Falar de um lugar que conheci há quase 3 anos é um pouco complicado. Foi nesse lugar que conheci pessoas que hoje são minha família, que me adotaram, já que minha família verdadeira está a 400 km de distância de São Paulo.

Vamos lá: conheci a Trash pelo famoso Edu Negão, primo de primeiro grau, com quem não tinha contato há uns 2 anos. Foi ele quem me estendeu a mão e apoiou minha vinda a essa cidade, e lhe agradeço por isso.

Primeiro contato com um trasher: minha mãe adotiva, a Miss Trash 2006, LuLu. Até então não tinha colocado os pés no “cortiço” Era minha primeira semana em São Paulo, e primeira quinta-feira de novembro de 2003 fui a uma festa de aniversário. Ana Cravo comemorou em um mercado onde se vendia comida japonesa, muito estranho pra uma caipira saía do interior, mas foi divertido. Neste dia conheci o “alto escalão” da festa: Ana Cravo, Leco, Andréia Meneguete, Fê Ruça, Paty, Cris, Adriana e Lubo, Eneas, Natasha, Dédeia e Cleiton. Bom não lembro o nome de todos, porque a mesa era gigante!

Mas enfim essas pessoas passaram a fazer parte de minha vida… e olha que eu ainda não tinha conhecido a festa! Na verdade fui conhecer depois de umas 2 semanas. Foi numa noite cujo tema era “Festa dos Óculos”, e eu me encantei pelo lugar. Pessoas alegres, que eu havia encontrado há alguns dias, lá naquele aniversário, foram super-receptivas comigo, em um ambiente bem diferente de onde eu vinha. Cada música lembrava de uma pessoa da minha infância, adolescência. Muita diversão. Janeyde falando besteiras e eu ficando roxa de vergonha.

No sábado, Alisson, com seu ar sério que me dava medo, mas hoje ele até ri pra mim (ou de mim). Os funcionários do Caravaggio, Márcio, Shirley, Tia Miriam. Todos me receberam muito bem.

E o que aconteceu depois de ter conhecido essa festa e as pessoas que me acolheram como se eu fosse da família? Bem depois acho que a maioria já sabe: pagação de mico, pegação, rodo, cucas, vexames, mais pagação de micos.

Resumindo: menina sai do interior de São Paulo sem conhecer nada da cidade grande, cai em uma festa onde tudo e todos são maravilhosos, aprende que preconceito não tem de existir, que todos são como são, não tem de implicar ou reparar se um veste de um jeito e outro de outro, se um gosta do igual ou do diferente, entende que quando se está bem consigo mesma nada incomoda, começa a conhecer a cidade grande, apaixona-se, desilude-se, mas sempre tendo ao lado pessoas especiais, que essa festa trouxe pra sua vida, ao seu lado.

E é por isso que só tenho a agradecer à Trash: por ter me acolhido agora como profissional e ter colocado em minha vida pessoas como Ligia Helena, Tari, Chiara, Eneas, Renata, Sofia, Lulu, Manny, Catatau, Tchago, Paulinha, entre várias outras pessoas, que se eu for colocar aqui vai dar umas 2 paginas só de nomes. E as que não citei os nomes sabem o quanto eu gosto e admiro.

Quando estava terminando esse texto hoje, dia 29/6/2006, vi que essas pessoas que me fazem rir, e que me divertem de um modo geral, provaram ser mais especiais ainda. Queria deixar registrado nesse meu depoimento que vocês estão sendo muito mais que amigos, estão sendo minha família: Eneas, Renata, Ligia, Elisa, Camis, Tchago, Sabrina, Roberta, Luis, Danilo, Sean, Tari, Dani Dee, Thomas, Chiara, Malu e tantos outros: obrigada.

Agradeço ao Santo Expedito pelas amizades alcançadas.

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