Por Roberta Ribeiro para Trash 80’s

A década de 80 foi uma das que mais viu crianças-prodígio nas telinhas. Foram tantas que fica até difícil escolher as que mais se destacaram. As cinco listadas abaixo são líderes de seus grupos. A única exceção é Aretha Marcos, que fez os principais musicais da Rede Globo na época.

Os outros quatro fizeram parte de bandas infantis de grande importância: A Turma do Balão Mágico e Trem da Alegria. A Turma do Balão Mágico também foi um programa televisivo, do qual apenas Simony e Tob (que não está neste Cultura, mas já fez show na Trash) participavam, junto com Fofão, Castrinho e Halleyfante. Já o Trem teve várias formações. Além dos participantes citados abaixo, os mais famosos foram Amanda e Luciano.

Aretha Marcos – filha de Vanusa com Antônio Marcos, fez os musicais infantis “Arca de Noé”, “Pluct Plact Zum” e “Pirlimpimpim”. Durante o período de fama, teve que parar de estudar. Atualmente, ainda canta, mas também tem registros na carteira profissional como assistente de cozinha e vendedora.

Simony – vinda de família circense, estreou no Balão Mágico com apenas cinco anos. Sua carreira “infantil” durou até um último disco com Jairzinho, em 1987. A partir da década de 90, entrou na fase adulta. Isso significou, no caso: posar para revistas masculinas, gravar discos de pouca vendagem e se relacionar com presidiários e jogadores de futebol. Até autorizar a gravação de momentos do parto de seu primeiro filho aconteceu. Seu último show na Trash foi na festa de quatro anos, quando estava grávida de sua terceira criança. Bem mais comportada, diz que não fala mais de sua intimidade.

Jairzinho – começou a carreira musical com apenas seis anos, cantando com o pai, Jair Rodrigues. Com sete entrou para o Balão Mágico, apresentado em “Amigos do Peito” pelo cantor Fábio Jr.. Em 1987, gravou com Simony e tentou continuar na carreira de cantor infantil, sem muito sucesso. Depois de se formar nos Estados Unidos, voltou ao Brasil e segue cantando, sem nenhum hit memorável. É mais conhecido, na verdade, por ser marido da atriz Tânia Kalil.

Juninho Bill – o menino prodígio com cara de sapeca começou na TV num concurso, o Festival Internacional da Criança, no SBT. Pegou terceiro lugar e chegou a trabalhar no “Domingo no Parque”, com Sílvio Santos. Mas a fama veio mesmo com a participação no Trem da Alegria. Foi o único da formação original a ficar até o fim, em 1992. Tentou seguir como cantor com a banda Acesso Livre, mas desistiu e foi para o campo. Literalmente: teve uma passagem de três anos pelo futebol (jogou no Corinthians e na Portuguesa, entre outros times). Cursou jornalismo e sua última banda foi a nada famosa Schulapa.

Patrícia Marx – também participou do Festival Internacional da Criança e ficou em segundo lugar. Depois, com Luciano, Xuxa e Carequinha fez o “Clube da Criança”. Em seguida, entrou para o Trem da Alegria, no qual permaneceu até 1987. Continuou na música em carreira solo e foi até que bem sucedida, com hits como “Festa do Amor” e “Certo ou Errado”. Adulta, teve músicas como trilhas nas novelas “A Viagem” e “Malhação”. Atualmente, tenta se restabelecer como cantora, mas ficou com fama de metida depois que vários ex-integrantes do Trem resolveram pôr a boca no mundo e dizer que ela parou de falar com eles.

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