Lendo os demais depoimentos que estão no site, percebi que as pessoas têm o costume de começar pelo começo. Explico: todo mundo começa o texto dizendo como conheceu a Trash e como se apaixonou pela Trash, para só depois contar o que mais gosta na Trash. Pensando bem no conceito da Trash, resolvi escrever o meu texto em sentido inverso. Não quero seguir um padrão, afinal, a Trash, para mim, é isso: uma total falta de padrão. Lá não se seguem receitas de sucesso, não se aplica o que está na moda… Lá tudo é o que é, todo mundo é o que é. Difícil explicar, mas acho que quem VIVE a Trash sabe bem do que eu estou falando.

A Trash é irreverência, é aceitação, é falta de preconceito, é alegria pura, é essência, é mistura, é miscigenação, é variedade, é respeito, é fantasia, é simplicidade, é extravagância, é libertação, é terapia, é magia, é apoteose, é caricatice, é mundo paralelo, é marrom glacê… É PAULICÉIA DESVAIRADA! E é por causa de todas essas características, que às vezes soam até contraditórias entre si, que ela se afasta, ou melhor, se destaca, de toda e qualquer balada. Se a Trash não fosse assim – tão única! – o nosso Tonyy não teria dois “y” e o nosso Eneas não seria, além de um ótimo DJ, um excelente dançarino!

Ahhh… E como falar da Trash sem mencionar o Tonyy e o Eneas? Dois queridos! Dois amigos que há quatro anos tiveram uma idéia maluca. Tão maluca que deu muito certo, tanto pela dedicação dos dois, quanto pelo carinho que eles têm pelo que fazem. Aliás, refletindo melhor, eles não fazem, quem faz é a gente… Eles só dão uma “ajudinha”, um “empurrãozinho”, mas, no fim, quem decide os rumos da festa, “se vai ter Trash no Ano Novo”, “se vai ter Acampa” ou “se vai ter Banho-de-Espuma-Open-Bar-Gato-Mia” somos nós… E isso mais uma vez mostra que a preocupação do staff (agora falo de todos) com o público e com os nossos anseios (e devaneios) é infinita. Isso não tem preço!

Portanto, é impossível não se viciar, não é mesmo? Impossível não tratar aquele lugar como uma segunda casa, como um refúgio de fim-de-semana, como uma reunião de amigos. Opa! Aproveito para me corrigir. A Trash não é um vício, é uma mania; vício tem conotação ruim, representa uma inclinação para o mal, já mania é apenas algo que a gente faz em excesso. E se a gente gosta de trashear em excesso, é porque é muito bom! Faz bem, lava a alma, descansa a mente e, claro, gera muitas risadas, daquelas que fazem faltar o ar e a barriga doer! Muitas risadas, muitas histórias (sem contar os bafões!), muitos amigos… Amigos nada a ver um com o outro, loucos de todos os gêneros, cada um com um passado, cada um com uma realidade, cada um com um perfil e, inexplicavelmente, todos tão parecidos comigo!

Ah, e para quem teve paciência de ler até aqui, conto a minha história… Tudo começou em 2003… Uma amiga queria um lugar “diferente” para comemorar o aniversário e eu sugeri a Trash. Estava louca para conhecer o cortiço após ler uma reportagem sobre a casa em uma revista indicada pela minha mãe. Achei tudo o máximo e passei a freqüentar a “buaty” esporadicamente, mas nem desconfiava de que aquele cantinho no Centro da cidade um dia se tornaria tão especial. Foi em 2005, já acompanhada da minha irmã, que eu passei a perceber todas as “nuances” que eu relatei aí em cima e me rendi, finalmente, aos encantos da Trash.

Hoje sou feliz por fazer parte disso tudo e digo com convicção: A FESTA NUNCA VAI ACABAR!

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