Fazia tempo que não saía e também estava enjoada de um circuito de bares e danceterias aonde as pessoas vão para exibir corpos malhados, roupas da moda e futilidades. Acho que é a idade: a gente vai ficando chato, sem paciência pra nada e detestando gente burra. Acho que adquirimos certa praticidade e tudo o que emperra deve ser descartado. É isso aí, descartei esses lugares da minha vida…não queria mais. Aí ouvi falar de uma tal Trash 80´s, primeiro numa rádio, depois num churrasco entre amigos. Em junho de 2005 uma amiga me apresentou ao lugar. Lembro até hoje dela falar: Vá com sapato confortável pra dançar muitooo!!

Ao entrar naquele lugar escuro, gente com roupas e maquiagem coloridas, e dançando músicas que lembravam a minha pós-adolescência,falei: “Nossa, como eu podia imaginar que numa rua do Centro de SP podia existir um lugar assim, tão especial!!”.
A cada música que tocava, comentava com minhas amigas: “Não acredito!! Há quanto tempo não ouço essa canção!”.
Jogamos-nos na pista e eu, particularmente, dancei até gastar a sola do sapato. Às 5 da manhã e estávamos na fila pra pagar e aí começa a tocar Roberto Carlos, voltamos pra pista e ficamos até às 6 horas.

Era um mundo mágico, havia uma sintonia entre as pessoas, o divertimento era a palavra chave e eu estava precisando daquilo: D I V E R S Ã O!!!
Voltei algumas outras vezes com amigas, fui ao meu primeiro Open Bar e depois disso marcávamos e algumas vezes davam certo e outras não. E quando não dava certo ficava decepcionada e triste por não ter coragem de ir sozinha. Até que um dia estava com uns amigos num pizza bar e, à 1h da manhã, todo mundo com sono, menos eu e encorajada por umas caipiroskas, percebi que poderia ter mais da noite. Aonde ir sozinha? O primeiro lugar que me veio a cabeça: TRASH 80´s. Uma amiga me deixou na porta e lá fui eu, com a cara e a coragem. Aí foi só alegria: me joguei e dancei muitoooo. Já conhecia alguns (porque como minha amiga fala “converso até com poste” ), pra outros me apresentei, abracei, beijei e fui recebida com muito carinho (tá certo que eu tava carente e fui bem intrometida mesmo). Pensei: Pronto, taí um lugar pra não se sentir só! Percebi quantos dias eu perdi, por não ir só porque não tinha companhia.

Este é um lugar que eu indico sempre, que levo mais gente pra conhecer, e que me sinto em casa. A Trash é assim, alguns vão e gostam mas não voltam sempre, outros vão e acham esquisito e outros como eu, fazem daquele lugar o segundo lar, a segunda família. Antes eu ia por causa das músicas, depois por causa dos DJ´s, depois por causa dos amigos e hoje vou pelo conjunto que considero completo. Lá existem várias tribos, não podemos negar, mas todas fazem parte de uma grande família. Para mim, o Acampatrash foi um divisor de águas: ali estavam pessoas de todas as gerações “trashianas” e o que vi foi integração, harmonia, solidariedade e a constatação de que estamos unidos pra que essa continue sendo a melhor festa de amigos que já se ouviu falar.
Nos últimos sábados tenho freqüentado a Trash Vila Olímpia e a casa não perde em nada para o grande motivo a que se propõe: colocar as pessoas pra dançar, rir e se divertir muito também.

Agradeço sempre pelo carinho, pela simpatia de todos, sem exceção (freqüentadores, staff, DJ´s), por serem lindos e transformarem as minhas noites.
Hoje, tenho amigos trashers que fazem parte do meu dia-a-dia e que são indispensáveis. Obrigada, Trash 80´s, por tirar minha vida da mesmice!

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