Meu caso com a Trash é antigo, mas nem sempre foi de amor. Há uns três anos eu fui com alguns amigos conhecer uma balada que tocava músicas da Xuxa (pelo menos foi assim que me descreveram o lugar) e não gostei. Como muitos trashers, eu freqüentava, na época, baladas tipo Vila Olímpia e nunca tinha ido num lugar “sem preconceitos”.
Muito tempo passou e meu primo (Biel Freitas) começou a me convidar para ir novamente. Num fim de semana perdido em casa, resolvi aceitar o convite. Havia passado dois anos desde a minha primeira visita. E lá fui eu com a cara e a coragem (e sem aqueles amigos). Vi que os preconceitos deveriam ser deixados na porta, como pedia uma plaquinha, e percebi que não precisava saber dançar, ser forte, bonito ou ter qualquer pré-requisito que me acostumei a ver em outras baladas.

Até hoje não sei explicar se foi a música, a vodca, o povo doido que me apresentaram ou a brincadeira do gelo! Mas saí de lá já pensando na volta, e voltei uma, duas, três… Conheci pessoas maravilhosas, fiz amigos, me apaixonei e desapaixonei várias vezes (numa dessas conheci minha namorada, uma das maravilhas que a Trash me propiciou).

Acabei por carregar minha irmã, primos, amigos, colegas e até meus pais já deram pinta na “buati”. E aqueles amigos da primeira visita até hoje tentam entender o que aconteceu, porque meu fim de semana agora é sempre Trash!!!

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