Por Roberta Ribeiro para Trash 80’s

Logo no início de 2003, a Trash teve que encarar duas mudanças de endereço. Em janeiro, saiu do Hotel Cambridge, onde aconteceu em seus primeiros sete meses de vida, e foi para o Picasso. Apesar do espaço um pouco maior, a grande quantidade de gente que lotava o Hotel também não conseguiu sentir-se menos espremida no novo local. Mas era só temporário.

Em 1º de fevereiro, os trashers conheceram o que seria — e ainda é — a casa da Trash, o então Caravaggio. Ainda inacabado, sem decoração e ar condicionado, o clube tinha praticamente o dobro da capacidade dos lugares anteriores onde a festa fora realizada. Mas causou polêmica nas listas e blogs onde a Trash 80’s era comentada. Afinal, será que era uma boa mexer naquele “time que estava ganhando”?

Até como forma de mostrar que a Trash não era um lugar, mas uma festa feita pela vontade de se divertir de quem ia, em março, o Teatro Oficina foi o escolhido para abrigar o Carnaval Kitsch. E não deu outra: a folia foi das mais animadas e grudou na memória de quem foi.

De volta ao atual Clube Caravaggio, em maio, a Trash assoprou sua primeira velinha com o primeiro show de sua história. O Brazilian Genghis Khan caprichou no visual para cantar seus sucessos e viu a pista lotada cantar junto.

Logo no comecinho de julho, um DJ convidado viria para ficar: Nico fazia sua estréia nos picapes e ganhava um espaço especial com os criadores da festa, que viram naquela “cria” uma promessa de mais noites animadas.

O sétimo mês do ano também viu outras duas novidades importantes: a abertura da Trash nas sextas-feiras e a Trash Bloggers evoluir e se tornar Trash Bloggers e Fotologgers. A essa altura, as câmeras digitais já registravam cada mínimo fato que acontecia no Caravaggio. Então, nada mais justo que colocar os floggers na cabine também.

Na última festa de agosto, performances incríveis fizeram da Trash Chacrinha uma das melhores do ano. Rico Suave encarnou o Velho Guerreiro, com direito a chacretes como Alisson Gothz e Adriana Spaca, já grávida da filhota. Para coroar a noite, Alvaro Manny cantou Fábio Jr. ao vivo, Eneas Neto virou Sidney Magal e Tonyy, um Russo genérico.

Na seqüência, ainda teve a primeira edição da Independência ou Trash, só com músicas nacionais e com Super Janeyde como DJ convidada (ela foi a hostess das sextas até 2005); Trash Bailinho, com todo mundo vestido de gala, Fê Ruça como DJ convidada e Lulu Alencar como debutante; Halloween Thriller em parceria com o Senac; SuperTrash Globo de Ouro e o primeiro Melhores da Noite Animada.

No último mês do ano, a Vila Olímpia recebeu a Trash pela primeira vez. Uma noite que serviu de teste e embrião para o que viria no ano seguinte.

Na última Trash de 2003, a programação se gabava: já eram mais de 50 festas realizadas. E nem sinal de desgaste. O ano de 2004 também teria diversão garantida.

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