a sua Physical.

Por isso, a moda praia da década de 80 tinha um único popósito: mostrar o shape em forma e se exibir. E, sim, o lance era estar gostosa, com formas acentuadas e bundão.

Dê uma viajada com o “Cultura Trash” e relembre os estilos moda praia que marcaram os verões dos anos 80.

Fio Dental: imagine uma pequena tira de pano que passa entre as nádegas e envolveos quadris. Imaginou? Esse era o escandaloso fio dental que apareceu na década de 80. Muitas mulheres se recusavam a usar, justamente porque o corpo não permitia. As mais audaciosas não estavam nem aí: mandavam ver só para, no fim do dia, após uma longa sessão de sol, mostrar o bronze nas formas, exibindo a ínfima marquinha como troféu.

Cortininha: A parte de cima do biquíni era toda franzida, como uma cortina mesmo. Na época, era comum ver as meninas arrumando o biquíni a toda hora, já que às vezes ele se enrolava de tal forma que algo poderia aparecer, deixando a fofa toda sem graça. Para “combinar”, era sempre visto com a parte de baixo em estilo lacinho, amarrado nas laterais dos quadris.

Enroladinho: Uma das mais incômodas peças da moda praia, era mais visual do que conforto. Em cores cítricas e bem coloridas, tinham na lateral da calcinha faixas enroladas. Ao deitar de lado para se queimar, o tecido marcava a pele e incomodava horrores. Isso quando o enroladinho era confeccionado em toda a calcinha, passando até pela virilha. Afe!

Asa Delta: Assim como o fio dental, o modelo asa delta virou uma febre. Sempre em cores diversas, podendo ser mais de duas (geralmente a parte de cima tinha duas cores, uma para cada taça do sutiã), a marca principal desse biquíni era a sua enorme cava na calcinha. Em alguns, era tão exagerada que passava dos ossos da bacia. E, depois, a marquinha do sol – que nem sempre era pequena – estava lá para ser exibida para as amigas e os gatinhos. Luxo!

TopLess: Nos anos 80, topless nas praias cariocas era bem legal. Monique Evans, que hoje adora ser chamada de “titia”, foi uma das que mostrava os peitos na boa. E todos encaravam como algo típico das praias, de maneira bem natural. O topless era sempre acompanhado de uma peça fio dental – o que deixava a menina quase nua – ou por uma calcinha estilo lacinho, para dar uma ar mais maroto ao comportamento.

Como a moda sempre se recicla, modelos como os lacinhos, cortininha e o fio dental são facilmente encontrados em lojas que vendem biquínis. Lógico que adaptados ao século XXI. Cores mais discretas, estampas não tão berrantes fazem parte das novas coleções. Mas lá estão eles, sempre a postos para deixar qualquer mulher mais sensual. Afinal, ir à praia ou à piscina e não ficar com marquinha deixa qualquer um frustrado.

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