Arquivo do mês: junho 2006

Por Roberta Ribeiro para Trash 80’s

Quando Silvio Santos colocou o SBT – então TVS – no ar, uma de suas primeiras atitudes foi importar do México algumas de suas novelas de maior sucesso. Se as novelas brasileiras, como já constatou Denis Klein aqui no Cultura, já são cheias de clichês e absurdos, o que dizer das irmãs da América Central? Além das histórias rocambolescas, os artistas de lá conseguem ganhar de longe dos brazucas no quesito canastrice. E as produções também não ficavam atrás: os cenários tentavam em vão reproduzir a realidade, mas tudo ficava muito aquém do padrão Globo de qualidade.

A primeira produção mexicana a ir ao ar, em 1982, foi “Os Ricos Também Choram”, que teve um remake brasileiro em 2005, na mesma emissora. O original, diferentemente da versão, se passava em dias atuais e contava a história de Mariana Villareal, órfã que perdeu a mãe no parto e desconhece seu pai. Ela se apaixona por um irmão, mas seu cunhado a ama verdadeiramente. E não sabe que seu pai morreu recentemente e era um fazendeiro rico, cuja viúva vai tentar destruí-la para ficar com a herança.

Com o grande sucesso da novela, “seu” Silvio emplaca outra novela com uma órfã em 1983. “Chispita” se diferencia porque a protagonista começa a trama vivendo num abrigo, já que, em teoria, seus pais morreram num acidente de carro. A menina vai morar na mansão de um milionário para alegrar a vida da filha dele, que tem a mesma idade e só sofre desde a morte da mãe. O ricaço se apaixona pela cozinheira do orfanato que, como em toda boa trama, se recupera de uma amnésia e lembra ser mãe de Chispita. Antes do “felizes para sempre”, porém, a garota tem que livrar a nova família de duas vilãs.

Essas foram as duas tramas de maior sucesso, mas o canal ainda exibiu “Estranho Poder”, “Viviana”, “Lupita”, “Angelito”, “Soledade”, “Só Você” e “A Vingança”, esta última em 1987, quando encerrou-se o primeiro ciclo dos roteiros chicanos no Brasil, que só voltaria em 1991 com “Rosa Selvagem”.

Para quem acha que as novelas brasileiras são trash, fica a dica: nada é tão ruim que não possa ficar pior!

Em junho, estar na moda é estar na Trash 80’s. Chega a vez de Evão do Caminhão passar a faixa de Miss para uma nova menina e de ver o Brasil mais uma vez entrar em campo num Mundial. Venha fazer parte de uma torcida fashion!

Qui – 1/6 – Trash 80’s Centro – Pop Trash Madrugada do Tapete da Disciplina
Uma noite de hostess: Roberta Vieira
Performance ABSURDA surpresa
DJ convidado: David Shaolin

Na onda do reality show SuperNanny que invadiu a TV brasileira, a primeira Pop Trash de junho coloca o público para dançar, como “castigo” por bom comportamento na festa. O tapete de pensar fica para quem ousar perder esta noite.

Sex – 2/6 – Trash 80’s Centro – Cheias de Charme
Apresentação das candidatas à Miss Trash 2006

Em junho, a Trash vai escolher sua nova Miss. Para que ninguém fique perdido no meio das muitas candidatas, elas desfilam no palquinho da festa nesta sexta, para uma primeira avaliação. Quem será que leva a melhor?

Sáb – 3/6 – Trash 80’s Centro – Trash Manequins
Brincadeiras com Dolly & Dolly

Elas são altas, esguias e desfilam os modelos mais absurdos. Estamos falando das manequins, claro, mas de Dolly & Dolly também. As drag gêmeas comandam as brincadeiras deste sábado. Apareça!

Sáb – 3/6 – Trash 80’s Vila Olímpia – A Trash Entra em Campo
Desfile verde-amarelo com a Turma Trash & Deboshow
Vista verde-amarelo e pague apenas R$ 15 de entrada
Double caipirinha! Compre uma, que a outra é de graça até à 1h!

