Que delicinha falar da Trash 80’s e de alguns dos efeitos que essa verdadeira reunião de amigos tem na minha vida. Porque explicar seria realmente impossível: é inexplicável!
Engraçado, o povo começa dizendo que a primeira vez na Trash é inesquecível, mas no meu caso isso foi uma meia-verdade.
Eu conheci a festa há um ano e pouco, apresentada por duas amigas muito queridas, numa tentativa desesperada de me fazer mandar pastar um mocinho que era ciumento em nível patológico e criava na minha vida um verdadeiro caos. Segundo elas, eu tinha que repensar as coisas, me divertir e dar risada.
E não é que, felizmente, eu levei muito a sério o conselho? Fila quilométrica na porta, encontro de velhos amigos bebendo no Verdinho (que naquele dia para mim era só o bar ao lado do Caravaggio), risadas a rodo, papos ótimos com as pessoas que conheci na fila e algumas fotos enquanto esperávamos o tempo passar.
Afoguei todas as minhas mágoas naquela noite – e naqueles vários copos de vodka com energético, tanto que até hoje não me lembro muito da minha estréia na Trash, talvez da primeira meia hora de festa e olhe lá, mas não consigo esquecer do quanto me diverti.
O tempo passou, o mocinho pastou e, diferentemente das amigas que me introduziram à Trash, eu não deixei mais a festa. Como sempre fui meio cara de pau mesmo, passei a ir sozinha.
Desde então, venho semanalmente conhecendo pencas de gente linda, criando raízes, estreitando laços, papeando, abraçando, beijando, dançando muito, aprendendo algumas coreografias, improvisando outras tantas, pagando ‘micos’ virtualmente impagáveis, desestressando, rindo de vez em sempre, chorando de vez em nunca, me divertindo horrores religiosamente, enfim, a verdade é que tenho hoje na Trash o meu refúgio, minha terapia.
Micos eu não narro aqui nem sob tortura, até porque o estoque é infindável e cresce a cada semana, mas faço um ‘mea culpa’ necessário: sim, eu tenho um histórico homérico, quase olímpico, na categoria perda de comandas. Algumas encontradas, outras não, mas fato é que eu tenho uma tendência forte e inegável a perder minha comanda e o pessoal do caixa me avacalha periodicamente por isso. Confesso: eu mereço!
No mais, eu sei que ainda sou bem novinha na família, mas carinho não se mede por lapso temporal… ele pode ser enorme e imediato. E comigo foi. Carinho dado e carinho recebido. O passar do tempo só tem feito com que eu reafirme que esse carinho todo vale mesmo a pena, pois a certeza é de que fui conquistada por amigos sem os quais não me imagino, hoje.
Obrigada, cortiço querido, por me receber de coração quentinho, braços abertos, cheiroso, gostoso, lascivo, sem vergonha e sem juízo! Sempre!

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