Por Roberta Ribeiro para Trash 80´s

Samba é coisa de carioca. Desfile? Só o da Marquês de Sapucaí. Foi a partir da década de 80 que esse panorama começou a mudar e o Carnaval paulistano ganhou ares grandiosos.

Para falar nos desfiles da capital, o melhor exemplo é Vai-Vai. Nos anos 80, a escola do Bixiga foi a maior campeã, conquistou cinco títulos. A segunda colocada, Rosas de Ouro, acumulou três; porém, no cômputo de todas as décadas a Vai-Vai é absoluta: são doze canecos e vários shows na avenida.

Em 1981, com o enredo “Acredite se Quiser”, a escola iniciou suas vitórias pela década. No ano seguinte, com “Orun Ayê – O Eterno Amanhecer”, veio o bicampeonato e claro, sempre havia quem dissesse que a situação na Bela Vista não podia ficar melhor.

Ledo engano: 1986, 1987 e 1988 trouxeram simplesmente o tricampeonato para a escola, que chegou ao fim do período com nada menos que cinco de dez títulos possíveis. Em comum, três enredos otimistas. “Do Jeito que a Gente Gosta”, “A Volta ao Mundo em 80 Minutos” e “Amado Jorge, a História de uma Raça Brasileira” traziam mensagens positivas para um país que saía da ditadura militar e procurava novos caminhos, novas idéias, uma identidade própria e livre.

E ainda houve os vice-campeonatos de 1983 e 1985. Por tudo isso, a herdeira do primeiro cordão do Carnaval de São Paulo, o Grupo Carnavalesco Barra Funda, de 1914, tem seu nome escrito na história da folia em São Paulo e no Brasil.

Curiosidade: o nome da escola surgiu do nome de um time de futebol, o Cai-Cai. A equipe mantinha uma roda de choro, apenas para convidados. Os penetras da roda eram expulsos com um “vai, vai”. Daí, surgiu o cordão Vae-Vae que deu origem à agremiação.

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