Por Alessandro Fiocco para Trash 80′s


Magda Cotrofe, quatro vezes capa de Playboy

Monique, Luiza e Luma eram as morenas. As loiras eram representadas por Bruna, Maitê e Xuxa. Ainda havia a beleza brejeira de Sonia e Claudia Ohana.

As musas dos anos 80, com mais charme e pimenta que as de hoje, precisavam não só de beleza mas também de carisma.

Modelos de fotos sensuais, elas arrasavam em ensaios cujo cenário era sempre praia e os figurinos esbanjavam cores nos biquínis coloridos, brincos gritantes e batons rosa, claro, com sombra da mesma cor.

Sem necessariamente atingir 1,80 m de altura e ter pernas longas, seu maior atributo era a sensualidade natural, algo típico da época, sem grandes produções ou biotipos estabelecidos. Em tempos em que o termo “photoshopar” não existia, era necessário ser bonita de verdade!

Crescemos ouvindo que “o proibido é melhor” e isso talvez tenha contribuído para que essas mulheres passassem a fazer parte do imaginário da molecada e dos marmanjos. Some a isso que, durante um bom período da década de ouro, vivemos sob forte regime militar, em que transgredir era ainda mais gostoso. Sendo assim, porque não idolatrar as gostosonas que saíam na Playboy ou as beldades que apareciam seminuas em campanhas de lingerie?

As modelos comercias de mais sucesso nos primeiros anos da década, como Xuxa, Luíza Brunet e Monique Evans, transavam muito bem o fato de serem capas de Nova, Cláudia e Desfile, ao mesmo tempo em que faziam Playboy e Ele & Ela. Enquanto as mães apreciavam os modelões nas manecas, os pais as viam de maneira um pouco mais desinibida, situação que hoje não faria muito sentido, uma vez que as modelos não costumam protagonizar ensaios nuas.

Isso sem falar nos meninos. Tentar pegar escondido a revista do pai ou até mesmo se arriscar e ir à banca para adquirir o exemplar era uma tremenda aventura. E, geralmente, após lida e utilizada como fonte de inspiração (se é que me entendem), a revista ia parar invariavelmente…debaixo do colchão.

Outra saída era acompanhar as beldades, mesmo que fosse obrigado a assistir ao Show de Calouros para ver a Sonia Lima dar as notas para os calouros ou esperar os domingos e ver a belezura da Isadora Ribeiro emergir das águas na abertura do Fantástico. Novelas, ainda que fossem um saco, eram desculpa para ver os olhos verdes da Maitê Proença ou ouvir a voz rouca da Bruna Lombardi. E o que dizer da Xuxa, em fase pós-modelo, com aquelas botas brancas e saias curtíssimas, nos desejando diariamente um sorridente “Bom Dia”?

Muitas das musas figuram ainda entre as mulheres mais bonitas do Brasil e têm lugar garantido na mídia. Xuxa virou rainha dos baixinhos, Monique dá pinta em programas de TV e Luiza se inseriu na alta sociedade carioca. Outra grande musa brilha na Sapucaí todos os anos: Luma de Oliveira, que, em meio a escândalos, sempre ressurge mais linda do que nunca. Mesmo assim, há aquelas que sumiram da mídia, como é caso de Magda Cotrofe, que foi capa da Playboy quatro vezes – inclusive uma vestida de noiva, já que estava prestes a se casar – , e hoje em dia é empresária.
Mesmo na faixa dos 40/50, as musas dos anos 80 ainda batem um bolão e continuam sendo homenageadas e lembradas quando o assunto são mulheres inesquecíveis.

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