A seleção canarinho entra em campo pela primeira vez na Copa da Alemanha no dia 13. A Trash se adianta e já prepara a torcida: quem for de verde e amarelo paga menos. Marque um gol de alegria no seu fim de semana.

Qui – 8/6 – Trash 80’s Centro – Pop Trash Noite dos Geminianos
Uma noite de host: Ale Fiocco
Performance: Gigi
DJ convidado: Daniel Lovizzaro

Duas caras? Dupla personalidade? Que nada! Os geminianos são carismáticos e cheios de boas qualidades. Quer conferir? Não perca a Pop Trash desta quinta-feira, então. Ale Fioco, Gigi e Daniel Lovizzaro mostram pra você.

Sex – 9/6 – Trash 80’s Centro – Fashion Freak
DJ convidado: Alisson Gothz

Atitude e originalidade são essenciais para quem gosta de moda. A questão é que, com isso, aparece cada maluquice! Em homenagem às loucuras fashion, a Trash convida a hostess (e aniversariante) Alisson Gothz para suas cabines mais uma vez.

Sáb – 10/6 – Trash 80’s Centro – Moda Canarinho
Concurso de embaixadinhas
Vista verde-amarelo e ganhe desconto e entrada preferencial

Faltando três dias para a Seleção Brasileira pisar nos gramados, a Trash dá início a uma desvairada torcida e ainda tem uma tremenda colher de chá: quem for de verde e amarelo, ganha vantagens para conferir o concurso de embaixadinhas.

Sáb – 10/6 – Trash 80’s Vila Olímpia – Noite do Tititi
Show com Massita e Uras
Performance com as meninas da Turma Trash
Double vodca! Compre uma dose, que a outra é de graça até à 1h

A indispensável dupla de queridos Massita & Uras anima a noite da Vila Olímpia, junto com a Turma Trash, que relembra Jacques LeClair e Victor Valentim, protagonistas da novela “Ti Ti Ti”.

Qua – 14/6 – Trash 80’s Centro – Festa Junina Friendly
Quadrilha amiga, casamento coletivo GLBT e muita ferveção

Para começar bem a semana especial GLBT da Trash, uma festa onde a diversidade impera mais uma vez. No arraial da festa, o casamento é coletivo e pode tudo: menino e menino, menina e menina, menino e menina.

Qui – 15/6 – Trash 80’s Centro – Pop Trash “Bee, que cara é essa?”
Uma noite de host: Marcelo Gaúcho
Performance: Ginger Hot
DJ Luy X DJ Tonyy (back to back bate-cabelo)

Para deixar todo mundo em polvorosa, a Pop Trash desta quinta coloca o belíssimo Marcelo Gaúcho na recepção, traz performance luxo de Ginger Hot e ainda tem um back to back com músicas para dar pinta.

Sex – 16/6 – Trash 80’s Centro – Divas!
Show com Mônica Mariano
Performance com Bianca Exótica

As grandes vozes e performances da comunidade GLBT são o destaque desta noite, que conta com o talento de Mônica Mariano e a ousadia de Bianca Exótica para cativar o público. Um arraso, com toda a certeza.

Sáb – 17/6 – 10ª Parada do Orgulho GLBT
Caminhão da Trash 80’s
4º carro na Avenida Paulista – saída às 14h

Pelo quarto ano consecutivo a Trash 80′s bota seu carro na Avenida Paulista para a maior Parada do Orgulho GLBT do Mundo. Todos os DJs e performers que fazem a festa aos finais de semana também marcam presença. E o melhor: é de graça!

Sáb – 17/6 – Trash 80’s Centro – A Parada não Pára
DJ convidado: Adauto

Quem disse que a Parada do Orgulho GLBT só acontece na rua? A Trash 80’s prova que não e traz toda a alegria do evento para dentro do Clube Caravaggio. Nas cabines, O George Michael de Taipas toca suas músicas preferidas.

