Já sentei a bunda na cadeira várias vezes pra tentar escrever sobre a Trash. Sempre me parece pouco. E é. Mas hoje, vai assim mesmo, de coração, do jeito que sair.

Cheguei à festa pelas mãos do Tonyy. Me encantei. Aquilo era a minha cara! A minha e a de um monte de gente surtada pulando naquele Hotel. Me seduzi por uma turminha que farreava na cozinha. Por uma abelhinha loira que saltitava na escadinha apertada. Por um DJ grandão que se divertia horrores fazendo aquilo. Blogs, fotos, aquele meu amigo que era gótico, de repente, vestido de Hulk cantando Balão Mágico!

Passei a freqüentar a porta do Hotel. Era uma diversão à parte. Morrer de rir com Dona Spaca e seu vestido de bolinhas. Percebi que aquilo tinha algo de “viciante”. Era mágico. E mais que isso: era “diversão garantida”.

A festa mudou de lugar. Quando me dei conta eu mudei também. Acho que daí em diante passei a ir aonde ela ia. O lounge era meu lugar preferido. Pra bater papinhos. Pra achar sorrisos que se tornaram essenciais. Pra encontrar novos abraços. Novas risadas. Novos amigos.

E veio a primeira Parada. O primeiro Caminhão da Trash na Paulista. Até hoje me arrepio quando lembro do vão do Masp lotado de gente gritando “He-Man”. Naquele dia me dei conta de que eu estava entregue àquilo tudo. E já sentia orgulho, me sentia parte, se é que dá pra entender.

Hoje… pulei do lounge pra pista. E quando vejo as luzes estão se acendendo e o som desligando que já é de manhã.

Aquela abelhinha? Percebi que ela é mágica. Conhece o mundo de Oz. E já foi minha Xuxa.

O DJ grandão? Virou um querido. Daqueles que você não consegue imaginar a vida sem.

Aquele vestido de Hulk? Agradeço pro resto da vida por ele ter me convidado pra festa, e me dar a chance de descobrir que eu gosto dele muito mais do que poderia um dia imaginar.

Dona Spaca? Virou uma linda amiga. E me trouxe pessoas lindas. Como a Chiara, que hoje é indispensável na minha vida. (Quantas decorações no seu apê, purpurinas, correrias, cola quente, isopor…?)

Enfim… (que já falei demais!)

Conheci muita gente. Muitos viraram amigos. Amo a velha guarda. E aprendi a abrir os braços e o sorriso a cada um que chega. Pois foi isso que recebi quando cheguei.

É por isso que estou aqui até hoje. Seja pra papear, pra dançar até o sol nascer ou pra me jogar nas tintas e isopor.

E como manda a tradição:

O que mais gosto na Trash?
- a cerveja está sempre gelada;
- a certeza de encontrar gente querida que vou carregar pra sempre aqui dentro. (Uma sacanagem dizer nomes e esquecer alguém, né?);
- poder tirar a minha menina do cantinho;
- ser exatamente como eu sou. Dentro ou fora;
- encontrar sorrisos desde a porta até o caixa, passando pelo banheiro.

Obrigada. Sempre!
Pela porta aberta.
Pela energia.
Por toda a alegria

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