Por Roberta Ribeiro para Trash 80’s

Em 2005, já não era possível pensar na Trash como uma “nuvem passageira”, modismo que poderia ir embora a qualquer momento. Com o aumento do público e do número de noites em que a festa acontecia, foi preciso aumentar também o número de pessoas que trabalhavam para que ela acontecesse.

Logo em janeiro, uma novidade. Fabi Ribeiro, depois de tomar um banho de água mineral vestida num maiô espalhafatoso, foi escolhida Garota Verão, na primeira edição do concurso. O segundo lugar ficou para Suzie, que chegou a postar em seu fotolog uma montagem em que aparecia coberta apenas por uma bóia infantil. Isso é que é vontade de ganhar, não?

Fevereiro viu o maior Carnaval da história da Trash acontecer. Foram seis dias de festas, sem sair do Clube Caravaggio. Uma das inovações mais apreciadas pelos trashers foi o banho de espuma. Com o calor do verão brasileiro e do Clube, nada melhor que resfriar com a espuminha. Só quem não gostou muito foram as meninas: não houve chapinha que tenha resistido! Foi no fim do mês também que aconteceu a estréia da Trash 80’s Vila Olímpia no Spazio, com show da diva Rosana.

Março e abril seguiram os mesmos temas pensados para 2004, mulheres e cinema. No quarto mês do ano, Cerquilho, Curitiba e a internacional Barcelona puderam conhecer a Trash. A última, levada pelas mãos do Mister Trash, Gus Vieira, que mudou para aquela cidade menos de um mês depois de ser eleito.

Em maio, o tema mensal foi mudado. O terceiro aniversário dominou a programação. Cada uma das festas usou um lema da Trash como enredo. No dia 26, em grande estilo, o núcleo produziu a festa oficial da 9ª Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, que também comemorou os três anos de Trash 80’s. Além da superprodução, dos DJs da casa e da presença maciça dos trashers, o Tom Brasil ainda viu shows com Rosana, Gretchen (acompanhada de Massita & Uras) e Sidney Magal numa noite inesquecível.

Três dias depois, o palco de abertura da Parada também foi comandado pela produtora, que levou seu caminhão para a Paulista. Brazilian Genghis Khan, Verônica Pires e Jane & Herondy, entre outros tantos, fizeram a alegria de dois milhões de pessoas que compareceram ao evento. Da mesma maneira, o caminhão foi pura animação, com Massita & Uras e os DJs da festa fazendo os presentes caminhar e dançar ao mesmo tempo, sem parar, por mais de oito horas.

A Blitz, banda do cantor Evandro Mesquita, voltou aos palcos em festa promovida pela produtora Trash 80’s também, em meados de junho, no clube A Hebraica. No mesmo mês, Evão do Caminhão herdou a coroa de Miss Trash, que já havia pertencido a Dedéia Andrade e Adriana Spaca. A campanha teve até blog de divulgação!

Em julho, as férias foram o tema escolhido. A Matinê, que de março a junho tinha a dupla Massita & Uras como residentes, passou a ser 90’s. A Vila Olímpia viu nascer a Trupe Trash, grupo de performances criado sob medida para a festa. E uma única vez, uma trasher ganhou uma noite com seu nome: Maô foi morar fora e discotecou para os amigos como despedida.

Se Evão fez campanha para Miss, o que dizer de Nauê, o substituto de Gus Vieira / Catatau no posto de Mister? O japinha tinha logotipo, camisetas, bexigas e cartazes com seu nome. Mais surpreendente que isso, no entanto, só a torcida organizada, chegando aos berros e batuques e de ônibus fretado. O menino queria vencer mesmo. E conseguiu.

Setembro teve Trash Luar do Sertão, quando o trasher Medina tocou as músicas sertanejas que até então passavam longe da festa. E descobriu-se mais um gênero para trazer contentamento – e risadas – ao público. No meio do mês, uma surpresa especial. As Paquitas da primeira geração juntaram-se para shows novamente. E adivinha onde foi a apresentação de estréia delas? Na Trash, claro, para delírio dos freqüentadores e com direito a repeteco no final do mês.

Mesmo sendo o mês das crianças, outubro teve uma atração nada infantil na programação: os funkeiros Gorila & Preto trouxeram o ritmo e o suíngue cariocas para a Pop Trash. Agradaram em cheio. E não foram embora depois da apresentação: curtiram a noite, dançaram e se entrosaram com o público.

O Halloween, festa já tradicional para a Trash, foi grotesco e aconteceu no famoso Cartola Clube, na avenida Brigadeiro Luis Antônio. Abriu o mês de novembro, dedicado à diversidade.

Por fim, dezembro chegou e a retrospectiva relembrou os melhores momentos da “festinha de aniversário para amigos” que virou marca registrada e sinônimo de diversão, respeito e amizade na noite paulistana.

Quanto a 2006, ainda é cedo para falar. Mas com esse passado e essa vontade de fazer cada vez melhor, fica mais fácil acreditar em Ronaldo Resedá quando ele diz: “A festa nunca vai acabar”.

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