Sáb – 17/6 – Trash 80′s Vila Olímpia – excepcionalmente a festa não será realizada

Qui – 22/6 – Trash 80’s Centro – Pop Trash Copa É Bacana
Uma noite de hostess: Carola
Performance: Regis
DJ convidada: Erica Keka

Assistir aos jogos da Copa do Mundo é uma diversão com que se pode contar apenas de quatro em quatro anos. Por isso mesmo, a Pop Trash desta quinta celebra o evento e manda boas vibrações para a seleção canarinho.

Sex – 23/6 – Trash 80’s Centro – Trash na Passarela
Desfile Divina Diva
DJ convidada: Junia

Um desfile com roupas inspiradas na Trash 80’s é uma das atrações deste noite de sexta, que também conta com a deslumbrante Junia, senhora Rafinha Bastos, estreando nos picapes. Haja glamour!

Sáb – 24/6 – Trash 80’s Centro – SuperTrash Miss Trash
Final do concurso

Depois de um mês de votações, cinco candidatas subirão ao palquinho neste sábado para concorrer ao posto de representante feminina da Trash 80’s. Toda a torcida é válida e faz diferença. Não perca!

Sáb – 24/6 – Trash 80’s Vila Olímpia – Arraial da Trash
Performances com a Trupe Trash
Quadrilha trasher com Dolly & Dolly

Mistura explosiva: compre um energético e ganhe uma dose de vodca até à 1h
Camisa de flanela e calças com remendos para os meninos e vestido de caipira para as meninas. Está feita a festa junina da Trash 80’s Vila Olímpia. E ainda tem performances com a Trupe Trash e quadrilha com Dolly & Dolly.

Qui – 29/6 – Trash 80’s Centro – Pop Trash Aqui Não Tem Xabú
Uma noite de hostess: Rita Nelli
Performance: Rafinha Bastos
DJ convidado: Gustavo Monteiro

Quem gosta de muita gandaia já sabe: quinta-feira não dá pra perder a Pop Trash. Nesta semana, Rita Nelli recebe os convidados, Gustavo Monteira faz um “vôo” na cabine e Rafinha Bastos capricha na performance.

Sex – 30/6 – Trash 80’s Centro – WebTrash
DJs convidados: Nilsom Medina e Leandra

Dois membros muito queridos das comunidades da Trash espalhadas pela internet assumem o comando da pista por uma hora nesta despedida do mês de junho. O “galã” Nilsom Medina e a gatíssima Leandra prometem sets especiais. Confira!

Por Roberta Ribeiro para Trash 80’s

Em 1988, uma música judaica ganhou fama e tomou conta das rádios no mundo inteiro. Era “Im Nin’alu”, gravada pela cantora Ofra Haza.

Nascida em 1957, Haza era filha de uma família de judeus do Iêmen, que emigraram para Israel fugindo da perseguição em seu país de origem. Filha caçula de nove irmãos, Ofra começou sua carreira como atriz amadora de um grupo de teatro de seu bairro, onde teve suas primeiras experiências com interpretação e canto, aos doze anos. Com 17, venceu um concurso nacional de música oriental, para, quatro anos depois, gravar seu primeiro disco.

Aparece pela primeira vez para os ocidentais no Festival Eurovisão da Canção de 1983, onde obtém o segundo lugar com a música “Chai”, escrita pelo poeta israelita Ehud Manor. Em 1985, grava um disco de caráter mais étnico, menos pop, com músicas feitas sobre bases de instrumentos tradicionais da cultura oriental e poemas do século XVI do rabino Shalom Shabazi, gravados em hebraico, árabe e aramaico, como forma de homenagear suas raízes.

Depois disso, a cantora decidiu se dedicar à carreira internacional e para concretizar o projeto, mudou-se para Los Angeles, sem nunca deixar de lado sua terra. Em 1987, numa de suas viagens, Ofra Haza sofre um acidente de avião na fronteira de Israel com a Jordânia, mas sobrevive.

No ano seguinte, lança a já citada “Im Nin’alu”, que misturava a sonoridade do Oriente Médio com letra em inglês. A canção fica no topo da parada alemã por nove semanas consecutivas e o disco “Shaday” vira sucesso absoluto no Canadá, nos Estados Unidos e no Japão. A voz da cantora também foi usada como sample em “Pump Up the Volume”, um techno bem construído do M.A.R.S.S..

O disco seguinte, “Desert Wind”, de 1989, traz todas as letras em inglês e é totalmente pop. Daí por diante, ela grava mais cinco álbuns (com “Kyria”, de 1992, sendo indicado ao Grammy) e faz duetos com nomes como Iggy Pop, Lou Reed e Paula Abdul.

Com apenas 43 anos, no ano 2000, Ofra Haza morre de uma doença não especificada, agravada pela AIDS. Deixa, no entanto, um bom legado: a inserção da música árabe no mundo ocidental e novas sonoridades para europeus e americanos.

(agradecimentos ao leitor “Bogra” pela correção!)

Por Roberta Ribeiro para Trash 80’s

Assim como o Brasil tem a música popular brasileira, o Japão tem a J-Pop, ou música pop japonesa. A grande diferença é que, para eles, o popular tem um quê de estrangeiro. Imperam o rock e o rap. As músicas feitas para servir de temas para “animes” (animações, desenhos animados) também entram na lista de sucessos, que tomaram força mesmo na década de 80.

Instrumentos diferenciados, típicos da cultura oriental, são um dos maiores diferenciais da J-Pop. Assim, o violino está presente em canções de bandas como a Gackt, que não é 80’s, mas herdou sua sonoridade da década retrasada. Além disso, as roupas superproduzidas e a preocupação com a imagem da banda fizeram dos grupos japoneses predecessores da estética das boys bands: meninos que, além de tocar instrumentos, se arrumam muito e dançam as músicas que tocam. A música japonesa também é fortemente influenciada pelo pop norte-americano, que desde a década de 50 explodiu mundialmente.

Abaixo, algumas das bandas e cantores mais famosos da J-Pop:

- Glay (http://www.glay.co.jp) – a banda, surgida em 1987, é da cidade de Hakodate. Composta por cinco integrantes, faz um som pop-rock. O nome é uma menção à mistura dos dois gêneros. Segundo o vocalista e fundador da banda, Takuro, o rock é preto e o pop é branco. A mistura de ambos resulta em cinza, do inglês, grey. Glay é a corruptela da palavra.

- The Checkers – Criada em 1980, a banda se desfez em 1992. Foi um dos maiores sucessos de mídia no Japão na década de 80 e tinha como principais características o fato dos cinco integrantes serem vocalistas, além de tocarem algum instrumento. Pop-rock era também a designação do grupo para o som que faziam. Hoje em dia há uma banda americana chamada “The Checkers”, mas não tem nada a ver com a banda japonesa.

- Chage & Aska (http://www.chage-aska.net/) – Dupla de cantores e compositores que tem nas baladas românticas seu forte, apesar de já terem flertado com o hard rock e com a música eletrônica. Criada em 1979, também teve sua música influenciada pelo folk e pelos Beatles.

- Anzen Chitai – Ficou famoso como grupo de pop-romântico, e surgiu em 1982. Depois de anos separados, os músicos voltaram a se unir e a produzir em 2002. Fizeram músicas de muito sucesso para o anime “Maison Ikkoku”, de 1982.

- Hideki Saijo (http://www.earth-corp.co.jp/HIDEKI/top.html) – Além de cantor, também era ator central da série de ação “Anjos de Aço”, produzida na China. Seu maior sucesso nos anos 80 foi uma versão de “YMCA”, do Village People, chamada “Blue Sky Blue”.